sexta-feira, 24 de junho de 2016

a fatualidade brasileira

                 A  fatualidade  brasileira
1.       Vocês não acham que tem muita conversa hoje em dia na terra dos homens, e pouco resultado pratico, parece o fogo fátuo da tocha olímpica que passa e a gente não entende bem sua proposição.
2.       E em chão nosso de cada dia, nem se fale, a fase esta brava demais, beira ao hospício na politica, e tudo indica que a moda fashion desses privilegiados das verbas transformou-se em pesadelos, pois muitos deles acordam, não com eleitor em sua porta pleiteando melhorias ao bem comum no âmbito de sua circunscrição, mas com a policia na porta, uma literal sinfonia paina ao avesso.
3.       Não era para menos, depois desta vergonhosa e alta competência esquemática para depenar o erário publico, a melhor das noticias é que o Juiz Moro está ativo com sua equipe e promete mais revelações e prisões.
4.       Impressionante fome de mil dragões desses  dignitários do poder, eleitos para representar os interesses comuns da nação Brasil, e em determinado momento  resolveram trilhar o caminho da corrupção e deixaram seus mandatos às favas.
5.       Em outra parte do globo estelar, bombas e mais toneladas delas caindo na Síria, numa guerra insana, fratricida, intolerante , e com laivos tremendos de fanatismo do E.I, parece não ter hora para cessar o que há muito se iniciou.
6.       Aqui dentro a espera demorada do gigante que assiste aparentemente impotente a onda de corrupção sistêmica, e em sua face as cicatrizes, e em seu peito um grito preso de liberdade aguardando a hora arcana para si e seus mais de 207 milhões de filhos e filhas da Terra de Santa Cruz.
7.       Para além desta era afônica virá na curva da nossa história outra totalmente ao oposto,  inteiramente do bem comum maior inerente a esta nação de gente pacata, honrada e de visão exemplar.
8.       Será restituída ao povo sua dignidade, liberdade, fé e coragem inigualáveis, e uma onda suave de paz osculará estas faces hoje conspurcadas pela corrupção, amanhã restauradas e  sustentadas pelas leis constitucionais.
9.       Será devolvido ao povo o direito de usufruir dos impostos pagos, da educação de qualidade, haverá a geração de oportunidades, saúde, transporte e segurança, em suma um pais feliz de sua origens, que acalenta sua alma de eleição, e quer um futuro auspicioso para seus filhos e filhas.
10.   Um pais que respeite sua biodiversidade, fauna, flora, os animais silvestres, e não esse atual que sacrifica a Juma de seu habitat natural devolvendo a ela uma cova rasa, tristes, revoltados ficamos, e em lágrimas estamos...
11.   Com todo respeito aos jogos olímpicos que se avizinha, e seu importante congraçamento global, mas dado os graves problemas domésticos por que passa a nação Brasil, o foco correto seria outro, bem outro.
12.   Ele aguarda ansioso que a produção desordenada de políticos corruptos cesse de uma vez por todas, que esta mania de vantagens escusas termine logo, que estas ações inócuas que envergonham todos os brasileiros sejam punidas pelos rigores das leis constitucionais.
13.   Para em seu lugar surgir a sintonia e convivência sincera entre povo e poder, pois a história passa e registra os fatos presentes, deploráveis, mas deixa aos brasileiros um  futuro com  sua potencialidade gigante de escrever sua epopeia  grandiosa de bem comum ou se persistir na inação politica e moral trazer à tona a escatologia do fracasso.

Chaia Alvim Helder
São Paulo, 25 de junho de 2016
Festa do Precursor São João Batista


sexta-feira, 10 de junho de 2016

a cisma do gigante...

                A cisma do gigante
1.       A politica anda meio adoidada no Brasil, tem muita falta de senso comum no  ar, uma turma que só quer levar vantagens em cima do povo, querem dinheiro, poder e fama às custas do erário  público, gente inescrupulosa, faltosa de espirito cívico, e como os brasileiros em geral pararam de ser coniventes e estão  mais plugados no bem comum maior, estão indignados e levaram as ruas soberanas seu desacordo cabal com a classe politica. O  ministério publico arrestando provas e mais provas, que realmente a pacatez da população demonstrou união e força, exorcizou fantasmas de carne, osso e ambição, tudo parece que o Gigante criou animo novo na voz autorizada  de seu povo, e esboça um leve sorriso de satisfação: 207 milhões de habitantes contra uma dúzia e meia de parlamentares, agora vai!
2.       Então vamos que vamos tangendo a bigorna, almejando o mundo bom para todos, e que a tola, arcaica, corrupta politica vá embora acompanhada de sua turma, e deixem o gigante sonhar de novo um sonho latente de liberdade e democracia, com tudo no lugar certo, as verbas aplicadas conscientemente, seu povo feliz, seu país autenticado pela brasilidade...
3.       E o gigante parou  uma esquina qualquer, viu gente sofrida, desapercebida talvez, mas cheia de força e resolução, de simpatia, bonomia e semblante calmo, ele descalçou suas botas e caminhou ao lado dela, se apoiou em seu ombro e ouviu uma cantiga esquecida de acalanto...
4.       Tão bom seria, pensou, que fossemos todos assim, andar despreocupado, fala direta, timbre sincero, e fisionomia de anjo arcano. Assim queria meus pais, e não este chafariz torto de políticos torpes a atazanar e roubar a mancheia  a riqueza de 207 de milhões de filhas e filhos amados.
5.       Mas por ora ele vê uma realidade existencial tensa, triste e tênue, mas ele alima sua esperança em dias melhores para sua prole, pois no dizer de Ovídio, viu ‘outros ventos, outras tempestades’, esta fase brava vai passar, o Brasil é maior que estes e estas deserdados da politica, saberá diluir esta crise nas suas reservas de generosidade, chão pátrio e ações profícuas para o futuro.
6.       Aqui neste solo, pensa consigo, tem quinhentos anos de história, e já pisou nestas paragens muito povo bom, muita gente má, muito estadista de nomeada, muito santo, muito pecador, todos eles passaram indistintamente e o Brasil continuou impávido e hospitaleiro.
7.       Assim foi, assim  o é, assim será, este chão fora marcado por tantas façanhas, umas artimanhas, viu duas décadas de governo do PT em Brasília, e sua equivocada maneira de gerir a Republica, viu FHC, inteligente e loquaz alavancar o plano real, equivocar-se depois e não aprovar o ajuste fiscal, viu Collor pomposo, e sua pirambeira do impedimento, Sarney culto e literato, Ulysses, Tancredo de uma vez, Itamar já dá para imaginar a celeuma da politica nestas mãos consagradas do poder.
8.       Assistiu a abertura, e o período controverso da ditadura, e Juscelino, o Kubitschek o idealizador do planalto central, e assim por  diante o gigante cismou a noite inteira com sua gente das ruas brasileiras, cantou, chorou, declamou versos e mais versos ao amanhecer, deixou-se inebriar pelas rimas de seus poetas das paulistanas alvoroçadas, e depois um tanto cansado sentou-se na guia da calçada...
9.       Assomou ao seu semblante muitas lembranças,  desavenças, demandas, gestos belos de tanta gente, viu a torpeza da politica, seus acordos espúrios, suas intenções subliminares, mas no contraponto viu o céu estrelado, os mares, as serras, o sertão e as cidades apinhados de caras alegres, e sorriso franco; da republica nova passou para a velha na marcha a ré de seu pensamento, Getulio Vargas,  Café Filho, Whasington Luiz, Julio Prestes, João Pessoa, Arthur Bernardes, e assim foi pulando de era para era nas antípodas do calendário... Floriano Peixoto, Marechal Deodoro da Fonseca, e em 1889 aportou, numa tarde outonal em que o Grande monarca Pedro II fora deposto e em seu lugar implantaram a malfadada republica federativa.
10.   E assim deu asas ao seu pensar, veio em sua memoria secular as margens do riacho Ipiranga e o grito de liberdade de Pedro I, antes a regência de  D. João no Brasil, os entraves do semi deus Napoleão Bonaparte, as capitanias, hereditárias, os bandeirantes, os deportados da coroa portuguesa,e também privou com  Caramuru, Borba Gato, Anhanguera, a corrida do ouro, a gesta de Frei Santo Galvão, Nóbrega e Anchieta das promessas divinas, dos desígnios santos para a nação Brasil.
11.    Sua caminhada de fé e arrojo se encerrou onde tudo começou na Baia de todos os Santos, onde em 22 de  abril de 1500, Cabral aportou suas naus, Santa Maria, Nina e Pinta, e em terra ergueu nestas paragens a primeira cruz, a primeira missa, onde num ósculo momentâneo de paz e bem querença, portugueses  e nativos celebraram juntos o alvorecer de uma nação, ‘ gigante pela própria natureza’ que passados 500 anos continua ainda engatinhando e apesar dos pesares almejando o bem comum maior.
Chaia Alvim Helder


quarta-feira, 8 de junho de 2016

cartas empiricas

           cartas empíricas  

1.      Hoje voltei a escrever, descrever algo sentido, querendo encontrar um motivo melhor da existência minha e do meu semelhante, que a realidade que nos cerca no planeta fosse outra, mais suave, leve e solta, de calor palmilhada, que não houvessem crianças nuas, animais abandonados, dormindo no chão das ruas, de barrigas vazias, mais  pão, e esperança de fogão quente, lares aconchegantes, mas não!
2.      Ando adiante e vejo o contraste, a safadeza que norteia a politica brasileira, seres humanos provectos no saber, de larga carreira no mundo publico, açambarcando na cara dura as verbas da população. Na inação deixaram o Brasil, e ainda pousam de bons e boas, valha nos Deus da retidão, da justiça, então!
3.      Ah tão bom seria que a violência não existisse, que existisse sim oportunidades iguais para todos, que o esforço e o talento fosse valorizado, que na mesa geral reiterasse mais compreensão, amor e participação, que nas ruas meu povo sorrisse um riso solto de brasilidade em ascensão.
4.      E que em lugar desses discursos inócuos da tribuna central, o varal da diversidade cultural amanhecesse locupleto de feitos sãos, e que desaparecesse do cenário nacional a corrupção, o favor ilícito e tudo o mais que mancha a bandeira, a honra e a constituição.
5.      E que o mundo bom fosse viável a mais de 207 milhões de brasileiros, aquele mundo que o Mestre da paz objetivou no primeiro natal da humanidade na gruta de Bethleem a todos os povos de coração fraterno, indistintamente.
6.      No entanto o contraste se acentua nas ruas quando assistimos do barranco a derrota do ser a favor do ter. Haja espaço, glamour, passarelas, ostentação, maldição desta tal corrupção, se a goela está seca de aspirações mais elevadas e da sacada dos tempos Deus aguarda a hora do acorde final do Brasil.
7.      Pois a condução equivocada de nossa história foi passando de mão em mão, em acordos escusos, negociatas nas mansardas do poder, desacordos consuetudinários, negação da liberdade individual e coletiva, manipulação da mídia, conchavos de escandalizar Pedro II e Sir Ruy Barbosa, até chegar-se aos dias de hoje, com a possibilidade de prisão de quatro ex presidentes, valha nos Deus, que quase desgraçados estamos, e beiramos à fimbria perigosa da comoção social.
8.      Momento carregado de preocupações, nulas proezas na politica, carestia brava, ausência de postura ética dos vendilhões do templo sagrado da Republica Federativa, Judas Iskariotis pululando que nem noticia ruim, beiramos ao início do fim. Uns na solidão empírica da multidão, outros no consumo ou na grandeza fátua de um automóvel, de uma passeio ao shopping e nada mais!
9.      Nestes 127 anos de Republica, uma espécie de maldição acompanha a nação canarinha, pois não houve um dia sequer que o país anoitecesse e não amanhecesse com sua politica instável, com suas assembleias e tribunas  digladiando em causa própria, quiçá partidária, interesses alheios á maioria, tanto que hoje temos um processo de impedimento da presidente, políticos afastados, presos, e uma montoeira de processos a cargo do capacitado e corajoso, juiz Moro, que não vai permitir que a totalidade dos brasileiros cordatos levem desaforo para casa.
10.  E sem direção ideológica séria, a politica domestica se rotulou de vantagens escusas, as quais estão ficando patentes na operação Lava à Jato, e se peneirar bem vai aparecer peixes e mais peixes graúdos, quando o conteúdo se revelar de condenação peremptória.
11.  Hoje se me perguntar vou sem pestanejar dizer que o gigante não sabe mais para onde vai, nem de onde veio, nem mesmo porque nasceu neste solo rico em expectativas do porvir, de verde em matas exuberantes, de montanhas, cascatas, rios, regatos  e cachoeiras, panoramas de tirar o fôlego, de povo lhano e pacato, com sua alma de fé , coragem e arrojo, pois zé, bem que merecia gente na politica que sintonizasse com seu bem comum maior.
12.  Quando os três brasis se fundirem num só, a politica, a realidade e o coração do povo vão sorrir juntos  um riso solto de brasilidade ! ! !

        Chaia Alvim Helder