quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Apesar de tudo...

apesar de tudo...
1. E a poesia, apesar de tudo continua sua trajetória pelo espaço literário, leve e solta, viva e alegre e a tendência, para alegria geral não vai morrer nunca. Muda de mãos, averígua conceitos novos, reverencia as aptidões dos mestres antigos e renasce com sangue novo ritmado na voz dos poetas do meu povo brasileiro.

2.Afinal, que profissão estranha e pedreira é essa a dos poetas, olhar o firmamento, inquirir de seus juramentos para enlaçar o mundo com versos de alento. Ele muitas vezes triste, minorado de recursos materiais, sorri um riso franco e sincero. Ele muitas vezes alegre, contentando-se com o doce acalanto de suas rimas , chora um pranto amargo ao ver o mundo se desgraçar por caminhos sinistros e sem volta.

3. Rimar coincide com amar e o mar traz segredos, muda trajetos e basta a si mesmo.Mudam reinos, a historia assimila fatos, a supremacia vive passando de mãos, a poesia continua leve e solta, vive e alegre, triste e pensativa, insolente e clemente, abarca o universo, descobre versos novos, saboreia velhos conceitos, encontra seu eixo de equilibrio na inspiração. Pode tudo ao mesmo tempo é um quase nada. 

4.Não acoberta tendências, acolhe as demências alheias, se esvai em sentimentos outros, revira o mundo, assume sua função nobre, descobre-se, desdobra-se e avizinha-se da morte, fala da fugacidade, descreve os rumos tortos da cidade grande e rejuvenesce na idade da razão.

5. Pula a página, rasga o verbo, busca horizontes e traz na fronte o selo da premonição. Vá entendê-la plenamente, talvez Cecilia um pouco quando dizia: "irmã das coisas fugidias..." Então porque não cultivá-la com carinho,traze-la para seu convívio, e deixar embalar por sua voz cristalina de anseios vitalicios.


Helder Tadeu Chaia Alvim
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