segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Opinação 3

1. O poeta não consegue agradar a todos apesar de tentar agraciar este blog com um pouco de tinta alegre para colorir a vida, pois os contrários se tocam o semelhante se envolve na controversia sadia sem hesitação.

2. Florear versos que sabia, cantar nas rimas o que queria e vir a público ralatar o seu pensar, augurando novos ventos, aguardando novos tempos, embasado em outros dias alheios à alta definição.

3. Tenho aceite que alguns não apreciam o que o poeta escreve, não faz mal ele mesmo assim estabelece na tinta o que imagina, o que importa é exercitar a voz, não economizar palavras, nem estilizar a vida. O coração do poeta está cheio de letras soltas, seu pulsar é ritmado.

4.Caminhante inveterado das ruas paulistanas se persigna ante as opiniões intolerantes e de mau gosto que se referem ao poeta de uma maneita tosca e maldosa. Ele constroe na força e coragem um norte promissor para as rimas que cria e mima. Ele se anima e elabora o mundo da abstração.

5. Seu olhar é igual para todos e com muita valia luta para que o mundo bom se estabeleça para toda a esfera da sociedade. Com ciso afasta-se e os seus dos conchavos e sesmarias modernas que compõem a terra brasilis.

6.Se alguém por acaso ler o que escrevi, agradeço penhoradamente de antemão. Fico imensamente contente pois o que importa é o  coração onde habita generosidade, a grandeza do irmão. Atos heróicos são elaborados e outros tantos praticados. O sentimento perene embalado pelo vento presente enobrece a situação. 

Helder Tadeu Chaia Alvim 

Opinação 2

1. Dormir e sonhar... Um personagem apareceu e com dedo em riste disse-me: Assim, poeta chucro torna-se fácil a empreitada, não imiscuir em assuntos contrários, pois se resolvesse começar a falar acerca do que está entalado em sua garganta, discorreria muitos blogs enfileirados.

2.Tanto esbanjamento da caneta que proseia, tantas tratativas para se chegar ao poderio, tantos corpos comprometidos com a anuência da moda fashion passarela. Na reta final quem vai pagar a conta é o cidadão consensual. Muita gente usufruindo a benesse, muita lavoura   aguardando a chuva na prece.

3. E alguns poucos se dispoem a arranhar versos na esperança  vaga que o não desmereçam. Até quando? vão aguentar a tergiversação, discursos corretos se o pólen não oferece o néctar da restauração completa.

4. Minaram as posibilidades e a voz rouca da multidão não faz mais a diferença nas endoenças preliminares. A confusão fisiologista se estabeleceu e a privaram da razão. Os personagens nos bastidores ensairam a peça e decoraram o texto com precisão.

5. Fato novo, assume o roteiro os oportunistas de plantão, calçam as sandálias perfeitas da dicção, a maquiagenm preferida, a trilha sonora maviosa estatela a produção. Chucrices `a parte induzem a platéia à ovação, ébrios de ilusionismos acreditam no marketing e aplaudem de pé a inconsistente situação. 

6. Acordei sobressaltado o despertador chamando à obrigação. São 7hs - digo 6 e ainda bem que sonhei, olhei à volta, tudo estava aparentemente no mesmo lugar, revirei a memória e afirmei peremptório ser um sonho apenas. Assumo a teimosia de escrever para espairecer e intitulei o que se seguiu de minuta biruta desta vez.

Helder Tadeu Chaia Alvim 

poeta chucrista x crise sistêmica

1. Hoje fiquei no lucro, uma pessoa doce me chamou de canto e disse achar que sou poeta  chucro. O dicionario traz os significados, uns pejorativos, outros até expressivos. Até Lustosa se refere a D. Pedro I como chucro. Logo eu mínimo devo aceitar a alcunha sem ressentimentos. Tudo é ponto de vista e no final das contas devo ser chucro mesmo. Sua alteza real não escapou, não deveria se safar os lacaios pertinentes.

2. A poesia não rende dividendos financeiros, queimar as pestanas nas lides da inspiração não é tarefa fácil, pois ficar aí a pescar um poema - se torna um dilema. Há quem ache, a consulente acima deve estar neste numero - que o poeta é uma espécie de vagabundo cultural - que não enfrenta a vida, pois o mais das vezes é faltoso de recursos materiais, que poderia usar sua energia criativa para capitalizar din, din e depois usufrui-los à beira da piscina e coisas acima.

3. Se ele não se esquematiza assim, parece um ser anômalo, fala de assuntos não palpáveis, filosofa, borra o papel com tinta fresca e põe-se a flanar calmamente nas rimas secas.Não tem casa de elevador, carro na garagem, não tem garagem, muito bem um espaço exíguo físico, mas uma resrva espiritual de generosidade para perdoar e acreditar no ser humano.

4. Agora posar de poeta consagrado não dá - disse-me ela. No entanto o simples gesto de manusear a caneta e olhar o ambiente em volta e mais além incomoda as pessoas hiper ativas, ainda mais se estamos no seu cercado. O melhor é pular fora e ir para algum terreiro amigo que seja do parnasianista, concretista, simbolista,chucrista,mais que respeite pontos de vista e tudo o mais. Assim será melhor para não deflagrar uma crise sistêmica.

5. Vou agradecer de antemão, seu olhar carinhoso, seu acesso de amizade, mesmo sem ter tudo o que preciso, me sobra uma sacada, uma nesga de céu, a lua quando a vejo no céu paulistano, os rumores do vento na janela, o papel aguardando meus rabiscos insones e fica o convite, pois o pouco que tenho de inspiração posso repartir consigo a mancheia e de gosto inspirado.

Helder Tadeu Chaia Alvim

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

no sério... o tratado da opinação 1

1.Vou opinar apoiado na liberdade de expressão, facultada a todo e qualquer cidadão. Vejo que é bom idealizar, não fere a situação, pois não vou me cansar de dizer, claro se vc  quiser me escutar, que o poeta vive de rima prá cima, colhida no campo fértil da inspiração. Se fala bonito, não sei, até poderá receber a alcunha carinhosa de doido de varrer e de pedra... Não faz mal a vida é assim mesmo. Ajuizamos dos outros a maneira deles agir e eles devolvem a provocação com sua visão a nosso respeito.  

2. A linha mestra da existência é tênue e quebradiça, a qualquer momento poderá se romper e nenhum lobista terreno poderá evitar o rompimento do dique. O fato é que a pessoa que prepara uma blindagem espiritual vai conseguir atravessar a grande noite com segurança e a pé enxuto.

3. Já que o mundo é versatil e a finitude da vida virá um dia, me propus a aguardá-la na verve suave destes versos mínimos, se quiser caminhar comigo nesta clave despreocupada, saiba que fico contente e agradeço de coração, amigo de jornada lírica.

4. Perguntaram para mim porque tanta insistência à vista, tantas palavras ao ar, para um quase nada. A pensar assim vou voltar para a roça, carpir outros matos, olhar o pôr do sol, contemplar as madrugadas de geada, as maritacas no mangueiral, as algazarras das ciriemas emplumadas. Os dias ensolarados, os mormaços acanhados.

5.Mas, não vou ainda, não antes de terminar o começado, meu roçado por enquanto é aqui, na cidade grande, que se tornou obsequiosa comigo, não no ouro e prata, mas na inspiração grata de suas manhãs complexas, na pressa de sua correria sem fim, à noite no boteco da esquina parolando com gente amiga e sábia e agora mesmo conversando consigo, leitor camarada na espontaneidade de seu sorriso amigo.

6. Vou desconsiderar a corrupção em alguns setores da política, os lobistas institucionais, o fisiologismo crasso, pois não vou chover no molhado e estragar meu penteado. A vida passa e não quero percorrê-la na inanição, não quero repartir a conta no final da consumação. Meu travesseiro é meu conselheiro e ele me disse para não pactuar com arranjos estranhos nem tão pouco introduzir na estante contemporânea o busto de estanho.

7. Estou picando a mula para descansar na rede de pano, pitar um cigarro de palha , um trago da marvada e prosear com poucos amigos que me restaram, vc que está agora acessando este blog, é um deles... por isso obrigado pela atenção. Que tal a gente sonhar, espreguiçar contemplando a alvorada e mais nada.

Helder Tadeu Chaia Alvim

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Apesar de tudo...

apesar de tudo...
1. E a poesia, apesar de tudo continua sua trajetória pelo espaço literário, leve e solta, viva e alegre e a tendência, para alegria geral não vai morrer nunca. Muda de mãos, averígua conceitos novos, reverencia as aptidões dos mestres antigos e renasce com sangue novo ritmado na voz dos poetas do meu povo brasileiro.

2.Afinal, que profissão estranha e pedreira é essa a dos poetas, olhar o firmamento, inquirir de seus juramentos para enlaçar o mundo com versos de alento. Ele muitas vezes triste, minorado de recursos materiais, sorri um riso franco e sincero. Ele muitas vezes alegre, contentando-se com o doce acalanto de suas rimas , chora um pranto amargo ao ver o mundo se desgraçar por caminhos sinistros e sem volta.

3. Rimar coincide com amar e o mar traz segredos, muda trajetos e basta a si mesmo.Mudam reinos, a historia assimila fatos, a supremacia vive passando de mãos, a poesia continua leve e solta, vive e alegre, triste e pensativa, insolente e clemente, abarca o universo, descobre versos novos, saboreia velhos conceitos, encontra seu eixo de equilibrio na inspiração. Pode tudo ao mesmo tempo é um quase nada. 

4.Não acoberta tendências, acolhe as demências alheias, se esvai em sentimentos outros, revira o mundo, assume sua função nobre, descobre-se, desdobra-se e avizinha-se da morte, fala da fugacidade, descreve os rumos tortos da cidade grande e rejuvenesce na idade da razão.

5. Pula a página, rasga o verbo, busca horizontes e traz na fronte o selo da premonição. Vá entendê-la plenamente, talvez Cecilia um pouco quando dizia: "irmã das coisas fugidias..." Então porque não cultivá-la com carinho,traze-la para seu convívio, e deixar embalar por sua voz cristalina de anseios vitalicios.


Helder Tadeu Chaia Alvim

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O nicho das boas intenções x momentos fugazes

o nicho das boas intenções e os momentos fugazes

1. Busca rimas perfeitas? Elas não existem, desculpe-me desapontá-lo. O esforço incessante do poeta não desmerece sua intenção velada de parnasiar a criação literária. Seus versos estão em construção, se parecem acabados, o mais das vezes inacabados estão.

2.Neste contexto a profusão de palavras encobre o objetivo sonhado.Propala-se linhas e mais linhas em métricas livres. Se o lirismo declamado agrada aos ouvidos, no entanto encontra-se longe de plasmar o mundo bom.

3.Mesmo sem querer deixa os traços de seu tempo, denota a asa chamuscada com imprefeições, a mortalidade o rodeia. Desenha a vida com palavras bonitas, mas está inserido na mesma realidade que foge a cada instante de suas mãos.

4. Mas a função de pincelar versos vai continuar inveterada em sua mente, ensaiando a eloquencia muda, vai prosseguir livre embalando a escrita, vai permanecer leve impulsionando as letras nômades, fertilizando sua imaginação solta de poeta prosador.

5. Será mente iluminada? Não! Então é um ser extraordinário que paira acima dos mortais? Também não! Ele é apenas amante da poesia e priva com ela momentos fugazes, capazes sim de encantar, brilhar, não mais que isso, digo!

6. O que o poeta gosta mesmo é de articular palavras, juntar idéias, brincar com o verbo e depois oferecer seu poema ao caderno amplo da sociedade humana. Há quem diga que é um dom que recebeu do criador, acho plausível.

7.A atividade de versar encontra-se no número das mais antigas da história. É tão concreta no seu ritmo que assunta o pensamento mais recôndito da alma humana. É tão abstrata que seu sentido assusta os desavisados.

8. É bom tê-la por perto, sentí-la por certo. A poesia dá côr e gosto à vida, embala as melodias dos artistas, tem a capacidade descontraída de fazer um leve nas tardias horas de melancolia - quando a gente sente falta do paraiso perdido... Quando um sentimento indefinido de solidão, desamparo e tristeza invade nosso coração humano.

9.Eu passo um dia, esta prosa também. Chegará o tempo que o papel findará sua missão e com ele a caneta da tinta generosa. A poesia vai permanecer eterna...

10. Os versos perfeitos existiram um dia na boca do Redentor Nazareno: - Amai-vos uns aos outros... Infelizmente eles se perderam na atualidade prática de nossos dias. Mas a ascética mística  encontra-se a disposição nas páginas do Evangelho. A mecha que ainda fumega há mais de dois mil anos, demonstra que a poesia divina permanece perene ainda hoje e não vai desaparecer assaz facilmente.

11. Se o nicho das boas intenções anda escasso, é um fato, resta a quem interessar a possibilidade da ajuda valiosa da Rosa Mística, atenta ao pedido e a probabilidade de um feliz deferimento. A humanidade atravessa uma hora difícil, não tem mais vinho, o tonel encontra-se avariado, a terra no limite de sua exaustão climática. -Ah! fazei tudo o que - o Grande Poeta dos versos perdidos- disser...

12. Na inspiração das horas calmas, na agitação das manhãs chuvosas de janeiro, à noite no acalanto do travesseiro, no viés descompassado das situações tristes, nas horas das monções incertas, hão de surgir sempre e sempre saidas e soluções.

13. A fé remove obstáculos, quebra os tentáculos do mal, se alia ao bem para a consecução do mundo bom das certezas de Deus.O oráculo divino deixou dito na eloquência profética de um Deus Uno e Trino: - Sem mim nada podeis fazer - sine me  nihil potest facere...

Helder Tadeu Chaia Alvim

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

E aconteceu de novo...

1. Fortes chuvas açoitaram barbaramente a região sudeste nos municípioS de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Ceifaram vidas e se apresenta como uma das maiores catastrófes climáticas do mundo.

2. Este Blog, seu autor e seus inúmeros leitores querem oferecer a solidariedade plena a todas as vítimas que não conseguiram escapar desta tragédia humana. Os que se foram nossa prece para acalentar suas almas. Os que sobreviveram nosso ombro amigo e a esperança sincera que voltem a reformular suas vidas, tanto quanto é possível, pois a grande ferida aberta só o tempo poderá mitigar suas dores e desesperos.

3. Mais um alerta para as autoridades mapearem a região e tomarem medidas exatas e urgentes para que tais acontecimentos não voltem a repetir, tanto lá na região serrana do RJ, como aqui em São Paulo e em todas as cidades que correm este tipo de risco com as águas abundantes do janeirão sempre.

Helder Tadeu Chaia Alvim