quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Na era do Mira de 10 petaflops

                                        na era do mira de 10 petaflops

1. Realmente é de abismar... a reportagem que o excelente Diário do Comercio estampa na seção 12-Logo de 11/02/2011. A matéria bombastica sobre o Argonne National Laboratory - que a IBM projetou um mega computador "capaz de fazer 10 quatrilhões de cálculos por segundo.Impressionante o avanço da tecnologia que a cada dia se aperfeiçoa mais e mais e descobre outras fórmulas, manuseia os elementos com perfeição e oferece à humanidade invenções extraordinárias.

2.Continua a matéria "...No Argonne, o Mira será usado para avançar em pesquisas que vão desde o design de baterias de carros elétricos até alterações globais e a evolução do universo." Este computador vai superar em potência ao Tianhe-1A do Centro Nacional de Supercomputadores de Tianjin, na China, atual o mais potente.

3. Vamos aguardar seu desempenho em prol da humanidade e sua alta relevância no estudo climático,a meu ver o ponto de confluência das preocupações globais.O poeta vive de rimas adequadas e não pretere os avanços da tecnologia e fia que ela pode  ainda mudar os rumos tenebrosos do planeta, por isso saúda o Mira de 10 petaflops.

4. No entanto, continua o convite de abismar a alma de valores, fortalecer os vínculos da família, menos telenovelas, mais conversas amenas, menos ego, mais o nós empírico que realiza para o bem da humanidade. Idealizar não faz mal a sô ninguém, traz esperança, afasta pessimismos, e dá ao povo a verdadeira face da solidariedade e calor humano.

Helder Tadeu Chaia Alvim

Papel impresso na era WWF

1. A organização ambiental -World Wide Fund for Nature - lançou uma campanha inteligente e da mais alta importância afim de reduzir a impressão desnecessária de documentos ( conf. Diário do Comércio 12-Logo,10/02/2011 ).Sic este blog e seu autor acatam sem restrições a idéia e passa a imprimir com critério o necessário do necessário.

2.No âmbito global  significa reduzir o máximo estas veiculações improdutivas visando salvar árvores, esverdeando o planeta que anda devastado e sujeito as oscilações climáticas imprevisíveis.

3. São as boas notícias da era WWF que apresento aos leitores na expectativa de aderências conscientes.É tão fácil o exercício da não impressão e do uso equilibrado dos papéis em toda a sua gama de funções que esta campanha idealizada e praticada pela WWF sopra na natureza um vento aprazível e reconfortante e com certeza será emcampada pelas instituições finaneiras, empresas, repartições públicas e nos lares mundiais.

4. É só começar a não impressão, tendo em vista a multidão de papel celulose que se situa no mercado tanto editorial quanto conceitual e a usualidade a que se destinam.

5. O balanço da abalizada organização WWF procede e este alerta verde é preocupante ao extremo e revela o risco para a  futura vida no planeta Terra como afirmam os cientistas do assunto sustentabilidade.Então a hora H é agora, é o tempo de direcionar ações conjuntas para neutralizar os efeitos do Cº2 e contruir um mundo mais verde e solidário.

Helder Tadeu Chaia Alvim

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ensaios sobre a ciranda dos versos,o realismo psicológico e a insurgência popular da poesia

1.Se pretende ao acessar este blog mínimo, saber sobre minha opinião cabal a respeito da atual crise no Egito não vai auscultar de mim o agito, as coisas se complicaram no simpático país do Nilo lendário e Terra de importantes figuras da era antiga, de Alexandre, Cleopátra, José, o escolhido e dos Césares expansivos.

2. O desenrolar dos acontecimentos tem chamado a atenção dos especialistas, dos chefes de estado, do Vaticano e do mundo todo, não se fala em outro assunto, não se desprega os olhos dos noticiários. O povo egipcio sempre primou pela capacidade de construção e liderança desde os tempos bem antigos,por lá passaram conquistadores com sede de fama e glória. Hoje se vê enredado nesta situação caótica e instável politicamente e erros de avaliação,a gente percebe, que se tem cometido aleatoriamente, num vai e vem de informações desencontradas.

3. Admirador que sou deste povo, realista e psicológico, vejo que eles escolheram o nobel ElBaradi para mediar a paz e negociar suas reivindicações justas e necessárias junto ao seu presidente Hosni Mubarak. Resta saber que rumos terão também a Tunísia, o Líbano e futuramente a Arábia Saudita pois a onda de revolta aberta ou velada que varre estes países me parece que tem alguns pontos em comum.

4. As evoluções emblemáticas que recentemente culminaram com a morte de Hariri sinalizam uma era diferente para os presidentes, reis e governantes vitalícios do oriente médio.É ainda muito cedo para emitir uma opinião abalizada,uma vez que vemos antigos aliados retirarem sua alianças tácitas.

5. Outronão  vou versar acerca dos episódios desalentadores em nosso chão paulista quando brecaram professores capazes ao ensino no Estado de  São Paulo. Aquilatar a competência pelo quantidade excedente de quilos foge da liberdade constitucional e espero que o lapso seja corrigido em tempo real.

6. No fluxo adverso uma boa notícia:os paulistanos estão mudando de hábitos, trocam o conforto do automóvel pelo transporte coletivo.O volvo 44 lugares desponta como uma opção sustentável e mais econômica, menos estressante. A Sptrans, devemos ressaltar, não está medindo esforços para adequar a frota a demanda da população com um extenso itinerário que conta com um 0800 eficiente.

7.Esta atitude é alvissareira e vital. sem ela São Paulo vai parar não só na música do Raul mas na realidade também.Hoje tomei o buzão as 7.30 hs, na Cidade de Embu das Artes em direção às Clínicas, foram duas horas e meia gastas no trajeto de mais ou menos 40km. 

8. Vamos passar para a conexão maravilhosa dos poemas que expressam a união de sentimentos arraigados na alma dos poetas. Vamos falar mais adiante dos ecos salvadores que os poemas trazem.

9. Sem perder o Egito de vista,os antigos afirmavam que ele era um presente do Nilo.Que a fertilidade da região ofereça um quadro de fundo para a democracia e que a paz vença em todos os corações. Toda mudança em si é um mal - afirma o Doutor Angélico - a não ser se for para melhor - continua seu raciocínio brilhante. No caso em questão poderá aparecer quem vá pescar nestas águas revoltas uma posição anti - ocidente, intolerâncias crassas comprometedoras da paz mundial, tão fragilizada,ok!

10. Quanto ao nosso problema doméstico, esperamos que as autoridades revejam normas de ensino e não incidam no erro da discriminação, privando talentos de exercer a nobre profissão de mestres.

11.Poeta das mínímas ponderações, vá cuidar de seus versos e não se imiscua em assuntos complexos, não vá me dizer  que os que afirmam digam sim, que os que negam digam não, sempre! Que este seu olhar acanhado declare outrossim que a soberania das nações encaminhe decisões, que o âmago da crise estabelecida fuja  do conhecimento do povo pacato. Não medie no consenso o que nos bastidores já fora de antemão a resolução.

12. Acho procedente seu conselho e vou atracar em outros preceitos. Agora leitor assíduo deste blog, se pretende de mim um verso na técnica correta,este lugar de interação não oferece. Seu intuito é outro. Adentrando na questão enunciada vejo que rimas se fazem no improviso, pega no tranco e vai mascando as letras ao sabor de hortelã.O prazeroso deste brincar versado é a liberdade de expressão, a opinação sem ferir conceitos, sem um pingo de preconceito, é este prosar aceito com gosto, é este temperar a existência do irmão, descompromissar sua vida, é o não pranejar o juízo e deixar fluir a linguagem do sentimento em cada vírgula, ponto e frase descompassada.

13. A não ser assim prevaleceria neste cânhamo acanhado a semântica fria, calculada, primorosa, retocada e empoada que destoaria desta estalagem das letras soltas. Então vai do jeito que dá, sobe, desce, pula para trás, dá um passo à frente e o grande trapézio da ludicidade gangorra nas mãos do poeta, apresenta saltos múltiplos e mortais, arriscados e fenomenais. E no fim da redação surge a ciranda girando no compasso certo, desaprecatada sem russeio, desfraldando a jabiraca, sem rodeio da gargulina no proseio. Neste viés descavacado vê-se surgir o páramo, objeto dos encomios dourados do articulista intemerato.

14.Tenho frisado inúmeras vezes-a vocação do poeta ideal - e não me considero tal,continuo afirmando neste espaço aberto da Google soberana, ser fugaz o som das letras e a bôca fala do que está escondido no coração.Há quem goste de citar nas rodas de conversas sua profissão, conquistas tal e qual, o automóvel da marca preferida, potência e cambio uma delícia, a família, filhos e netos, sua chácara, casa de varanda e piscina, pomar e coisas parecidas, outros da economia, política, futebol e também religião, viagens ao exterior, excursão ao Cristo Redentor.

15. O poeta,também tem suas preferências e vaidades, canta na lousa sua inspiração, é natural que fale de sua irmã querida de poesia o nome cite, que fale de seu outro irmão de profissão, o poema que esquenta sua percepção.

16.Gosto para lá, rima para cá e a modinha conhecida manda a gente dar meia volta e agradecer sua parada comigo e dizer que estou feliz de vc ser meu amigo online e ensaiar juntos esta ciranda de versos incompletos, mas locupletos de boa interação.

17. Foi bom, muito bom este entrevero sincero,sintonizado na incerta loucura, focalizado na era de doçura que comanda nossa intenção de plasmar o mundo bom na aldeia da recitação quase culta, mas absoluta de conceitos abstratos para resgatar os valores da amizade e espontaneidade, amádigo de sua companhia auspiciosa para estes versos falados e seu autor ao lado.

18.Escasso é o calor humano tão pranteado outrora na voz de Castro Alves. Hoje jaz obnubilado pela corrida louca do consumismo, do bem estar e posição social. Com tudo à mão a essência se foi, a matéria efêmera não contempla o espiritual. A chance da alma sobreviver é de uma em dez mil.Vejo que está na lista daqueles que possuem o selo da perenidade e não abaixa a cabeça perante o reino da maldade

18.Com sua licença vou me ausentar um tempo pequeno, para um café da prosa amena e se for de seu agrado, se valher a pena nos falamos em outro momento, pretendo. Se não se dispuser mais a acessar este diminuto blog, deixa prá lá, saberei entender suas razões e cessarei com minhas amolações mínimas prometo!

Helder Tadeu Chaia Alvim



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O giro da alma na era cyber da definição em alta.

1. E ela saiu a conhecer o mundo seu nome era Anima em latim. Andou tanto que se cansou. Também pudera, viu injustiças a perder de vista,contemplou estupefata a ganância, avistou o destemor de longe, o movimento do obsequioso poder, as gerações embevecidas com o ouro e prata, preterindo os valores autênticos do passado e se rendendo compulsivamente a era on line, aos cybers de definição em alta.

2. Na complexidade de seu tempo sentiu a miséria, fome e frio. Encolheu em seu querer, assistiu  guerras,os conflitos generalizados,a terra devastada,os cataclismos. Também chorou ao constatar o abandono da infância, a pedofilia roubando sua inocência e graça primaveril, o holocausto descomunal,a humanidade sangrando nas botas dos déspotas viscerais.

3. Presenciou as competições vãs, os absurdos devaneios, as violências contra a mulher, as discriminações seculares, os lares desfeitos e sem arrimo, os habitantes das ruas das megalópoles modernas catando lixo, césios e muitos protestos. Vislumbrou as esferas enigmáticas do pensamento contemperâneo, as aleivosias incompreensiveis,as catarteses soberanas, as ilusões momentâneas,as utopias gradativas,os dramas e violências da sociedade de consumo.

4.Em suma nesta constante evolução a par do progresso sadio e verdadeiro, do esforço de muitos altruistas,dos avanços da ciência da era quântica dos nióbios, viu envelhecer seus irmãos no desamparo e canto chorado em meio as manifestações de intolerância desbragada, as brigas pela terra, o derespeitos ao menos favorecidos da sorte, as oportunidades minguadas para a juventude de braço forte.

5.Nesta jornada inglória percebeu com indignação as arengas da desfaçatez. Viu enfim muito, percorreu extenso chão e no fim da longa estrada exclamou: - Porque? para que? e depois? Se a vida tem seu término, e o séquito mais glorioso recebe o consolo de sete palmos de terra fria e passado um tempo curto, não é ajuizado mais um louro pelo tudo.

6. Nas constatações que a alma se viu envolvida aflorou a convicção que nada mesmo encurta ou estica a finitude humana. E ela, a alma pensou pensares infindos, se aliou à bondade e viveu o resto de seus dias terrenos na humildade e solidariedade. Cantou sim, com mais vontade,conversou conversas de claridade, espalhou sem blasonar, a semente da sinceridade.

7. Rezou com fé e reconheceu a divina presença de Deus em cada centímetro de suas faculdades cognitivas.Deixou-se iluminar doravante pela luz etérea e acertou sua existência no temor de Deus e na crença da imortalidade, abriu de par em par sua mente para as verdades eternas.Sua conversão a Deus foi plena, pleiteou a amizade dos santos, entoou a virgem santa cantos de esperança,frequentou os sacramentos e no amor desinteressado e puro ao intangível estabeleceu uma ponte ao divino.

8.Então,somente então se deu conta o quanto havia desperdiçado o tempo nas futilidades, o quanto havia ocupado mal seus sentimentos, o quanto havia errado, o quanto havia lesado o semelhante. Daí em diante não mais aborreceu a vida,não mais queixou-se das desvalias e viveu seus dias na alegria, penitência, caridade,convicta de uma futura acolhida diante da face de Deus,onde veria sem véu o que na terra cria.

9. Numa antevisão parecida ao êxtase, antevia seus sentidos sublimados, na totalidade da visão de Deus passando a eternidade admirando as perfeições do criador.

10.Os anos se passaram e ela não esmoreceu nos seus propósitos, perseverou na alegria, suportou as vicissitudes, amou o próximo de verdade, atuou na sociedade levando o calor humano em direções amplas, aproximou-se da plenitude de seus anos e ela pressentiu a chegada da notícia derradeira...

11.Não estava só, ao movimentar-se em direção ao bem,viu que outras Animas, mais belas que ela,também direcionavam suas aptidões para a Grande Luz e quanto mais se aproximava, do eixo de sua evolução gravitativa, mais e mais  refletia a perfeição incomparável daquele eterno ser que iria agora conhecer.Suas tonalidades de topázio, esmeralda,diamantes, turmalinas, desenhavam a empiricidade dos movimentos perfeitos de Deus. Suas visões de fé não a enganaram,existia mesmo...

Helder Tadeu Chaia Alvim

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os dois angariadores de ilusões

1. A sereia disse ao pescador: - Amigo porque labuta tanto? Vejo aflorar em sua tez suores ardidos, pensamentos inconfessados, horas a fio na rede, o barco sua casa, os peixes seu sustento, as brisas mornas seu alimento, o cheiro do mar seu perfume de duplat.

2. E o pescador sussurrou palavras incompreendidas, um riso disfarçado acentuou ainda mais as marcas lineares de seu rosto rude, engoliu um sorriso seco e prosseguiu a pesca.

3. E continua maviosa a fada da águas: - Amigo, não se iluda tanto, o mar generoso sepultou meus sonhos, não posso andar, nado ao sabor das ondas, moro no fundo do oceano e meus anos são consumidos pelo desejo do humano.

4. O pescador enfim respondeu: - Minha cara sereia, serei eu insensato? Não possuo suas aptidões, mas faço o que gosto e gosto do que faço.Sou também angariador de ilusões. Já fui poeta, na certa marujo fiel, pirata em alto mar, já posei de mestre da navegação, prático ou títere da embarcação.

5. E prossegue a prosa o pescador: - Não ouso mais a alta canoagem, minha amada partiu e brilha em algum lugar estelar. Se algum dia puder serei um peixe encantado para desposar uma certa sereia... suflar nas ondas revoltas, habitar com ela no fundo do mar, emergir nas manhãs de sol, mergulhar nos recifes,colher pérolas de promessas eternas.

6.A fada do mar olhou o pescador, soltou um suspiro e mergulhou na imensidão do mar...  o pescador retomou sua rotina... pois seus mundos eram diferentes.

7. Este era solitário, amara o impossível, vagueara na maré dos desencontros, afrontara amores perdidos no copo do rum maldito. Aquela retornara ao vale encantado para só aparecer nas noites de lua cheia, emergindo misteriosa para entoar seu canto de dor.

8. Quanto ao pescador, abandonou suas redes- dizem- não foi mais visto no cais,vez por outra toma seu barco e se distancia da terra, depois poe-se a perambular pelas areias desertas nas horas mornas das tardes de solsticios, traz um olhar fixo, leva o barco para longe a perscrutar o horizonte.

Helder Tadeu Chaia Alvim

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O mar e o canto chão

1. Versos se oferecem sem querer retribuição,a aranha tece a teia e aguarda a provisão, há quem queima a pestana na lousa da inspiração,a profissão fica sujeita a criticas e avaliação severa que empurra a rima para a transformação adequada ao seu perfil de aprendiz de cantiga ou arranhadora de diapasão.

2. Ás vezes ela segue tranquila, também tem hora de turbulência e sobressaltos, sua trajetória segue a vida humana. O poeta escreve o que escreve nas entrelinhas o que deseja, está antenado no giro da alma. Tem por companheira inseparável a calma, estiliza a intenção, interativa a dissertação. E vai vivendo a seu momento entrelaçando o mundo de versos de alento.

3. Canta o chão,canta as estrelas, conhece as encruzilhadas dos caminhos, admira o polifônico e a harmonia do gregoriano. Estica a linha, encurta as palavras,se faz taciturno, prolixo,contemplativo. Sua sorte pulcra não frequenta a abastança do consumo nem pactua com  a desordem do chavão miseré. Para tanto tem o aval da inspiração, respira fundo, olha em torno e entorna a tinta de versos em forma.

4. Suas lágrimas são dissonantes, umas amargas trazendo o sabor do mar, outras de alto preço, equilibrando-se na garupa da ilusões ou quebrando-se ao encontro dos vagalhões, sorvem até a última gôta o cálice de dores alheias, patenteiam a felicidade de outrem.

5.Assim se conhece a função de rimar, assim se parece amar, assim o mar estatela nas areias sua ânsias, alegrias e tristezas. E quando pensa que está dormindo plácido, resurge com fôrça e agiganta-se para a terra qual fantasma de sombras medonhas.

Helder Tadeu Chaia Alvim