quarta-feira, 29 de julho de 2015

Santa Marta discípula de Jesus

Santa Marta Discípula de Jesus
(branco, pref. comum ou dos santos - ofício da memória)
Leitura do primeiro livro de 1 João – Naqueles dias, 7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.8Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.9Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele.10Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.11Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros.12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito.13Nisto é que conhecemos que estamos nele e ele em nós, por ele nos ter dado o seu Espírito.14E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo.15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.16Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.
- Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: Salmos 33, 2 - 11
Refrão: Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!
2. Bendirei continuamente ao Senhor, seu louvor não deixará meus lábios.
3. Glorie-se a minha alma no Senhor; ouçam-me os humildes, e se alegrem.
4. Glorificai comigo ao Senhor, juntos exaltemos o seu nome.
5. Procurei o Senhor e ele me atendeu, livrou-me de todos os temores.
6. Olhai para ele a fim de vos alegrardes, e não se cobrir de vergonha o vosso rosto.
7. Vede, este miserável clamou e o Senhor o ouviu, de todas as angústias o livrou.
8. O anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva.
9. Provai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que se refugia junto dele.
10. Reverenciai o Senhor, vós, seus fiéis, porque nada falta àqueles que o temem.
11. Os poderosos empobrecem e passam fome, mas aos que buscam o Senhor nada lhes falta.
Evangelho: João 11,19-27
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João – Naquele tempo, 19Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão.20Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa.21Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!22Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá.23Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá.24Respondeu-lhe Marta: Sei que há de ressurgir na ressurreição no último dia.25Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.26E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?27Respondeu ela: Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo.
- Palavra da Salvação
- Graças a Deus!


o murmurio do povo...

O MURMURIO DO POVO
"O murmúrio e o lamento estão presentes no linguajar do povo brasileiro. Não seria diferente, porque vivemos num contexto de incertezas, de interrogações provocadas pela realidade econômico-social, que perpassa alhures em todo o Brasil. Apesar de todo progresso, há uma generalizada insatisfação em relação aos fatos de corrupção, de desmando e de injustiças envolvendo tanta gente.
O povo hebreu, sustentado pelo maná no deserto, mas no meio de grandes sofrimentos, também não deixou por menos. Os reclames do povo foram fortes, revelando a insatisfação diante da forma como era conduzido. Reclamam da falta de alimento suficiente e contra a falta de água. Os murmúrios foram provocadores do agir paterno do Senhor para atendê-lo em suas necessidades.
Na multiplicação de pães e peixes, Jesus saciou a fome da multidão. Sua fama se espalhasse e o povo O procurava com o interesse pessoal de matar a fome. Foi como na realidade do deserto da Palestina, um grande sofrimento para as pessoas. Jesus chama a atenção do povo por buscar alimento perecível, e não aquele que tem dimensão de eternidade, o encontro pessoal com Ele.
O verdadeiro alimento é Jesus Cristo, o pão do céu e o caminho para Deus. No milagre do pão repartido, o povo viu o sinal do milagre, mas não enxergou a ação de Deus, porque não tinha fé. Foi o mesmo que aconteceu com o maná no deserto. O pão do céu é o próprio Cristo, que veio dar a vida eterna.
Até hoje as pessoas não entenderam os sinais da ação de Deus e o alcance de suas palavras. No encontro com a samaritana (Jo 6,35), a palavra de Jesus foi bem clara quando disse que quem vai a Ele nunca mais terá sede. As necessidades podem ser superadas com a partilha fraterna e a confiança na providencia divina.
Em vez de murmúrio, mesmo nas dificuldades, o brasileiro precisa levantar a cabeça, sair do comodismo e lutar com coragem por uma sociedade diferente e sadia. Para isto é necessário superar interesses egoístas e praticar mais a partilha fraterna."
 Artigo de Dom Paulo Mendes Peixoto
SP 29/072015


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quinta-feira, 23 de julho de 2015

visões de Mágdala

       
          Sob o signo de Mágdala

1.       ‘... Tiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram!’, assim se expressou uma mulher naquela manhã clara, sua voz rouca carregava tons de uma intuição pavorosa... Os acontecimentos anteriores a que fora palco Hierosolyma  ainda estavam vivos e indeléveis em sua memória, os sentimentos de piedade, amor incondicional  ainda perdurara em seu espirito irrequieto e místico.

2.       Ah! o Messias , esperado pelo seu povo , aquele que reconduziria  Israel à gloria do reino de Salomão, aquele que viera unir a lei de Moisés a um novo tempo  através da graça e verdade não se encontrava ali. Ah o adorado Mestre que dissera tantas coisas belas, que se impusera aos escribas e fariseus, que peitara o império romano, que reunira tanta gente ávida de ensinamentos se fora de uma maneira trágica .... 

3.       Aparentemente  tudo indicava um grande fiasco a trajetória do Nazareno, reunira uns iletrados pescadores, homens simples do povo galileu, algumas mulheres corajosas, e com eles todos  sonhou um sonho de liberdade e paz... com eles contemplou os lírios do campo, a figueira estéril, ensinou-lhes a rezar, a perdoar, a amar o semelhante, a desejar o reino do outro mundo.

> E em pensar que um tempo depois Magdala, e os  seguidores do caminho, cantariam com ele um cântico novo, deixariam tudo e se poriam resolutamente em demanda do mundo bom, aspirando o reino celeste, aquele que nem as traças e os ladrões abocanham para si. 

4.       A primeira Igreja nascente estava em polvorosa naquela manhã, a medir pelo desespero de Maria de Mágdala, pelo aviltamento dos discípulos nada mais restara a eles senão chorar e embalsamar o corpo do então adorado mestre Jesus, e com o desaparecimento do corpo nem isso teriam direito.

5.       E ela, Maria de Magadan viera de tão longe, deixara sua terra natal a leste de Yarmuk , próximo a Gadara  para seguir o Mestre, percorrer com ele toda a extensão da Palestina, presenciar seus milagres estrondosos, a ressurreição de seu irmão Lazaro, as queixas de sua irmã Marta em Cafarnaum,  o unguento que derramara nos pés do Senhor...

6.       Então tudo acabara? Somente restara uma cruz vazia no Gólgota, e muitas lembranças tristes, e outras  alegres, a entrada triunfal no domingo de ramos em Jerusalém ainda estava fresca em sua memória, o hosanna  dos meninos dos hebreus, os ramos de oliveiras baloiçando, antes assistira a transformação da água em vinho nas bodas de Caná da Galileia... a cura dos cego de nascença em Jericó, a façanha de Zaqueu, a pesca milagrosa, e tantos e tantos outros prodígios...

7.       Ela assentou embaixo de uma oliveira frondosa, recostou a cabeça em uma pedra, se cobriu com um manto escarlate e chorou, chorou copiosamente um pranto de dor e amor puro... Mas a medida que o tempo escoava, o silencio apertava a emoção e aqueles benditos minutos lhe parecia uma eternidade...

8.       Não contente com a dúvida se levantou e prontamente foi de novo olhar o tumulo para averiguar a possibilidade do Rabonni  estar lá... A cena que vamos narrar foi entrecortada de mistério, um vento suave soprou no rosto daquela mulher santa e as folhas dos sicômoros fizeram uma sinfonia de cores e luzes diáfanas...

9.  As sombras do medo estavam prestes a dar lugar a um outro momento, ela se aproximou devagarzinho, seus pés não pareciam tocar aquele chão rude, e seu pensamento de fé a visitou, seu ser estava totalmente em êxtase, prenuncio do milagre que estava prestes a acontecer em sua vida e que mudaria séculos a fora a história da humanidade até o cair da ultima folha verde na consumação dos séculos.

10.   Era o primeiro dia da semana e os raios de sol surgiram por trás das montanhas da cidade deicida, daquela cidade que não recebera o Messias, que mesmo colaborara para sua ignominiosa crucifixão, a pedra do túmulo havia sido retirada, e as lágrimas incontidas desciam de sua face ruborizada e banhava as pedras como a indagar porque?

11.   Então num assomo de ousadia ela inclinou-se e olhou para dentro do tumulo e viu dois anjos vestidos de branco onde tinha sido posto o corpo de Jesus,, um à cabeceira e outro aos pés. Os arcanos perguntaram: ‘ – Mulher, porque choras? A quem procuras? Pensado se tratar de jardineiros ela indaga: - Se vocês o levaram me digam onde está para eu ir buscar!

12.   Então o véu do mistério naquele momento se dissipa com a voz do Mestre: - Maria! Ela num assomo  de alegria  e esperança exclamou: Rabonni! – Maria, olha eu ressuscitei e irei subir para junto de meu pai, era verdade, sim é verdade que sou o caminho e a vida e vim para afugentar as trevas deste mundo, instituir pelas mãos do Grande Pescador  a minha Igreja e tereis paz e a vida eterna no seio de Abrãao, vá dizer isto aos meus irmãos!

13.   De pronto Maria Madalena se levantou e como que voou ao cenáculo a anunciar a boa nova, em lá chegando simplesmente com voz embargada de emoção, fé, amor balbuciou: ‘ – Eu vi o Senhor!   

14. Aqui termina a historia de uma mulher forte, corajosa, destemida, de carácter místico, e sobretudo de uma candura de alma impressionante que viveu nos primórdios do Cristianismo e devotara toda a sua vida e posses à visão do Salvador com todas as suas consequências animico empiricas. Viveu num tempo atípico  de escravidão, de erros sob o jugo da pesada bota romana. Mesmo assim teve a ombridade de ver e acreditar no Deus humanado. e dedicar a ele sua vida, emoções e apostolado.

15.Melhor dizendo foi o começo de tudo, e lançadas as raizes do mundo bom hoje recordamos e escrevemos alguns traços acerca de Maria de Mágdala, santa dos altares e uma das jóias raras da Igreja católica, aquela nascida da lança do Longino e de um túmulo vazio.  Sim valeu a pena, estava traçado em linhas maiores o  destino de Santa Maria Madalena, da Igreja nascente e a trajetória de luz de todos os homens... que atraídos pela beleza divina do Cordeiro iriam redesenhar a historia à partir de um  tumulo vazio, pois o Mestre ressuscitara Aleluia!

16. Ao refazer o caminho de volta para Magadan ela recordou de tanta coisa que mudou em sua vida, hoje uma sublimação acompanhava seus passos ao pisar novamente no mar de Tiberíades, sorriu um riso solto e pensou, - ah foi aqui na barca de Pedro que o Rabonni amainou a tempestade...  quanta significação Maria de Magdala carregava consigo e decidiu naquela tarde de primavera sair também de sua terra e dirigir-se para as Gálias, pois o mestre não dissera palavras de vida eterna? 

17. E que coisa melhor que doravante testemunhar os mistérios do crucificado para outros povos, e dizer que vale à pena viver em consonância com o evangelho do amor, da misericórdia, perdão e paz sem limites.

18. Os primeiros raios de sol prateavam o mar de Tiberíades quando três irmãos apareceram, de repente, vinham de Magadan, ou melhor deixavam para sempre sua aldeia natal, seus atelieres de tintura, seus rebanhos de carneiros, sua casa de varanda alta. Olharam para trás como a dizer para aquelas colinas, testemunhas oculares de tantas maravilhas, e objeto de contemplação do Nazareno, a dizer palavras não traduzidas em nosso pobre linguajar...

19. E depois de uns instantes de êxtase seguiram seu caminho rumo ao desconhecido e sabedores de um destino agora iluminado pelo Sol de Justiça, que amanhã seria coroado de êxitos e mais êxitos do espirito, paragem segura onde as traças e os ladrões nunca alcançariam com suas mãos e dentes afiados.

20. Maria de Magdala, de carácter contemplativo estava radiante, vira o Cristo ressuscitado em primeiro, anunciara aos discípulos o estupendo milagre, também Marta, a solícita Marta, prestativa não ficava atrás, e por último Saint Lazar, o amigo de Jesus, que recebera a graça da vida devolvida...Juntos agora, guiados pelo Paráclito estavam prestes a deixar  a Terra Santa para pregar o evangelho em outras paragens.

21. Ainda o som da voz de Jeshuá era-lhes familiar: ' Si quis venire pos me, abneget semetipsum, tollat crucem meam e sequatur me. ' Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, toma a sua cruz e siga-me... e tereis o cêntuplo e a vida eterna!



Santa Maria Madalena das certezas empíricas - rogai por nós!

Helder Tadeu Chaia Alvim



quarta-feira, 22 de julho de 2015

o fluxo

o fluxo 
Quisera ter asas aladas e voar nas alturas do firmamento, não para flanar nos ventos impetuosos, nem para desafiar a gravidade, vencer o medo, afirmar coragem e determinação admiradas.

Elas me proporcionariam a avistar em conjunto as veleidades humanas, enxergar a corrente dos rios que desembocam no mar, a transitoriedade das estações, o dia, a noite, as madrugadas, o desenrolar da vida, o conflito de gerações, o progresso em curso acelerado, os anseios dos poetas do povo, deixados de lado.

Tudo representa um quase nada, a vida passa, como entender minuto por minuto, o sentido, o fluxo da existência?Ah! não possuo este poder, poeta mínimo apenas escrevo imaginando o anoitecer do mundo, e arrisco um parecer que assumo.

Asas aladas não me serão dadas, o jeito é permanecer calado, contemplando o firmamento, com o coração apertado, me resta a balaustrada acanhada e uma grande interrogação não solucionada.

Quisera publicar meus versos, anseio que guardo, confesso; no entanto a cada passo me deparo com um muro de empecilhos mas, confiante no sonho sonhado, sei que 'os cílios do homem novo' de minha amiga e poetisa Rosae - um dia se abrirão de para a par, e a essência bendita do poder das rosas se manifestará, e o sentido único da existência se esclarecerá.
( POESIAS ARCANAS VERSO 7 )

Helder Tadeu Chaia Alvim
SP 22/07/2015


quinta-feira, 16 de julho de 2015

as rosas do concreto x o avesso da antitese

as rosas do concreto x o avesso da antítese
1.       Ah! o concreto frio que apequena a alma do paulistano, se quis protendido, arrojado em suas formas, convexo em suas curvas lineares, e pretendeu aparecer conceitual, futurista, no entanto espantou o sabiá laranjeira de seu antigo habitat, acinzentou os arredores, se ausentou da simetria perfeita.
2.    Afeito à imponência conseguiu implodir a claridade e juntamente com o cimento, a argamassa, o ferro,  brita e areia pretendeu ser assim... na imensa metrópole... Afeito ao dito progresso desamparou o citadino, e de contrastes em contrastes construiu sim um aglomerado bloco pesado na antítese de seu avesso.
3.    Se autoproclamou o colunista de sua criação assimétrica, coitado, prisioneiro de crises existenciais soube encarecer o metro quadrado à altura de seu eldorado equivocado.
4.    Já passou um bocado de tempo e ainda teima em erguer prédios tolhendo a visão do mundo ideal, até pretendeu ser um outro deus grego da era pós moderna no planalto de piratininga e ninguém se deu conta da tamanha desfaçatez de sua intenção iluso concretista.
5.    À míngua deixou a mente citadina quase sem ar, e à mercê da especulação imobiliária precificou o ter em desação do ser, quis mesmo voar mas suas mão agrilhoadas não alcançaram as antenas do poder frágil.
6.    E nas suas longas noites de neon se embriagou misturado aos guindastes da suposição, quase perdeu o chão ao se ver em situação aflitiva. Me pareceu assim ao caminhar hoje pela grande urbe, objeto de desejo de tanta gente...
7.    Faço parte deste quadro, mas sei que surgirá um outro dia, um novo céu a este lugar. Quando isto tudo se dará? No momento arcano do Senhor do tempo e as rosas do concerto empírico desabrocharão a consertar a alma de seus milhões de ha. Será a era mística da perfeição... Acordei de um sonho, e ele tava lá o concreto protendido rindo da minha cara insone:  - qua qua qua, ficções de um quase poeta! 
 8. Os passos apressados dos citadinos me chamaram à realidade de mais uma segundona feira feérica e agitada. Mas uma coisa é certa, quando o concreto e o abstrato se unirem de verdade para arquitetarem juntos o mundo bom, a alma do povo retornará para fazer morada permanente na cidade dos homens.
9.   O bem comum, potencialmente encoberto pela poeira, espanará as linhas tortuosas, e a harmonia de sons, tons, cores revestirão o concreto e o abstrato com camadas e mais camadas de reboco salutar e daí advirá a tão sonhada felicidade de situação.
10.   E os poetas do povo não carecerão de se  esconder mais atrás de rimas, palavras, poemas, pois o dilema doravante da população será o seguinte: quem vai fazer mais pelo próximo, distante, chegado!
11   Versos cantados, abstratos, cultivados... e o concreto amado? Ah ele está nas mãos ágeis do trabalhador civil que plasma com esforço e gosto pensado a metrópole gigante que se chama São Paulo!
12.   A mudança virá e para melhor, o talento existe, o conhecimento também, e vai mudar na hora em que o movimento natural das eras históricas, o livre arbítrio das escolhas, a onisciência  do altíssimo onisciente  assim dispuser...
13.  Loas enunciadas, vamos zerar a conversa na abstração livre desta expressão interativa, se não, não vale! Sem querer ficar no pé do concreto protendido, digo que não sou de maneira nenhuma ingrato. Ele me trouxe da beira do mato para cá, e sou imensamente feliz por estar aqui compartilhando idéias consigo.
 14..   Concretamente acho ele um bom rapaz, estático, empreendedor que surgiu à partir do esforço conjunto de muitos trabalhadores da construção civil, engenheiros e arquitetos todos capacitados e de alta qualidade tecnológica.
 15.  Então na calma, que é somente um poema, apenas um pensamento a refletir sonhos de uma sociedade diferente, mais justa, solidaria e anímica, que encerro agradecendo a quem me inspirou estes versos ao amanhecer: o meu amigo o concreto protendido armado e amado!
   16. .Se me permite à guisa neste papel gipseo não seria demais lembrar que o império persa ruiu, roma se despedaçou com a incursão de atila e ostrogodos,  agostinho  de cartago, aquele gênio e santo da era patrística, propulsor da verdade sempre nova e sempre antiga saudou esses mesmos invasores ao vislumbrar as mudanças que adviriam, a idade da luz se apagou no renascimento, as navegações ultra marinas deram lugar à era industrial, que por sua vez geriu a primeira e segunda grandes guerras, quentes sangrentas substituída pela fria, psicológica.
17.   E hoje quando escrevo estes traços o mundo encontra-se do pé à cabeça, nuvens toldam o horizonte universal da humanidade no pequeno planeta em que vivemos e que convencionou-se chamar: “terra dos homens’’.
18.   Esta era nióbica quântica que se finda na velocidade dos bytes soberanas, que se comunica na extensão super  da super sônica, que enriquece os neutrinos, divisa os átomos parece aproximar-se do seu perigeu.
 19. Então supõe-se se não for o fim dos tempos, o que não será, pois  baseado em documentos bíblicos as profecias são claras ao declarar sob o impulso do inenarrável Espirito Santo que Jesus o salvador virá uma segunda vez para realizar as promessas do Pater.
  20.   Um tempo de paz, concórdia entre as nações, erguimento do bem comum maior inerente a todos os habitantes do planeta, uma era de abastança global, onde o arremedo dará lugar à verdade e bondade do Cordeiro aquele que veio tirar os pecados do mundo, aquele que uma virgem ofereceu ao mundo o fará certamente em toda a extensão do termo.

           Chaia Alvim Helder

São Paulo 15/07/2015

quarta-feira, 15 de julho de 2015

papel gipseo

              Tubo de ensaio ou papel gipseo...
1.       Domingo ameno, de somenos importância, não creio! A noite desce sua cortina de prata, na porta da rua veja pessoas de aparências diversas da grande urbe dos contrastes da altura de sua verticalização, uma antítese de seu avesso e começo também a perambular sem destino...
2.       O que será que passa em suas  mentes, uma metrópole imensa de trocentos milhões de ha. , veículos se atropelando, bykes simpáticas, musicas, intensa de senões, locupleta de crises existenciais, imponente, radical e hospitaleira.
3.       E no seu horizonte, outrora permeado de façanhas, guerras, ouro e prata, nasceu esta cidade ao fluxo do mundo bom!
4.       Daqui há pouco será segunda feira feérica, agitada de perspectivas variadas, e neste cenário a caminhada continua nas nulas ruas, as vezes de ideias nulas; aliás porque escrevo se padeço do mesmo mal?
5.       Um experimento, ao feitio de seu perfil psicológico, um sentimento confuso entrelaça traços e mais traços neste emaranhado tubo de ensaio. Trago comigo a intenção simétrica da continuação que vislumbrará no papel gipseo à moda do Egito de Heródoto e o Nilo.
6.       Vejo se  ‘ areunir ‘ nas ruas paulistanas tanta gente, mesmo sem grana locupletam a rua Augusta e adjacências, persistem na conversa, se aglomeram em tribos, e suas palavras me satisfaz, amigos solidário  de tantas jornadas...
7.       Assaz vou prosseguir ao léu, desta vez de chapéu, caminho mais duas quadras e me deparo com Waldir Alves Leite, conhecido no pedaço pelo apelido carinhoso de amigão. Todos o conhecem, de modo simples, educado, e vive apagado depois de labutar num restaurante na Rua Frei Caneca.
8.       As desilusões, não sei quais foram ao certo o levaram a morar na rua, naquela mesma rua que trabalhou, se esforçou de sol a sol para tirar seu sustento honesto, e hoje num paroxismo do destino está faltoso de lar, fogão quente e dignidade.
9.       Originário da cidade de Bananeiras Pa. , mais propriamente do Sítio Tomé, pois zé, encontra-se invisível para muitos, e estas rimas o acolhem com o pouco que amealham e com ele passam bons momentos de convívio alegre.
   Ah! Quisera poder mudar sua situação de extrema penúria, e faço uma prece acanhada ao Motor imóvel, o grande poeta dos versos perdidos no sentido que o amigão encontre o norte de sua vida e seja feliz, na medida que permita ser neste vale de lágrimas.
   Tenho fé, carrego a certeza que o momento bom do amigão se aproxima, pois a s mesmas rimas mentoras me disseram que sim , que será possível a completa inserção do amigão na sociedade, e que ele tem ainda muito a contribuir com os seus irmãos de copo, bar e prosa amena.
   O ponto de equilíbrio para Waldir virá, e esta rimas interagem e reagem na caminhada, e sabe que surgirá para ele, bom homem, alguém, que o acolha e solucione sua situação.
  Aguardo outras ponderações, aquelas monções do mundo bom das certezas empíricas, mesmo em meios as contradições da metrópole haverá um sinal, pois aprendi que tudo podemos e o nosso auxilio está no nome do Senhor que fez o céu e terra!
               Helder Tadeu Chaia Alvim

             São Paulo  12 DE Julho de 2015

sexta-feira, 10 de julho de 2015

sob o signo da cidade - urbe - metrópole imensa

Sob o signo da cidade – urbe – metrópole imensa


São Paulo comemorou no dia 09 de julho p.p a sua revolução constitucionalista de 1932, politicas à parte com esta guerra intestina o Brasil iniciou no seu processo de democratização, apesar de ter sofrido baixas ‘debaixo da botas e do chicote’ do ditador  Getúlio Vargas, contudo historicamente obteve uma expressiva vitória moral  à nível nacional, que perdura até hoje, apesar dos pesares.

É foi de fato, pois em 1933  criou-se a Assembleia Nacional Constituinte, as mulheres votaram pela primeira vez e também criou-se a Justiça eleitoral, pondo fim em grande parte às fraudes. Foram outros tempos, quem diria se lessem o que o renomado poeta Mario de Andrade escreveu no ardor de sua prosa afiada e culta: ‘ No momento, eu faria tudo, eu daria tudo para São Paulo se separar do Brasil.’

Mas águas passadas são passadas e a história tomou outra direção, e com isenção de ânimo podemos continuar juntos e firmes na inspiração, aqui, muitos de nós aportamos, fomos acolhidos e labutamos para o engrandecimento desta cidade nação!

Hoje São Paulo curte e promove sua verticalização contrastando numa espécie de antítese de seu avesso, envelhece abandonada, e rejuvenesce sem rumo definido no que tange  ao seu aspecto moral e cívico.

Parece não querer saber sobre a lei do imponderável, mas caminhando pela avenida paulista numa tarde de feriado enxergamos sua potencialidade que em meio ao caos, floresce rosas de concreto a sussurrar um panorama novo, todo ele ancorado no bem comum, na justiça - como pleiteia minha irmã Math querida - e na realidade empírica acima de sua cabeça altiva.

Na voz dos poetas do povo esparsos, encontramos o acalanto,  aos deserdados da sorte muitos oferecem seu ombro amigo,  nesta  grande metrópole a natureza também espera  outra realidade mais humana, solidária e anímica.

A história começa  a ser revivida, do ponto de vista conceitual, e a  lição da união vai prevalecer no bem comum maior inerente aos mais de 207 milhões de brasileiros, e aqui é um pedação do Brasil brasileiro, e aqui ainda vemos laivos de brasilidade ao percorrer toda a extensão da Paulista de todos os sons, ritmos e canções.

Ao percorrer a imensa urbe, a gente vê que fé, arrojo e denodo é que nunca faltaram aos paulistas, peitaram Getulho, e bem ou mal ainda alavancam o nosso país continente como uma referencia e pendulo gradual para a América Latina.

Poesia, música, arte em todos os seus quadrados, inspiração aos seus poetas de rua, fazem deste chão paulistano uma benção e a promissão de dias melhores para a sua prole; este chão saltério de tantas proezas antigas e presentes traz a sensação agradável que ainda estão por vir muitas histórias boas, muitas palavras em suas esquinas intuitivas, muita prosa e versos a serem cantados pelos seus cordéis de verve franca e coração arcano.

Enquanto caminhamos pensamos no Brasil, em seu momento de dúvidas, carência de rumos, desação politica, precificação absurda dos gêneros de primeira necessidade, e uma pontinha de esperança está na cabeça da cidade urbe metrópole imensa:  - Será que o Lugar Chefe da Res Publica irá renunciar?  Para o bem comum maior da democracia e a felicidade de um novo tempo realmente de grandeza cívica, segurança, saúde, educação e ganho adequado para todos os brasileiros?

Pois a pensar que um ’governo do povo para o bem do povo’ É isso? Não deve ofuscar a claridade de carácter e os anseios da maioria, e que mais de duzentos e sete milhões de brasileiros que São Paulo sabe espelhar, acolher, abrigar, e dar oportunidades iguais sem discursos outros... merecem novos rumos e o aprumo total  da questão democrática nacional.


Helder Tadeu Chaia Alvim.