sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pre porção

1.Me valho da livre e serena discussão para abordar um tema controverso em si, a liberdade pessoal do cidadão. Muitas vezes ele é induzido pela propaganda maciça que sem licenciar entre pela sua retina de mansinho,propõe um estilo, seja na moda, o celular, o veículo o km, o curriculo recheado ou um simples slogan televisivo.

2.Eu que me considerava um ser intuitivo, vacinado e dono de mim,noutro dia acordei sugestivo e passei a pensar pelo pensamento do vizinho, pelo social baseado no consumo indigesto de bens, que não necessitava e foi quando tudo em minha vida complicou, o cartão de crédito rodou compulsivo e nas entreliças chamativas do ter acabrunhado me decepcionei.

3. A minha sorte foi que a calma e o bem estar moderado voltaram a bater à minha porta e fiquei com saudades do passado, quando as contas estavam em dia e podia dar-me ao luxo de viajar,viisitar os parentes ou simplesmente enrolar um papo gostoso com o feirante, os colegas de trabalho, o taxista da esquina, o padeiro de causos exclusivos.

4. Não vamos desmerecer o progresso, os avanços tecnológicos, as conquistas da medicina, da engenharia mecatrônica, das informações velozes...nem tão pouco por outro lado esquecer do próximo, de si mesmo, de uma sociedade harmônica e querer fechar-nos em nossos problemas aparentemente insoluveis.

5.Esta reflexões querem demonstrar os rumos concatenados das crises, dúvidas e incertezas que pairam na atmosfera pesada do nosso planeta,que tinha tudo para ter gente mais sensata, centrada no eixo da razão e não voltada para sensações descontroladas.

6. Hoje em dia posso concluir que a liberdade do irmão encontra-se comprometida, atabalhoada,planificada em prejuízo da ordem social,muita praticidade, pouca solidariedade, muitas ações proclamadas,pouco resultado ao bem comum, muito sensacionalismo e pouca cultura das raízes pátrias, tudo muito e pouco! Divulgações artificiais, sem conteúdo sério e leveza nas intenções, apoucada de transparência na realização.

7. Opa, como este poeta mínimo é pessimisma! Como carrega a fala na linguistica, deve consultar o dicionário das crendices, não é possível que o mundo acredite nessas meninices! Bom não pretendo assuntar as intenções deste leitor, nem me arvoro a guia do mau agouro. No entanto não posso mudar as letras para procrastinar um futuro de roas se os espinhos estão aí crescendo e sufocando a cada segundo o seu perfume de amor.

8. Leitor, que considero, digo-lhe com sincero pesar que o terreno do ter é escorregadio onde as ambições desmedidas constroem sua morada e corrompem na maldade o ser, desqualificando suas potências regeneradoras.

9.Sei, amigo que sonha com o mundo bom e que nossas divergências são aparentes, se não você não estaria lendo paciente estas rimas e eu escrendo e dialogando consigo. Sei também que é hora da humanidade acertar os ponteiros e seguir um itinerário oposto ao ora estabelecido.

10.Ela deve se encorajar e refletir baixinho,aparar as arestas tortuosas pois não quererá no fim de sua história se encontrar de mãos vazias para enfrentar com o peito desguarnecido o julgamento que a aguarda.
Eu acredito? E você o que me diz?

Helder Tadeu Chaia Alvim.
Poeta Minimalista
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