quinta-feira, 16 de julho de 2015

as rosas do concreto x o avesso da antitese

as rosas do concreto x o avesso da antítese
1.       Ah! o concreto frio que apequena a alma do paulistano, se quis protendido, arrojado em suas formas, convexo em suas curvas lineares, e pretendeu aparecer conceitual, futurista, no entanto espantou o sabiá laranjeira de seu antigo habitat, acinzentou os arredores, se ausentou da simetria perfeita.
2.    Afeito à imponência conseguiu implodir a claridade e juntamente com o cimento, a argamassa, o ferro,  brita e areia pretendeu ser assim... na imensa metrópole... Afeito ao dito progresso desamparou o citadino, e de contrastes em contrastes construiu sim um aglomerado bloco pesado na antítese de seu avesso.
3.    Se autoproclamou o colunista de sua criação assimétrica, coitado, prisioneiro de crises existenciais soube encarecer o metro quadrado à altura de seu eldorado equivocado.
4.    Já passou um bocado de tempo e ainda teima em erguer prédios tolhendo a visão do mundo ideal, até pretendeu ser um outro deus grego da era pós moderna no planalto de piratininga e ninguém se deu conta da tamanha desfaçatez de sua intenção iluso concretista.
5.    À míngua deixou a mente citadina quase sem ar, e à mercê da especulação imobiliária precificou o ter em desação do ser, quis mesmo voar mas suas mão agrilhoadas não alcançaram as antenas do poder frágil.
6.    E nas suas longas noites de neon se embriagou misturado aos guindastes da suposição, quase perdeu o chão ao se ver em situação aflitiva. Me pareceu assim ao caminhar hoje pela grande urbe, objeto de desejo de tanta gente...
7.    Faço parte deste quadro, mas sei que surgirá um outro dia, um novo céu a este lugar. Quando isto tudo se dará? No momento arcano do Senhor do tempo e as rosas do concerto empírico desabrocharão a consertar a alma de seus milhões de ha. Será a era mística da perfeição... Acordei de um sonho, e ele tava lá o concreto protendido rindo da minha cara insone:  - qua qua qua, ficções de um quase poeta! 
 8. Os passos apressados dos citadinos me chamaram à realidade de mais uma segundona feira feérica e agitada. Mas uma coisa é certa, quando o concreto e o abstrato se unirem de verdade para arquitetarem juntos o mundo bom, a alma do povo retornará para fazer morada permanente na cidade dos homens.
9.   O bem comum, potencialmente encoberto pela poeira, espanará as linhas tortuosas, e a harmonia de sons, tons, cores revestirão o concreto e o abstrato com camadas e mais camadas de reboco salutar e daí advirá a tão sonhada felicidade de situação.
10.   E os poetas do povo não carecerão de se  esconder mais atrás de rimas, palavras, poemas, pois o dilema doravante da população será o seguinte: quem vai fazer mais pelo próximo, distante, chegado!
11   Versos cantados, abstratos, cultivados... e o concreto amado? Ah ele está nas mãos ágeis do trabalhador civil que plasma com esforço e gosto pensado a metrópole gigante que se chama São Paulo!
12.   A mudança virá e para melhor, o talento existe, o conhecimento também, e vai mudar na hora em que o movimento natural das eras históricas, o livre arbítrio das escolhas, a onisciência  do altíssimo onisciente  assim dispuser...
13.  Loas enunciadas, vamos zerar a conversa na abstração livre desta expressão interativa, se não, não vale! Sem querer ficar no pé do concreto protendido, digo que não sou de maneira nenhuma ingrato. Ele me trouxe da beira do mato para cá, e sou imensamente feliz por estar aqui compartilhando idéias consigo.
 14..   Concretamente acho ele um bom rapaz, estático, empreendedor que surgiu à partir do esforço conjunto de muitos trabalhadores da construção civil, engenheiros e arquitetos todos capacitados e de alta qualidade tecnológica.
 15.  Então na calma, que é somente um poema, apenas um pensamento a refletir sonhos de uma sociedade diferente, mais justa, solidaria e anímica, que encerro agradecendo a quem me inspirou estes versos ao amanhecer: o meu amigo o concreto protendido armado e amado!
   16. .Se me permite à guisa neste papel gipseo não seria demais lembrar que o império persa ruiu, roma se despedaçou com a incursão de atila e ostrogodos,  agostinho  de cartago, aquele gênio e santo da era patrística, propulsor da verdade sempre nova e sempre antiga saudou esses mesmos invasores ao vislumbrar as mudanças que adviriam, a idade da luz se apagou no renascimento, as navegações ultra marinas deram lugar à era industrial, que por sua vez geriu a primeira e segunda grandes guerras, quentes sangrentas substituída pela fria, psicológica.
17.   E hoje quando escrevo estes traços o mundo encontra-se do pé à cabeça, nuvens toldam o horizonte universal da humanidade no pequeno planeta em que vivemos e que convencionou-se chamar: “terra dos homens’’.
18.   Esta era nióbica quântica que se finda na velocidade dos bytes soberanas, que se comunica na extensão super  da super sônica, que enriquece os neutrinos, divisa os átomos parece aproximar-se do seu perigeu.
 19. Então supõe-se se não for o fim dos tempos, o que não será, pois  baseado em documentos bíblicos as profecias são claras ao declarar sob o impulso do inenarrável Espirito Santo que Jesus o salvador virá uma segunda vez para realizar as promessas do Pater.
  20.   Um tempo de paz, concórdia entre as nações, erguimento do bem comum maior inerente a todos os habitantes do planeta, uma era de abastança global, onde o arremedo dará lugar à verdade e bondade do Cordeiro aquele que veio tirar os pecados do mundo, aquele que uma virgem ofereceu ao mundo o fará certamente em toda a extensão do termo.

           Chaia Alvim Helder

São Paulo 15/07/2015
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