domingo, 30 de maio de 2010

Liberdades Cerceadas

1. Em 23-07-2009 editei neste Blog uma matéria intitulada: Vida Bigbrotteada do Tabaco, me disseram estranhar pois a campanha anti estava a todo vapor livre da fumaça. Não discordei apenas disse para aguardarem os resultados pois haveria quem se debruçasse sobre o assunto para lançar um parecer categórico e bem fundamentado. A minha opinião não tratava do mal em si do cigarro, e sim da imposição que a norma abrangia em prejuízo da liberdade individual de cada um.

2. Qual não foi a minha surprêsa ao ler no Diário do Comercio de 21-05-2010 pág. 4 -Economia, em que Carlos Franco em sua coluna de Publicidade, tão bem aborda o assunto polêmico com uma visão clara e bem humorada, vale a pena dar uma conferida, a sua leitura lança novas luzes ao tema em voga, aliás a menina dos olhos de alguns políticos às vesperas das eleições.

3. Veja bem, o castelo dos impositores do anti tabagismo perde um tanto sua cor rósea com as afirmações do epidemiologista Geoffrey Kabat,do Albert Einstein College of Medicine de Nova York.''...Segundo Kabat-afirma o articulista- as pesquisas podem punir um fator e valorizar outro, dando origem a verdades criadas e estabelecidas sem o rigor científico necessário." E os argumentos não param por aí: "Em primeiro lugar, os modelos adotados pela epidemiologia resultam de pesquisas não-experimentais.Não são testes rigorosamentes científicos." E Geoffrey Kabat vai desfazendo lendas uma atrás da outra sob a influência da propaganda no consumo alcool, do cigarro e do café. Quem diria! Agora não precisam mais esculachar as rimas soltas como infundadas. Elas não merecem!

4. O alerta do artigo acima sugestivamente mencionado: "POLÊMICA NO AR.", traz um tópico a meu ver primordial e que calça a nossa despretenciosa tese escrita em outra ocasião neste Blog- diz o artigo mais na frente, "... O mais preocupante, porém, está no fato de a ciência ser usada para o estabelecimento de padrões de comportamento ditatoriais, como no caso do fumo e da bebida alcóolica, desrespeitando o livre arbítrio."

5. Eu em particular vejo nesta campanha antitabagista uma plataforma política e não o livre exercício da democracia, com afirmei anteriormente. Vamos aguardar mais informações e as próximas eleições.Se já não bastassem a impostura dos tributos que aumentam a cada segundo ainda aparecem com mais esse cerceamento da liberdade individual do cidadão, É mole marreco! Ou querem mais!

Helder Tadeu Chaia Alvim


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bytes em ação

Hoje resolvi adquirir um netbook, entre modelos, configurações, pesquisas avançandas e consultas ao meu amigo Ricardo Maciel Rodrigues,expert no assunto e com a acessoria de Cátia Barbosa enfim parece que finalmente vou ter a senha de acesso para blogar poemas a torto e  direito para isso após longa pesquisa,escolhemos a FNAC na Avenida Paulista, adquiri um Asus Eee Pc 2 GB com tudo o que tem direito... Depois para complementar passei numa loja da Vivo e completei o pacote com o acesso 3G.Bom isto tudo é para sonhar mais e conversar consigo leitor para juntos continuarmos a jornada sem fim... em busca da grande arte, objeto de nossos encomios dourados. Até breve, ainda estou aprendendo a mexer com esta nova máquina,,,Se vc tem alguma dica , agradeceria a colaboração.
um abraço,
Helder Tadeu Chaia Alvim

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sem hora de terminar...

1.Recentemente adquiri um violão Memphis, no intuito de dominar a técnica e poder ao declamar alguma poesia que o ritmo, o compasso e o andamento dos versos fluissem melhor à plateia sempre obsequiosa.

2.Como dizia tudo começou quando passei na Loja Arte Som Eclipse na rua Teodoro Sampaio,770 -Pinheiros, SP e aquele violão foi amor à primeira vista, o vendedor, o jovem Mateus, tocou uma música do Zé Geraldo e sem pestanejar saí com o meu novo violão à tiracolo, uma emoção que nunca tinha sentido antes tomou conta de mim e entendi como a escolha fora acertada.

3. Lá vem o poeta novamente com suas elucubrações mirabolantes. É verdade! Só que o violão tornou-se meu confidente, preenchendo a lacuna na vida deste poeta errante e ocupou um lugar especial em meu coração.Coisas do destino!

4. Me vi transportado para outro mundo das modulações, quando os primeiros acordes surgiram naturalmente.Entre pentagramas e notas vislumbrei por inteiro quão difícil é fazer a arte genuína.

5.Minha consideração cresceu acompanhando o Lá Bemol e os valores do tempo.Pouco a pouco me encontrei absorvido em outro universo, o musical e entendi melhor o anseio de Hermann Hesse ao querer juntar todas as artes.

6.Desde os malabaristas do semáforos paulistanos, passando pelos números circenses, os atores de teatro e os violeiros esparsos pelo imenso Brasil, os poetas de rua, palco e academias, entendi que para eles a arte nasceu expontaneamente, foi burilada convenientemente, estudada à exaustão e por isso aflorou em seus lábios aquela canção desconhecida, admirada pelas multidões.

7. O sorriso de sinceridade, o desejo de um mundo mais leve faz da arte autêntica o paradigma de um mundo mais humano e solidário em todas às suas múltiplas manifestações instrumentais, que seria longo enumerar pois ao tanger as cordas de um violão(p. ex.) estão fazendo eco aos valores da harmonia universal perene, tão esquecidos em nossa sociedade de consumo multipolar.
8.A música traz o ambiente lúdico para o meio de nós e nos transporta ao seu mundo de mistério e elevação. Você entra nela despreocupado e sai com um motivo a mais para viver... A marcação dos seus ritmos, as suas tonalidades diversas abarca o convívio humano num amplexo sem hora para terminar...

Helder Tadeu Chaia Alvim
Poeta Minimalista

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Crônicas Torquatianas

1.Tive a pensar no poeta Lázaro Dias Torquato que Deus o tenha, viveu num tempo diferente do atual, quando tudo parecia estar no lugar, o milagre brasileiro,o desenvolvimento do mundo pós-guerra contrastando com a corrida armamentista, a filosofia pululando nos meios universitários do Ocidente, nos circulos intelectuais, a construção exaustiva de tantas teorias e pensamentos.Na prática estouram Woodstock,Soborne, ícones de seguidores setentistas vislumbrando o amor livre, a liberação das drogas em franca constetação à sociedade normativa de então.


2.Sob à sua arguta ótica também pensei em Freud, Darwin, Marx, reunidos para uma confabulação estranha, o primeiro tentando expor a sua visão de sexualidade, seguindo a busca Neardenthalesca, enfim a hora da dialética burlesca. Não deu em nada a conversa pois o sexo, a evolução das espécies e a política não se entenderam e rcaram para outra data o entrevero. O que nunca sucedeu.


3. Não era fácil ao poeta rimar ou desacordar das posições dos figurões proclamados pela crítica, dos preceptores da verdade.A sua caneta tinteiro ,eu me lembro, esquentava às pampas e o seu travesseiro esfriava pelos calafrios desajuizados dos seus chegados. O que ele gostava mesmo era de historiar em suas aulas a linha mestra, grande condutora dos destinos dos povos,as manipulações, as revoluções, em última análise o homem e suas potências, ora para o bem, ora para o mal.


4.Fazía-nos imaginar o vôo de Exupery em busca da sociedade ideal para nunca mais voltar, Julio Verne aficcionado em seus personagens, Hermann Hesse,de uma maneira célebre, sonhando com o encontro da Grande Arte em série.Quem mais? Stevenson povoando de marujos suas ilhas de ouro, repleta de piratas medonhos, Jim Walkins um colosso,nas viagens de Noni na Islândia, mais remotamente La Fontaine elucidando fábulas aos montes.


5. Penso nas mãos do poeta anotando irriquieto no quadro negro os últimos lâmpejos da Idade Média, Alcacer Quibir, a Dieta de Horms, a Renascença, as andanças de Bonaparte, seu fim solitário na ilha de Santa Helena, a queda da Bastilha, Voltaire,impiedosamente Voltaire, Baudelaire e sua simbologia, enfim a queda do Csar o assassinato do Arquiduque da Austria, haja assunto e rima forte, as guerras frias e quentes, a aviação Dumontista e as bombas dirigiveis, os átomos enriquecidos querendo apressar o apocalipse.Hiroshima, Nagasáki,Chernobil, quantos pavores o mundo assistiu, acrescentava ele contristado.


6. Este mesmo poeta se estivesse vivo o que escreveria? Como reagiria aos embates da era da alta definição digital, à moda cubo-futurista de Wladimir Maiakóvski ou igual ao realista Alexander Soljenitsin? Como seriam seus versos na sociedade de consumo,que tão bem vislumbrara, em contraponto à dinâmica escravagista moderna? Qual seria sua posição ao lidar com a física quântica dos nióbios? O que pensaria sobre a estultícia do cromossomo sintético. Já não temos tantas artificialidades neste planeta, pontuaria indignado!

7. Com que versos rudes condenaria a vergonhosa pedofilia, os lucros exorbitantes, o abandono da infância e da juventude, a falta de atenção e respeito a idade senil, à violência a mulher, dentro se seu próprio lar, as corrupções da política, os descaminhos da vida, a licensiosidade, a falta de liberdade de expressão, a intolerância programada,a discriminação estatelada, a falta de oportunidades em todas as esferas da atividade.


8. Com versos tristes olharia para seu planeta, sem água, respiração curta gente abaixo da linha da miséria sem pão e esperanças,sem vezes diria: oh! ânsia maldita do progresso feito trator, nisto encerro com a notícia estampada no Diário do Comércio no Brazil com Z-12 Loco 14/05/2010 no seu prólogo inteligente anuncia: " O SHOPING DOMINA A FLORESTA..." The Wall Street Journal destaca: "...Uma moderna economia de consumo está na rota da região que muitas pessoas ainda acreditam ser uma densa floresta cheia de rios infestados de piranhas."


9. Felizmente minha caneta está acabando a tinta pois não saberia o que chorar a respeito da Amazônia que está perdendo seu frescor, poesia e candura pois a massa cinzenta da poluição já já vai encobrir seu céu,sua mata nativa, uma das últimas esperanças para o futuro do mundo sustentável, me custa acreditar O que diriam Rondon e Jacques Custeau?


10.Nadamos em facilidades, a comunicação sem fio, a informação em tempo real, o You Tube,o Twitter são avanços que endoideceriam a cabeça do preclaro poeta finado, bateria de frente com seu estilo calmo e esta história de ficar 24 hs. plugado fugiria de seus conceitos lógicos. A reverência ao seu talento e gôsto lembrado deve estar alegrando o seu espírito, ora já empossado no seio da grande luz ao que fez jus ao seu chamado de simplicidade, verdade e autenticidade.


11. O que me alegra é que ninguém mais vai tirar, vender ou barganhar seu mérito, oh! meu amigo poeta e santo Lázaro. O Epulão não alcançou seu gesto claro, os tentáculos desta vida passageira há muito ficaram para trás e hoje encontra-se no seio dos espíritos iluminados para saborear a poesia divina na presença de Deus, dos Anjos,dos Santos e da Santíssima Virgem Maria.


12. À memória de Lázaro Dias Torquato, dedico o que se seguiu, amanhã será outro dia e os sonhos se encontrarão empurrando este que lhe escreve e a ti leitor que surgiu na minha vida de poeta mínimo para novas projeções que espero sejam tão boas quanto estes momentos que se permitiu privar comigo algumas linhas deste blog vivo.

Helder Tadeu Chaia Alvim

terça-feira, 18 de maio de 2010

Constatações

1.Corria o ano de mil novecentos e dezessete, já estava pela metade e aquele primeiro de junho amanheceu esfumaçado nos céus da Europa, uma fumaça que cheirava enxofre, polvora e sangue.Não me refiro a nenhum filme de ação de longa ou curta metragem onde os diretores, produção e atores envolvidos assemelham a realidade. Não! Havia uma guerra em curso desde 1914, o primeiro grande conflito se estendia dia após dia, as catapultas modernas na estréia despejavam balas em meio ao estampido infernal. Uma guerra insana, como são qualificadas todas ao longo da história, uma guerra camuflada sob pretextos de soberania,subreptícia ao poder e sujeição. Um cenário fumegante, em que as cicatrizes expostas, pernonagens de um drama real, vagueavam de um lado para o outro,sem que os diretores no script sem controle pudessem prever o capítulo final.

2.Nas trincheiras apertadas os soldados combatentes ouviram dizer que um acontecimento incomum e sobrenatural acontecera pelas bandas de Leiria seguindo a estrada de Aljustrel à distância de 2 kilometros no dia 13 de maio daquele ano. Era a Virgem Santa, vestida de branco ela apareceu na cova da Iria, com um manto azul, cheia de luz, seus interlocutores, três humildes crianças, Lúcia e seus primos, Jacinta e Francisco Marto. As aparições se deram por seis vezes consecutivas a cada dia 13,numa dessas o sol bailara sobre os expectadores atônitos e boquiabertos, autenticando a veracidade das aparições.Os pastorzinhos foram transportados para um outro horizonte de dor e preocupações a respeito da situação do mundo descrita pela mãe de Deus e fizeram suas as apreensões e esperanças de Nossa Senhora.

3. Veio para dizer uma mensagem importante para todo o mundo..." A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus... virá outra pior." E o tempo passou, a guerra terminou, a transformação dos costumes se operou na vida das pessoas e no conjunto da sociedade, surgiram mais invenções,as industrias, o aperfeiçoamento da dinâmica automobilistica, aeronáutica e marítima e parece que se esqueceram do contundente aviso marial em 1917.

4. Os diretores não satisfeitos com a situação de aparente calma, nos bastidores incrementaram a balística, nos laboratórios manipularam com alta tecnologia as formulas mortíferas de destruição em massa e resolveram, após deliberadas discussões continuar a parte II da ameaça global. No entanto outros olhos, outros olhares - que não eram humanos e mortais - estavam atentos a tudo. Eis quando uma luz desconhecida -seria uma aurora boreal, improvável - iluminou os céus da Europa, era sim o "grande sinal" que uma coisa muito ruim estava por acontecer e veio a segunda grande guerra em 1942, as invasões, a descomunal força do Hitlerismo apavorou o mundo e por um fio ele não pereceu, contabilizando milhões de mortos, desestruturação econômica e pré caos instalado, a bomba atômica testada,etc...

5. A custa de tratativas veio a paz e a Europa se viu mapeada, outra nação a Rússia bolchevista mostrou as garras, desfez soberanias, anexou países,instaurou um estado ateu, perseguiu a religão que todos nós sabemos a tamanha confusão e desarmonia estatizada que estabeleceu e o peso enorme de sua mão de ferro, subjugou países, culminando com sua derrocada na derrubada do muro de Berlim.

6. O capitalismo recrudesceu suas posições de lucros desordenados, consolidou a ditadura do consumismo na modas, propagandas e jeitos de ser,negou a ascese, estabeleceu a tese do poder.

7.Na mensagem de Fátima em 1917 a Mãe de Deus,entre outras revelações foi taxativa e clara em Portugal a Fé vai permanecer, subtende-se que fez alusão a uma crise generalizada com aplicação prática imprevisivel levando o homem indistintamente de sua posição social a deixar de acreditar em Deus, em uma vida depois da morte, nos mandamentos e códigos morais que nortearam nossos antepassados.

7. A partir daí o mundo estaria pronto para as negações, confusões e doidices de toda ordem, o ceticismo aflorou em sua mente e traduziu-se em atos de ditaduras, imposições, intolerâncias, ganâncias e nestas cascatas de erros e apostasias, envolveu o convívio das nações, apesar das sadias reações e firmeza de intenções de muitos isoladamente,o dique não aguentou e a nova barbárie se viu engrandecida e aplaudida pela intectualidade e absorvida pela propaganda maciça e bem elaborada daqueles diretores mal intencionados.

8. A vida sob a ótica de Deus, reta, solidária, embasada nas verdades eternas perdeu o sentido épico e grandioso do mistério, nos púlpitos não se ouviu mais falar delas e a preocupação terrena ocupou o templo sagrado o coração dos ouvintes,as manchetes dos jornais e o vencer na vida tornou-se o único objetivo da existência humana. Aquele reino dos céus, onde os ladrões e as traças não corroem ficou cada vez mais distante do alvo de suas intenções.

9.A história é a mestra da vida, dizia Heródoto. Ao finalizar estas observações, confesso que fugi um tanto do meu propósito poético para deixar anotado o meu pensamento.Ao debruçar-nos sobre este assunto candente vemos as dolorosas constatações aflorarem.E iguais aos personagens bíblicos interpelamos os homens sobre sua condição de vida e perguntamos porque desfiguraram o quadro do autor divino, outrora belo, de matizes variados,cor dourada, escarlate ou marfim e pintaram uma outra realidade totalmente oposta ao idealizador da obra.

9. Em 1972 em Nova Orleans, a Virgem volta a se manifestar pela lágrimas insistentes e demonstra pressa e sobressaltos quanto ao futuro da humanidade. O seu choro mais uma vez não foi levado a sério, tanto pelas autoridades religiosas, quanto pelo poder civil laico, e também na vida vida particular do cidadão nenhum impacto causou, a não ser com raríssimas exceções.Seu pranto melífluo se perdeu no anonimato de tantos lares, nos púlpipos de tantos templos, nas salas requintadas de tantas repartições,no borborinho dos grandes centros urbanos, no sertão das proezas cotidianas.

10. Enfim, tudo passa, reinados, regimes políticos, cabeças tonsuradas,o próprio homem em determinado momento,idealizador do caos, parte em busca de seu destino imortal, toma o seu elevador subindo sem parada ou descendo em ritmo acelerado.Mas, as palavras da Virgem permanecem perenes: "Por fim o meu Imaculado Coração Triunfará..." Será uma vitória materna da bondade, justiça e misericordia, pois esta rainha de sabedoria quer o melhor para cada um de nós, sim ela vai sobrepor-se aos erros modernos e instaurar uma nova ordem mundial em Cristo, Senhor dos tempos e a humanidade renovada,após as provações anunciadas não carecerá de estrêlas, pois a luz do Redentor aquecerá todos os corações, cada palmo da terra com a unção do Espírito Santo.

Helder Tadeu Chaia Alvim

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Poeta do Caos

1. Sem ter a intenção de me arvorar em poeta do caos, o balanço que projetamos para os dias que correm na velocidade dos ipods, está acendendo a luz vermelha de alerta máximo. A Europa pensa socialista em meio a seus castelos medievais, o que outrora fora a Cristandade de Fé e feitos carolíngeos, unificada busca o parecer do bem estar material.Um estado forte,cuidando de seus nobres interêsses,assistencialista de fato, liberal em tese, de práticas absolutistas, incrível...

2. Por outro lado os fatos gerais comprovam: a crise imobiliária americana, o 11 de setembro, as catastrófes naturais,a dissolulção dos costumes,a pedofilia no seio da Igreja Católica, epidemias como H1N1,violências, corrupções customizadas, a recente bancarrota dos gregos, as placas teutônicas em contínuo movimento, traz uma atmosfera nada boa para as nações, quebrando a confiança, desestimulando os ânimos e a bola de neve quente sempre aumenta com a desfiguração das camadas de ôzonio, as geleiras derretendo, a natureza ferida por mãos inescrupulosas,o perigo atômico que volta à tona com o irredutível Irã traçam um cenário caótico para o futuro do planeta.

3.Do que adianta encontrar água na lua se estamos nus em meio às vitrines badaladas do consumismo, sequer pensamos em aquecer o espírito, desconhecemos as virtudes em meio ao nosso relativismo vazio só temos o ninho acanhado do superlativo, pensando bem já foi bom escrever para espairecer, se a temática fria das crises se avolumam a olhos vistos e as soluções irreais arrastam para as sombras das trevas o diminuto espaço das constatações.

Helder Tadeu Chaia Alvim
Poeta Minimalista

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Rebordosa interrogativa

1. O melhor termômetro para a temperatura da vida é nossa infância, época em que os sonhos desabrochavam em tonalidades de ficção,quando de manhã respirava a nossas existência toda em oração, ao meio dia cantava uma canção desconhecida, repleta de significados que hoje relembra com emoção.

2. À noitinha,naquela nostalgica sensação do sertão, pensava um pensamento forte,ouvia as vozes dos antigos e seus causos nobres,uma lição atrás da da outra em forma simples, mas narrada de maneira autêntica à luz tênue da lamparina, os personagens ora intuitivos, ora medonhos desfilavam a sua frente, imaginados na narrativa quente.

3. Não posso me esquecer, as pequeninas ações eram grandes, o colo materno a riqueza, "o eldinho meu filho", a personificação da esperteza boa, sem as maldades que desvirtuam a inocência à troco de nada.
4. A lição de casa um monumento ao saber,as pessoas próximas,os "cumpades" vizinhos e agregados da estância ensolarada,cheia de vida própia, referências de contentamento.Parecia uma alegoria rural do paraiso quando Deus se dispunha a vir falar ao coração dos primeiros pais a sussurrar uma música inaudível hoje aos ouvidos ocupados dos grandes centros urbanos, marejados de efervecências artificiais.


5. Um dia veio a juventude e ainda conservou a louçania,os ideais primeiros,os sonhos esboçados na meninice. Alcançou com esforço o conhecimento, trabalhando de dia candeando boi,estudando no povoado à noite, afirmou-se com ousadia e persignou-se ante os primeiros embates e investida da serpente insidiosa.

6. A idade madura chegou, o inevitável exôdo,não quiz acreditar,quando surgiram os primeiros cabelos brancos, que teimava em arrancar,nasceram outros e mais outros. As decepções desmoronaram os castelos de ar e o senti mento apertado se perpetuou na imaginação da jovem existência,desde então percebeu que o mundo não era aquele róseo da infância.

7. Quando pensou que não já estava na idade adulta,aceitando as provações sorvendo o cálice da dor com as perdas familiares e assim por diante na sua peripecia a existência continua, inexorável.A velhice bate à sua porta com seu cajado caçoando do seu passado e oferecendo um porvir incerto como os ventos que ela, senhora de si e dos destinos assopra, não iluminando mais a Pirineus, mas acabrunhada no meio da cidade grande, eldorado não dourado de suas decepções.

7.Perdoe-me, leitor, que me acompanha bondoso, se interrompo a narratiava e declaro ser esta página um rabisco do que se passou no meu entender, sinto muito se não preenchi a lacuna da interrogação que almeja conhecer. Deixo a você completar a explanação que ora projeto neste b@og que interage a intenção.

Helder Tadeu Chaia Alvim
Poeta Mínimo

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Nas nuvens com o pé no chão...

1. Na era dos "Aplicativos CRM em nuvem da Google Apps..." Pois é isso mesmo ela inaugura esta nova ferramenta para "... garantir espaço para armazenagem de dados on line e alta disponibilidade dos serviços."
(conf. Diário do Comércio- 11/05/2010 2 Informática). A data é histórica, a matéria do Jornal é abrangente, vale a pena se inteirar melhor.

2. Estamos vendo o inevitável avanço tecnológico chegando e o saudamos com fé humana e esperança de uma alta performance nas relações inter pessoais e disponibilizando ferramentas importantes para as empresas a níveis globais. Tudo que a gente falar a este respeito é pouco pois a abrangência é ilimitada.

3. Esta nova realidade vem de encontro às necessidades crescentes de compartilhar informações seguras, produtividade, crescimento com responsabilidade de sustentabilidade, sem falar da economia no gerenciamento de dados,o que nossos irmãos gregos e britânicos poderiam se utilizar para sanar os ventos contrários que sopram por lá.

4. No Brasil, este procedimento vai mudar a face de nossas empresas, que já estão antevendo os dividendos e mudança de cenário e muitas delas inteligentemente aderem a cada dia ao novo sistema Apps.

5. Mais uma vez a Google sai na frente e oferece a elas "...diminuir custos e visibilidade em tempo real..." E não para por aí:"...garante ao grupo ter umas das infraestruturas mais eficientes com relação a custo por servidor."

6. Amigo, não é minha intenção explanar o assunto e as vantagens da alta definição, portabilidade e disponibilidade que facultará ao usuario de qualquer lugar poder alavancar os negócios, etc... Sou da opinião que as empresas não necessitam necessáriamente estar fisicamente no mesmo lugar com estruturas às vezes arcaicas e acachapantes, é preciso inovar sem perder valores. No meu entender é isso que a Google Apps propõe.

7.Achei interessante a matéria do Diário do Comércio e sou parte interessada no processo uma vez que edito meus poemas no blog e a qualidade que me oferecem é excelente e bem formatada, dando chance aos acessantes de acompanhar e interagir naturalmente comigo. Nisso vejo a oportunidade da arte se expressar com direitos iguais.

8. Nas nuvens com o pé no chão este é o sentimento que me anima cada dia, noite, manhã e madrugada quando tenho um tempo para expor as rimas soltas de um poeta mínimo - querendo alcançar a marca de 365 poemas.

9. Do jeito que tudo caminha, tenho presente as palavras de Pero Vaz, sobre o Brasil " que em se plantando tudo dá" bons frutos e a poesia brasileira contemporânea,inserida nesta potencialidade,incluida digitalmente, tem tudo para ser produzida em alta escala e consumida pelo paladar insaciável da era Google Apps. Por que Não?!

10. Digo isto por experiência própria, hoje os blogs da Google podem ser compartilhados,acessados em vários idiomas e em pouco tempo revolucionaram o fazer poético. Quem poderia imaginar isto há exatos dez anos atrás.Sinto-me um poeta respeitado e com projeções de futuro, melhores, mesmo sem ter um livro impresso, posso alcançar as dimensões continentais do mundo num simples clique.

11.Sem dúvida a grande harmonia na diversidade bate às portas do ano 2010,se vamos saber lidar com ela? Delinear seus contornos, traçar um rumo novo de paz, concordia, crescimento sustentável e elevação de espírito para o criador, são perguntas sobre as quais não me capacito a responder.

Helder Tadeu Chaia Alvim

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pre porção

1.Me valho da livre e serena discussão para abordar um tema controverso em si, a liberdade pessoal do cidadão. Muitas vezes ele é induzido pela propaganda maciça que sem licenciar entre pela sua retina de mansinho,propõe um estilo, seja na moda, o celular, o veículo o km, o curriculo recheado ou um simples slogan televisivo.

2.Eu que me considerava um ser intuitivo, vacinado e dono de mim,noutro dia acordei sugestivo e passei a pensar pelo pensamento do vizinho, pelo social baseado no consumo indigesto de bens, que não necessitava e foi quando tudo em minha vida complicou, o cartão de crédito rodou compulsivo e nas entreliças chamativas do ter acabrunhado me decepcionei.

3. A minha sorte foi que a calma e o bem estar moderado voltaram a bater à minha porta e fiquei com saudades do passado, quando as contas estavam em dia e podia dar-me ao luxo de viajar,viisitar os parentes ou simplesmente enrolar um papo gostoso com o feirante, os colegas de trabalho, o taxista da esquina, o padeiro de causos exclusivos.

4. Não vamos desmerecer o progresso, os avanços tecnológicos, as conquistas da medicina, da engenharia mecatrônica, das informações velozes...nem tão pouco por outro lado esquecer do próximo, de si mesmo, de uma sociedade harmônica e querer fechar-nos em nossos problemas aparentemente insoluveis.

5.Esta reflexões querem demonstrar os rumos concatenados das crises, dúvidas e incertezas que pairam na atmosfera pesada do nosso planeta,que tinha tudo para ter gente mais sensata, centrada no eixo da razão e não voltada para sensações descontroladas.

6. Hoje em dia posso concluir que a liberdade do irmão encontra-se comprometida, atabalhoada,planificada em prejuízo da ordem social,muita praticidade, pouca solidariedade, muitas ações proclamadas,pouco resultado ao bem comum, muito sensacionalismo e pouca cultura das raízes pátrias, tudo muito e pouco! Divulgações artificiais, sem conteúdo sério e leveza nas intenções, apoucada de transparência na realização.

7. Opa, como este poeta mínimo é pessimisma! Como carrega a fala na linguistica, deve consultar o dicionário das crendices, não é possível que o mundo acredite nessas meninices! Bom não pretendo assuntar as intenções deste leitor, nem me arvoro a guia do mau agouro. No entanto não posso mudar as letras para procrastinar um futuro de roas se os espinhos estão aí crescendo e sufocando a cada segundo o seu perfume de amor.

8. Leitor, que considero, digo-lhe com sincero pesar que o terreno do ter é escorregadio onde as ambições desmedidas constroem sua morada e corrompem na maldade o ser, desqualificando suas potências regeneradoras.

9.Sei, amigo que sonha com o mundo bom e que nossas divergências são aparentes, se não você não estaria lendo paciente estas rimas e eu escrendo e dialogando consigo. Sei também que é hora da humanidade acertar os ponteiros e seguir um itinerário oposto ao ora estabelecido.

10.Ela deve se encorajar e refletir baixinho,aparar as arestas tortuosas pois não quererá no fim de sua história se encontrar de mãos vazias para enfrentar com o peito desguarnecido o julgamento que a aguarda.
Eu acredito? E você o que me diz?

Helder Tadeu Chaia Alvim.
Poeta Minimalista

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Singelo Forense

1. A Poesia pura teima em continuar, embora não vendável, não divulgada, não consumida pelos olhos ágeis, ávidos e inteligentes dos leitores paulistanos.Que pena! apenas,pois a pena do poeta continua incansável
perssistente com ânsia inaudita de compartilhar sua idéias, sonhos e projetos de afirmação dos valores perenes da cultura, mesmo sem nenhuma perspectiva a não ser habitar nas páginas do grande anonimato hodierno, com menção honrosa para aqueles poucos e valorosos amigos dos saraus de portinha acanhada mas avantajada no espírito indomável de seus articuladores.

2. O Blog da Google é uma das poucas exceções qualitativas e quantitativas deste imenso e árido deserto que é o conhecimento exclusivista e achatado do pensamento atual.A Google tornou-se um aglutinador de cabeças pensantes proporciona as ferramentas adequadas aos editores, inova fórmulas de comunicação e agiganta-se em sua essência como um divisor imbatível de águas e creio que ainda virão muitas novidades inéditas on line universais.

3.Do jeito que as coisas desandam, o poeta encontra-se hoje sem espaço e vez.Os valores propalados destoam de sua ótica de mundo original.De que adianta, podem pensar os poetas calados,escrever rimas, se acima de sua cabeças as vitrines sociais apontam para outra direção, tudo está muito mudado e os bytes acumulam interêsses de faturamento que as poesias não perseguem no seu singelo forense.

4. Ah! o poeta, não cansarei de dizer está constantemente plugado na realidade, ele não se ausenta nunca de seu posto de observador lírico,e cada vez mais ele sente que a abastança do consumismo, seus modos de ser destoa de sua lente analítica e num contraste equilibrado sabe que a abstração faz parte de sua vida e não pode negar o dom sagrado da inspiração que Deus lhe concedeu para proveito de outrem.

5. Em suma deixe o poeta divagar, devagar ele pode ir mais longe e o mundo precisa de sua visão que atenua tanta transformação inconsequente.Ele sabe que mais lá na frente, na encruzilhada da história, o mundo vai se render ao obsequioso aconchego da Grande Arte.

Helder Tadeu Chaia Alvim
Poeta Minimalista