terça-feira, 10 de agosto de 2010

E o voto vai para Silvestre Stalonge...

1.Por acaso lembrei-me dele, não sei porque, queria mesmo desenvolver outro raciocinio. São as placas... fique sossegado, tudo parece que as teutônicas se aquietaram por enquanto é não é delas que pretendia falar mas sim daquelas que vemos aí pela cidade indicando tal obra, tal contrato, tal licitação. E são tantas na grande São Paulo que até a gente perde a conta: canalização de águas pluviais,recapagem da manta asfaltica, reforma de colégios, museus, construção de pórticos. Me alegro em saber que os pesados impostos são revertidos à população em forma de benfeitorias.

2. Há quem diga que não é bem assim, que a vontade impositiva determina quando e onde serão feitas tais obras, que os critérios adotados privilegiam  o mais das vezes feudos eleitorais, etc... que também os interesses imediatos e locais legítimos são olvidados.

3. Não tenho pretensão de entrar na questão para não desembocar em discussão sem sentido, deixo a cargo a pertença partidária tais emulações. Só digo que a eleição está às portas. Nenhum fato novo ainda surgiu, os mesmos discursos lindos, a propaganda maciça no horário eleitoral, carros adesivados exibem este ou aquele candidato com seu sorriso e tez serena. A propaganda não atraí quase ninguém e se não fosse determinada pela justiça eleitoral passaria batido dos olhos do telespectador afeito à novela e ao futebol.

4. Tem canditados às pampas que dão o prazer de aparecer de quatro em quatro anos, tem projetos culturais nos papéis, sociais em tese que fico deveras emocionado com o seu tradicional aperto de mão.Será que de novo vão focar os debates na segurança, moradia, desemprego, saúde pública, transporte e educação para a futura felicidade do povo, só se for bem lá na frente, pois no presente estamos ns antípodas de tudo isto.

5. Se o voto não fosse obrigatório será que os senhores da política conseguiriam o mínimo de quorum necessário  suficiente para se elegerem, tenho minhas dúvidas e faço parte daquele numero que somado a outros chegariam a milhões. Vamos aguardar e poupar críticas desnecerárias pois de boas intenções existe um lugar que está cheio... rss,rss,rss.

6. - Tá rindo de que, caro poeta a coisa é séria! Não tenha a hiper- pretensão de entender todo o processo de mais de 500 anos de história  no espaço acnhado de suas rimas mínimas. Pertence aos estadistas e intelectuais a tinta com a qual explicariam todo este fenômeno abrangente e neutralizador da opiniâo púbica, como os arranjos políticos se processam, a combinação da alternância no poder, os objetivos imediatos e finais, a engrenagem lobyana do quarto poder, a influência decisória do quinto setor.

7. Ainda não percebi o movimento que conduziria a temas da maior relevância da atualidade brasileira: a) condenação tácita do aborto/ b) o direito do nascituro indefeso/ c) leis severas contra a pedofilia d) leis claras coibindo a violência a mulher/ e) a planificação da pensão alimenticia/ f) proteção total á infância abandonada/ g) o resgate dos moradores de rua/ h) o combate eficaz contra a criminalidade. Sem estes temas e outros mais discutidos e debatidos seriamente e propostas condizentes com a atual situação, assistiremos mais uma vez a mudança de rótulos e siglas no comando dos destinos de nosso país pois o conteúdo invariavelmente vai continuar o mesmo.

8. O tempo passa, as transformações se operam, os jovens eleitores de hoje serão os detentores da força e determinação amanhã e farão parte da pleiâde que julgará as atitudes politicas de agora. Ou marchamos para frente em busca do legítimo bem estar social ou a correnteza da vida impiedosamente, sabiamente, nos conduzirá  ao ralo da história. O nosso destino estará nas mãos da grandeza azul de nosso cruzeiro? Ou na descambagem da hipertensão social? Dois caminhos distintos e antagônicos, duas posições, dois destinos. De que lado o Brasil vai ficar? Ademais, todo homem morre um dia, cabe-lhe escolher como quer partir,nos braços suaves da poesia, na política, na cátedra, no sertão iluminado, com o sorriso do bem nos lábios ou na obstinação do pecado.

Helder Tadeu Chaia Alvim

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O Universo Fático na Era do BlackBerry Criptografado e do Street View

1.Me abismo só em vislumbrar a simetria da informação.Nunca a vida nossa cotidiana foi tanto e tão bem esmiuçada para salvar a economia do planeta. Nunca o consumismo captaneado pelos meios de comunicação espandiu tanto seus produtos. Para não me alongar cito os carros das mais variadas potencialidades, estilos, modelos, tem um ponto zero, dois ponto, três pontos de capacidades locupletando insanamente nossas avenidas e ruas e mais outros tantos sendo licenciados hoje, amanhã e depois com montadoras e fabricas fortes em solo brasileiro. São constatações percebidas e que vão empurrando a economia e achatando as legitimas aspirações transcendentais do ser humano que a moda de tanto possuir e usufruir as comodidades da era niobica acabam por olvidar uma outra verdade a era bionica da alma.

2.As facilidades de compras pela internet está se requintando absurdamente com a nova mania que chegou ao Brasil das compras conjuntivas, vc se associa, convida amigos e ganha descontos atraentes.É tudo isto,vale afirmar de uma maneira séria e segura. Então vamos às compras... para esquecer o estresse que o mundo dito avançado criou. Ele mesmo cansa a gente, ele mesmo distrai e atrai cada um segundo suas preferências, em torno do consumo congrega milhões no mundo todo e estabelece suas normativas absurdas.O que pensar... Não dá tempo pois os cérebros arquitetam mais engenhocas e avanços cibernéticos que deixaria o mundo da ficção pasmo. Haja vista a ferramenta de mapeamento Street View, que uma parcela dos alemãos não gostou nem um pouco, a busca funciona mesmo.

3.Lá vem outra vez o poeta de esquina com suas tiradas sem rima, causando sua frustração de grandeza lírica, se bebeu me diga pois parece papo de calibrina alta. Pior que não, devido a um tratamento do otorrino como podem ver na blogagem anterior estou ausente da mardita por quinze dias, o que não altera meu mau humor quanto aos destinos deste mundo cruel e avassalador, coveiro de sonhos e de alvitre nada bom. Não sou santo, mas de poeta, aprendiz, se costumo falar o que penso, peso as rimas a contento, ausculto o vento da soleira que me reservou o destino e dizer palavras acanha meus sentimentos. Se me proponho colaborar com esta cidade que amo e respeito é porque nela vejo outros horizontes que lhe estão destinados no concerto desta grande pátria brasileira.

4.Ora os apartamentos com sua áreas nobres, de bom acabamento, vista privilegiada, 3 e quatros dormitorios, amplo lazer com piscina, sauna. Os escritórios envidraçados, com categoria e bem decorados,paisagismo à degradee, monitoramento adequado, verdadeiras fortalezas encouraçadas do luxo e glamour do século passado. Para que... enquanto nas ruas, praças, vilas e vielas, tem gente desgraçada à busca de um destino sem volta, de um futuro desmemorizado. Uns curtem a solidão e desamparo, outros velejam em vazias viagens transsatlanticadas ao som de fanfarras e festas valorizadas. Ora os restaurantaes em shows businnes badalados que perdem a conta dos brindes em taças cristalizadas. Ora as passarelas que endeusam o corpo e a boa e fina forma desfilada.Ora as novelas que acenam para uma realidade artificial, não a vivida pela maioria da população pacata brasileira, cheia de brio e certezas da fé em Deus e na Virgem Maria, legado de nossos maiores, a telinha despeja em nossos lares uma poluição visual entreameada o mais das vezes com a promiscuidade acachapante, em que os jovens e adultos se veem convivendo com a violência sem parâmetros. Muitas vezes, influenciados pela moda propositiva encenada praticam os mesmos absurdos com a maior naturalidade do mundo. É mole ou quer mais... Ora os filmes revelando a malandragem, a corrupção, o domínio do ódio, os fuzis em alta, o tráfico, etc... a estima em franca degringolagem.Ora os escândalos da política, a falta de visão prática dos que governam homens e não máquinas, o total descomprometimento com o bem comum e a felidade geral do país.Se fõsse desfiar desgraças e desacertos nã acabaria mais. A política externa sem visão de conjunto, a diplomacia  titubeando e sendo objeto de critica em diversos momentos de sua atuação.

5. E o poeta de esquina ousa destilar seu veneno doce da persuasão, falando ao silêncio seus anseios puros e mesmo sem saber se haverá quem o escute, nem que seja para discordar, ou que seja para acordar o mundo iludido pela serpente material do consumo. Falando apenas para desencargo de consciência, antes de descer ao túmulo de suas interrogações mudas, quando não poderá mais balbuciar uma virgula, pois a escuridão se fará sua companheira de viagem.

6. Me perguntaram outro dia numa roda animada de conversa prá que serve a simetria da informação que tanto enfatizo... Prá nada e para tudo, claro pois os contrários se encontram e se auxiliam mutuamente. Pela mesma razão que nos filmes sempre aprece um conflito divisor de sentimentos e opiniões. Que palavras caóticas, não entendo bulufas. Concordo a realidade atual foi planejada meticulosamente para a gente não entender mesmo. Se eles puderam complicar, porque facilitariam, é óbvio. É a marca registrada de nosso tempo. Abandonar conceitos e se guiar pelos fenômenos, para cada situação preparar a fórmula em laboratório e depois mansamente espalhar como se fôsse uma verdade fundamentada e sólida,ok!

7. O grande trunfo de hoje, você saberia me dizer o que é... Claro que sim, tá nas manchetes dos jornais, na bôca dos políticos, das instituições, da igreja, na cúpula das nações, nos quadros dos colégios,nos maternais, hospitais, na pauta das reuniões empresariais, nas potências financeiras, nos paineis dos ônibus, no interior dos agronegócios, e ninguém quer ficar de fora desta,nem mesmo o cidadão mediano, a dona de casa, o feirante, o engraxate pois dá ibope para uns a outros isenções, aqueloutro dividendos culturais ou financeiros.Não acredito! Acertou, é isso mesmo! Claro: O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL!!!
que sustenta o consumismo e o projeto de acumulos de bens, projeções sociais, camuflado pela solidariedade assistencialista, o fortalecimento paulatino do estado.Aí é que entra a simetria da informação para conhecer o cidadão, seu cadastro funcional. As ferramentas lógicas são os bancos de dados que monitoram a renda de cada um de uma maneira segura e tangível, afastando os fantasmas da inadimplência para as empresas de crédito não correrem o risco de um balanço desfavorável que iriam comprometer seus propósitos universais de unificação. Eles são os grandes responsáveis e coadjutores fiéis que projetam um sim ou um não as operações de crédito.

8. Nada pode dar errado, mesmo que para tanto tenham que sacrificar soberanias, cortar gastos, fazer guerras, intervir a favor da paz, agraciar países, punir rebeldes, enfim neste universo fático a simetria da informação é vital, o vale quanto pesa, amigo é fato. Se é assim pese, o quanto você gasta. A realidade é esta no momento que escrevo este simples poema, pois a outra dinâmica o vale quanto reza pertence ao universo dos espíritos, E não tenha ilusões, este já foi há muito tempo atrás relegado ao canto dos monges, das beatas de terço na mão, aos poetas de esquina, sem voz e vez, ao cubiculo apertado dos santos penitentes, dos profetas clarividentes.Aperte os cintos, sinta-se forte, console-se, pois a vida não é mole não e abate somente aquele que põe suas esperanças na matéria inerte e não nos deleites claros e perenes da poesia divina e da prosa critica.

9.O poeta vivo que teima em viver de seu lirismo não encontra mais eco favorável aos ouvidos dos internautas, cansado de pregar nos auditórios vazios resta-lhe os corredores sombrios de sua pretensões, ou as ilhas distantes de sua aspirações, confesso que sinto na pele o prejuizo, tantos jovens talentos desperdiçando tempo a serviço de uma causa perdida, preocupados tão somente com a satisfação do momento, cultuando nos seus altares a fama, a forma, a aparência, a bem sucedência de seus projetos materialistas.

10. O que fazer. Não muita coisa. As rimas soltas tem um alcance limitado e requer a interação que bate e volta com outra inspiração, se ele tange a bigorna, declama a chama da poesia, fala, grita, berra e o seu interlocutor não corresponde ao apelo milenar dos versos sentidos, vividos, propalados na verve de outrora é porque esmoreceu no mundo o desejo do belo, bom e pulcro. É um péssimo sinal que a humanidade em seu conjunto está pulando de galho em galho, e mais hora, menos hora, vai que um galho está fragilizado pela ausência da seiva renovadora, e ela ao apoiar-se nele para seu pulo decisivo para uma nova era, cai no abismo que cavou com sua inaptidão. Nem gostaria de estar lá para assistir sua queda medonha e abismal.
Os fatos comprovam quando vemos foruns unilaterais sem uma posição contra as drogas, grande maléficio e anestesico da juventude tão promissora e alegre jazendo quedada e sem opinião definida, sendo joguetes de governos totalitários mundiais no passado e agora mesmo na América Latina. Dá o que pensar dói o coração em pensar na fumaceira geral que nos aguarda e que civilização vai advir deste estado de coisas desastroso.

11. O que você acha deste quadro, meu amigo, você que restou velando a noite comigo e batalhando de dia para sobreviver em meio a insanidade geral...Se são fortes as palavras, se são evidentes as mazelas deste instante crucial, se vemos tantos avanços abismar nossos olhos cansados, pergunto aonde querem chegar conosco, não temos elementos para responder  a estas indagações. Queria ser poeta, olhar o firmamento nas noites calmas, sentar numa cadeira é espreguiçar esvrevendo versos do coração. Não consigo pois a situação me empurra para estes caminhos tortuosos que nem mesmo sei ondé vai parar, se vai parar, pois logo que arrefeço, folheio ops jornais, ando um pouco pelas ruas paulistanas, o panorama mudou completamente como as nuvens deste céu que enxergo de minha minuscula janela augustiana.

12.Talvez tenham razão, o menino esquésito tenha crescido no tamanho e idade mas nunca vai deixar de ser aquele lê da infância ensolarada, pescando no rio neblina, correndo de calças curtas atrás das seriemas ruidosas, galopando nas planicies, brincando com soldadinhos de chumbo no alpendre. Daí a tornar-se como dizem, o poeta do caos, também talvez tenha percorrido um longo caminho sem queimar etapas e não se acostume nunca com a velocidade da nova conjuntura on line.Pelo menos dê uma chance a ele dwe se expressar.

13. Se estiverem certos, ótimo, se ele estiver iludido, mil vezes ótimo!!! A gora se procedem seus versos inclementes, não digam que não avisou a tempo e ao menos não tentou na suaignorância interiorana, acenar para o mundo bom, solidário, calmo e justo.Ele sempre soube que queria ser poeta e um dia enlaçaria o mundo com versos de alento. Nunca sonhou que escreveria sobre temas tão dispares e que o mundo embrenharia desembestado por esta vias impludentes e perigosas do relativismo e consumismo colossais. Amigo, agradeço mais uma vez a atenção, se dispuzer de algum tempo futuramente poderemos continuar nossa interação, a não ser que tenha aderido a nova onda das compras da web, sei que nos encontraremos em outra ocasião. Até lá e se cuida! hein... Pois estamos adentrando agora na era do BlackBerry cirptografado e sem fronteiras e sem limites...

Helder Tadeu Chaia Alvim

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ida ao Instituto Central do H.C.

1.Era 28 de julho e não estava eufórico como de costume. Tinha motivos pois ganhara de presente dois dias de folga colado ao fim de semana... Podia perambular pela extensa metrópole e olhar nos seus olhos barulhentos, indagar alguma coisa nova para o meu primeiro livro de poemas, conversar com os amigos bebericando uma cervejinha, etc. etc. Estava com uma graninha extra no bolso e pensava em adquirir o tão sonhado chapéu Prada e mandar alguns poemas por aí despreocupadamente indagando ao silêncio os rumos para o mundo tão carente de cultura e feitos poéticos.Vã ilusão a minha como verão a seguir.

2.Mas alguma coisa me dizia que o meu natalício, oh! que seria no dia seguinte não sairia conforme planos pré estabelecidos, não! Pelo menos desta vez acreditei em premonição muito antes de acontecer. Cheguei em casa, desvesti-me da gravata, preparei um macarrão à moda bolonhesa, um vinho do porto ao lado me namorava há dias e nem mexo no prato, na primeira garfada a garganta disse, meu caro hoje vc vai cortar dobrado. Um chá desceu apertado, aspirina e cama para o poeta coitado.Quede de dormir, a garganta doia um bocado, nem a saliva engolia, me espantava!

3.De manhãzinha fui parar no Instituto Central  do H.C. mais propriamente na OTL, Dra. Vãnia G.W.Santos,especialista no assunto prontamente me atendeu e diagnosticou meu caso. Lá mesmo fui medicado pela equipe de enfermagem que estava plantonizando.Pessoal dedicado e bem capacitado. Após as aplicações venosas recebi alta e a recomendação médica para continuar o tratamento à base de cefalexina e cimelide, acrescentei a velha receita caseira do guaco-mikania glomerata com uns pedacinhos de gengibre, uma efusão e tanto que me assombro em pensar.

4.Tanto que hoje, domingo o primeiro de agôsto me posiciono neste blogg para agradecer ao H.C. na pessoa de Dra Vãnia G.W Santos e equipe de enfermagem que me atenderam tão bem, com amor e alegria. Realmente a gente se sente feliz em poder contar com eles, que muitas vezes esquecem suas dores para sanar as do próximo. Que bela a profissão a de vcs, amigos que se dedicam totalmente com garra e resolução nesta nobre profissão humana da medicina. Parabéns e um forte abraço de agradecimento, digo por mim e por milhares de seus pacientes, anônimos mas que levam no coração a gratidão e o reconhecimento por sua vocação amplexando o divino e o humano.

5.Bastaram pouco mais de duas horas que convivência com eles para eu reavaliar meus conceitos, deixar de lado pretensões que não as de lutar pelo mundo bom, solidário e mais equitativo, pois muitas vezes na abastança da saúde a gente não avalia a altura a finitude que nos rodeia e pode desfazer anseios, desmoronar vãos castelos de areia, erguidos pela vaidade e despromessas da eternidade feliz com Deus e Virgem Maria.

Helder Tadeu Chaia Alvim