sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

a carta ao irmão Rad


A Carta de Rad

1. Constatadas as razões, desenvolvo por mais algum tempo minhas considerações.Ainda bem que existe a escrita que permeia a nossa vida. É uma maneira de dar a cara à tapa,expor idéias, concatenar fatos, necessariamente não exatos, brincar de ser, criar situações, inverter posições é o que aprendi de um irmão de primeira, de idéias claras, fala de diplomata, um autêntico amigo é o que sempre digo.


2. Transeunte convicto gosto de perambular pelas ruas de sampa paulistana, observar o movimento ora estático, ora pragmático. O morador de rua de olhar longe, fitando o vazio, é sua característica, sonho ausente, cidadão do mundo, quase sem futuro, de presente incerto, passado como que apagado, corta o coração da gente. A classe média na sua azáfama habitual, movimentando-se de lá para cá, imbuida do espirito de luta, as camadas mais abastadas da população de posição relevante, tem seu mérito, berço e história consequente, pararã, pararã.


3. É impressionante, não se pode aquilatar a desenvoltura de São Paulo, nem medir a estatura dos contrastes que a envolvem. Cidade enigmática, só um conceituado Oswald de Sousa para numerar tantas diversidades na unidade. Recentemente eleita o polo de atenção para turistas estrangeiros, saiu na mídia a pesquisa confirma a informação.


4. E se nos dispuzermos a discorrer acerca do clima neste extenso planalto de Piratininga,haja tratativas. Uma hora esfria, tem garoa fria, depois chuvas torrenciais , os barômetros trabalham à pampa, frio e calor disputam o picadeiro para ver quem mais permanece no terreiro. Isto é Sampa. A cidade, cordata por excelência, a maior da américa latina tem altas responsabilidades e ocupa no raking a posição da 3ª maior perfazendo um total de 38 cidades ao seu redor com um pib aproximado de 147 bilhões, 95% da população alfabetizada num circuito de 1.530 km².


5. Como dizia Ela não esconde seus problemas. A violência é um desses espinhos que a deixa taciturna, ferida e triste. Mas a pérola mãe ao fechar-se em conchas guarda segredos avantajados, arma-se de coragem e paciência. Na voragem de sua movimentação suplanta crises e consegue ainada soprar brisas de contemplação.


6. E tem assunto de sobra, mais de 5 milhões de veículos circulam pelas ruas da capital paulista, 600 mil licenciados em 2008 segundo dados oficiais. Considerando os motores impulsionados a combustíveis fósseis, que decepção! Os Flex minoram um tanto a situação. Acompanho os niveis de poluiçao informados pela Cetesb e salta aos olhos o nivel de emissão de Cº2 em quantidade, a camada de ozônio perdendo fôlego. "Desde que o mundo resolveu abandonar a tecnologia elétrica em favor do motor à combustão ele se tornou um lugar sujo com a fuligem gerada pelo motor à gasolina" ( Conf. Edwin Black - Internal Combustion )


6. É nem tudo são flores e aplausos. Ouço falar, ousamos esperar que as autoridades detentoras dos legítimos poderes em parceria com os cientistas e empresariado achem a solução acertada.Visto que o avanço da alta tecnologia oferece as ferramentas e dados precisos espera-se que munidos de serenidade consigam enfrentar os problemas ditos globais - a vistoria veicular precisa já é um avanço - e as condições desfavoráveis da atmosfera encontrem soluções cabais sinalizando o inicio de uma era despoluida, ambientamente reconstituida. Nossa geração e os pósteros dependem de esforço em comum. Podem estar certos que os créditos serão amplamente reconhecidos, a alto e bom tom proclamados.


7. Esta é a fala de um poeta minimalista que vê nestas linhas um alerta, sim. Pois se o poeta é cantador nem sempre canta alegrias, mas recita versos na dor almejando que o caminho desta cidade que amo, seja de flores, que os espinhos anunciados sejam para sempre anulados e não firam mais o coração de nossa mãe paulina. Em uníssono com seu povo declamoo quanto ouço e faço deste anseio o tema central deste despretencioso relato.



8. Ah! e o humor geral desaba em tons diferenciados quando se tem trânsito congestionado na Marginal. São Paulo dos arranha-céus, de múltiplas facetas, tem no Bexiga cantinas que são uma beleza, a Vinte e Cinco de Março das boas compras, sacolas e miudezas. Liberdade, pedaço do querido e ancestral Japão no Brasil, é uma delicadeza.Braz de S. Vito, Mooca, Tatuapé, Bom Retiro, Moema, Higienópolis, Lapa, Belém, Jaçanã, Agua Branca, bairros, entre outros, esparsos na distância, unidos na consciência da grandeza de seu papel. Itália, Japão, Líbano, Portugal traz sua presença marcante, etc. e tal...


9. Centro Velho, abriga o Teatro Municipal imponente, recordação de uma era solene, Shoping Ligth, predios e mais predios, Páteo do Colégio, Mosteiro de São Bento, Igrejas e Monumentos, onde a época Colonial, Monarquia, República Velha, Nova e atual convivem cada uma a seu modo esbajando o seu talento, superando ódios, intolerâncias, oferecendo hospitalidade, solidariedade, colo de mãe a todo momento.


10. Estação Luz Sorocabana tem saudades quando o glamour, o café ditavam o tônus de ricos canapés. A um passo o Convento do mais recentes santo brasileiro: Frei S'antana Galvão -Herói da Cristandade iluminando o Brasil de Fé e Oração.


11. Subindo para a Consolação, paralela à Augusta a minha andança atinge a Paulista onde gira o centro nevralgico e propulsor da bela cidade nação. Cada esquina tem um banco, cada semáforo um visitante abismado com tanta movimentação. Grande Fiesp, observadora e base sólida das industrias é presença marcante neste palmo de chão prestigioso e cartão de visita auspicioso.


12. Uma parada na Casa de Humberto de Campos. Lá me senti poeta em toda a extensão da palavra, imaginei ser discípulo de Homero, Aristóteles, Virgilio e Drumond. Lembrei-me de Hermann Hesse focalizando o grande encontro da arte, "salvação para a humanidade". Vi o Pequeno Principe de Antoine de Saint Exupery, sua generosidade e heroismo e por alguns momentos vislumbrei a grandeza da raça humana. Conheci as façanhas de El Cid, o guerreiro da intrépida Espanha. As verdades de Hans Cristian Andersen, Stevenson, Jim Walkim, C.Dickens, vieram á minha memória sem parcimônias.


13. Ao tomar o metrô continuei matutando tentando entender os destinos desta cidade grandiosa,vi passar pela janela D. Pedro II, Nsra. da Penha, Guilhermina- Esperança, em pouco tempo estava na estação Eng. Arthur Alvim para rever minha gente alegre, jogar sinuca e tomar um trago de quibebe - a pinguinha do alambique. Quantas recordações da época do Apê na Cohab, quando pude calmamente escrever meus versos mimados.


14. A busca continua agora para Oeste, Pinheiros, Largo da Batata, Cid. Universitária, Praça Elis Regina, Vila Madalena, Fradique Coutinho, Mourato, os barzinhos dos fuxicos, quantas coisas a observar... Sem falar da região tarifária da grande São Paulo perfazendo a cifra monumental de 28 milhões de habitantes. Quisera que estes versos chegassem às mãos de pelo menos 3% deles, será?!


10. Alcancei pelo corredor 9 de Julho passando pelo Itaim Bibi a Zona Sul, Santo Amaro, uma região à parte com seus costumes e tradições. No sentido oposto, Zona Norte da Cantareira, manancial em qualidade de vida, os Alpes de São Paulo. Esbarrei em Caieiras e Mairiporã. Atravessando de volta vem o Pico do Jaraguá, terra do poeta Graciliano Oliveira, um amigo de inspiração genial, em seguida Praça Benedito Calixto, uma chegada para visitar o vate maior, Alberico. Depois novamente Clínicas, Cero Corá, Pompéia, São João, República. Digo que preciso encerrar, pois a firma me aguarda no para trabalhar, bons clientes a visitar e as Cias Seguradoras, parceiras de longa jornada às propostas a protocolar. Ricardo e Cátia, colegas de trabalho já estão na lida e acabam de me ligar...


11. Até outro dia amigo leitor, se dispuzer de um tempinho poderemos conversar. A prosa está apenas começando, é minha vez de ouvi-lo também. Sei que tem muito a conjecturar...Da São Paulo, amigo, dos seus sonhos, de quanto já realizou e ainda o que pretende fazer para alcançar novas metas. Nos conhecemos hoje através desta páginas, quero abraça-lo e dizer o quanto seu olhar de compreensão me alegra, pois se chegou até este ponto da leitura foi porque em suas veias corre o sangue dos bravos poetas, dos anseios, da harmonia e da literatura.


Que tal me falar de São Paulo dos museus, centro culturais, das Igrejas barrocas, das livrarias,iniciativas que não acabam mais. Da São Paulo, cidade cultura que cultua seus ícones, cidade berço de grandes artistas, estadistas, economistas. Dela que continua sem parar processando o conhecimento, alicerçando bens em prol de seus filhos queridos.


Da São Paulo dos poetas estreantes, mambembes, atletas de estrada, campeões de muiras datas. E haja fôlego, da São Paulo de Cicíllio, Adoniran, Telêmaco, Plinio Correa, Lucilia Ribeiro,Caio Prado, Airton Sena. Da São Paulo de todos os tempos que guarda a memória preciosa de feitos antigos . Desta Matusalém Bandeirante do Brasil que há 455 anos vive gerando atividades, iluminando imponente, guiando segura o destino de sua gente.


Helder Chaia Alvim
Poeta Minimalista

O Poema

Receita de como escrever um poema

1. De evidência desconhecida, vivencia dores, ausculta sentimentos nobres,pavores generalizados, rompantes desesperados, alegrias soltas, visões outras Assim a vida passa e ele a enlaça de matizes variados, às vezes na fragilidade de sua concepção, sem ocultar as raizes profundas de sua convicção. observa o tempo, o movimento, o sentir de sua raça e não há quem faça o ímpeto de sua elaboração silenciar.

2. Escrevo estes versos colhidos ao acaso, me embaraço nas palavras, tropeço, mas confesso ser o soneto um bem conceituado. Ele, companheiro, amigo, interlocutor, confidente, acompanha, admoesta, acalenta, alegra a existência humana. Seu numero é quase infinito, cada povo elege o seu preferido. Tudo nele encontra sentido.Amigo e irmão meu, escreva um poema, dois, três, ele se tornará uma espécie de amuleto da sorte. Esperimente esta sensação enorme, imprima-o no formato recite-o muitas vezes, memorize o conteúdo exato, disponha-se a divulgá-lo aos colegas de trabalho, aos vizinhos aos seus chegados, o boca à boca é um fato. O email o levará a lugares distantes. Não esqueça do título, isto é importante. O hábito de sua criação constante multiplicará o seu soneto brilhante. Pode fiar, encontrará as palavras, as nuanças em forma de rimas surgirão. Um dia você me dirá que a tarefa,ora iniciada, não foi em vão.

3. É bom levar consigo um caderninho e caneta, a idéia veio, anote tudo devagarinho, na letra, afim de captar a inspiração. Em outro momento desenvolva o tema, dê asas à imaginação, consulte o dicionário, elabore tudo com exatidão. Bom poema, meu amigo, dê emocionado adeus à solidão, aconteceu comigo um dia quando exatamente subia a Consolação. Muitos anos se passaram e hoje declaro na humildade a clareza da visão e confesso na verdade ser fugaz o som das letras. O meu primeiro poema: os personagens me acompanha desde então.

4. O poeta envelhece, mas seus versos permanecem intactos na louçania, cônscios de sua inocência primeira, companheiro na hora derradeira. Confesso, quando o último suspiro colher minha existência quero recitar os meus versos mimados, quando Deus me perguntar:- Filho o que fizeste? Com calma responderei:
-Senhor, escrevi versos com amor!


Helder Chaia Alvim
Poeta Minimalista

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

C.I // SP Para Flavia Sartorato Pedrotti

Versos sinceros de um poeta cantador,captando dores, imaginando valores,arquitetando passos cadenciados,olhares submersos da grande metrópole,movimentada, extasiada, fragmentada.

Vemos sonhos alcançados,decepções encontradas,destinos elaborados

No curto espaço de um dia,vidas que se iniciam nas repartições,outras se confinam nas prisões os barzinhos locupletos de algazarra,mais adiante outros se recolhem silenciosos,ausentes de fanfarra, como se fossem sinos mudos refletindo o badalar da última caminhada.

Quatrocentona, a cidade se expandiu e tornou-se referência na medicina, gastronomia, arquitetura sem falar dos premios de literatura.O cenário mudou, os papéis se inverteram, os bastidores conscientes de Celso Martinez idealizaram teses, explanaram técnicas incontestes.

Do páteo do colégio passando pelos bondinhos até a avenida paulista atual,quanta transformação. E ela tem fôlego, continua liderando opiniões,ditando razões, sufragando tradições, esbanjando charme, acolhendo grave...coração de mãe, é um detalhe auspicioso seu, a São Paulo das oportunidades.

Sinto-me feliz ao escrever hoje neste Blog da Google. Olhando para trás vejo que ela me acolheu,estou para sempre agregado a esta cidade nação.Mãe, me traz inspiração, aqui posso calmamente escrever, sonhar, chorar, alegrar e realizar na escrita o sentido da vida.

O sucesso, as dores, os percalços de mais de 28 milhõesde pessoas que aqui vivem, sem falar de outros povos, são sua relíquia, sua conquista.À São Paulo altaneira que desde Nóbrega e Anchieta acolhe os poetas do povo, MINHA GRATIDÃO, Oh! Mãe de todas as eras! Fenix renasce todos os dias com jeito carinhoso, brava,indômita, está de pé, não adormece, merece esta prece acanhada, perpassada de emoção,
viver nestas plagas de Piratininga muito me anima.

Amiga e Arquiteta Flávia Sartorato Pedrotti, viva em São Paulo se quer conhecer o mundo, a grande escola está aberta para todos, arme-se de paciência, tino e persistência, garanto que sairá diplomada, tarimbada, PHD em convivência social, pós graduada em ambiente multi-racial.Em suma esta cidade estonteante é demais! Aliás consoante com sua vocação histórica, afirmou-se misto de grandeza e singeleza - e tudo indica - continuará, temática, impulsionando exata do alto dos seus 455 anos novos rumos à sua gente amada.

Helder Chaia Alvim.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

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Equacionando a vida sem pretenções maiores, buscando nas palavras o sentido escondido,a virgula exata perdida no lusco fusco de intenções claras.Escrever é a sina do poeta, irmão,na certa ela se perderá quase sem viço... Assino a frustação enorme. Poesia não é matéria de consumo,não há parâmetros que a assumem não existem palanques que a assuntem O jeito é rabiscar versos ao vento, soprar bolhas de sabão, criança. O sábio dizia que edificar a casa sobre terreno arenoso é ilusão. O poema não morre, é minha crença, latente, desabrocha na mente, tem base firme, transita no coração das gentes, cauteloso,decifra o enigma da existência, misterioso vislumbra a equação, em sã consciencia, na persistência soluciona as raizes quadradas da emoção.

Helder Chaia Alvim
Poeta Minimalista

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Poema escrito por Flavio Lorena

Sonho ou Copélia

"Sonho é um desejo d'alma
n'alma a adormecer.
E no sonho a vida é calma,
é desejar para ter.
Tem fé no teu sonho,
teu lindo dia há de chegar.
Que importa o mal que te atormenta,
se o sonho te contenta.
E pode se realizar..."