sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

no sério... o tratado da opinação 1

1.Vou opinar apoiado na liberdade de expressão, facultada a todo e qualquer cidadão. Vejo que é bom idealizar, não fere a situação, pois não vou me cansar de dizer, claro se vc  quiser me escutar, que o poeta vive de rima prá cima, colhida no campo fértil da inspiração. Se fala bonito, não sei, até poderá receber a alcunha carinhosa de doido de varrer e de pedra... Não faz mal a vida é assim mesmo. Ajuizamos dos outros a maneira deles agir e eles devolvem a provocação com sua visão a nosso respeito.  

2. A linha mestra da existência é tênue e quebradiça, a qualquer momento poderá se romper e nenhum lobista terreno poderá evitar o rompimento do dique. O fato é que a pessoa que prepara uma blindagem espiritual vai conseguir atravessar a grande noite com segurança e a pé enxuto.

3. Já que o mundo é versatil e a finitude da vida virá um dia, me propus a aguardá-la na verve suave destes versos mínimos, se quiser caminhar comigo nesta clave despreocupada, saiba que fico contente e agradeço de coração, amigo de jornada lírica.

4. Perguntaram para mim porque tanta insistência à vista, tantas palavras ao ar, para um quase nada. A pensar assim vou voltar para a roça, carpir outros matos, olhar o pôr do sol, contemplar as madrugadas de geada, as maritacas no mangueiral, as algazarras das ciriemas emplumadas. Os dias ensolarados, os mormaços acanhados.

5.Mas, não vou ainda, não antes de terminar o começado, meu roçado por enquanto é aqui, na cidade grande, que se tornou obsequiosa comigo, não no ouro e prata, mas na inspiração grata de suas manhãs complexas, na pressa de sua correria sem fim, à noite no boteco da esquina parolando com gente amiga e sábia e agora mesmo conversando consigo, leitor camarada na espontaneidade de seu sorriso amigo.

6. Vou desconsiderar a corrupção em alguns setores da política, os lobistas institucionais, o fisiologismo crasso, pois não vou chover no molhado e estragar meu penteado. A vida passa e não quero percorrê-la na inanição, não quero repartir a conta no final da consumação. Meu travesseiro é meu conselheiro e ele me disse para não pactuar com arranjos estranhos nem tão pouco introduzir na estante contemporânea o busto de estanho.

7. Estou picando a mula para descansar na rede de pano, pitar um cigarro de palha , um trago da marvada e prosear com poucos amigos que me restaram, vc que está agora acessando este blog, é um deles... por isso obrigado pela atenção. Que tal a gente sonhar, espreguiçar contemplando a alvorada e mais nada.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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