quinta-feira, 6 de maio de 2010

Singelo Forense

1. A Poesia pura teima em continuar, embora não vendável, não divulgada, não consumida pelos olhos ágeis, ávidos e inteligentes dos leitores paulistanos.Que pena! apenas,pois a pena do poeta continua incansável
perssistente com ânsia inaudita de compartilhar sua idéias, sonhos e projetos de afirmação dos valores perenes da cultura, mesmo sem nenhuma perspectiva a não ser habitar nas páginas do grande anonimato hodierno, com menção honrosa para aqueles poucos e valorosos amigos dos saraus de portinha acanhada mas avantajada no espírito indomável de seus articuladores.

2. O Blog da Google é uma das poucas exceções qualitativas e quantitativas deste imenso e árido deserto que é o conhecimento exclusivista e achatado do pensamento atual.A Google tornou-se um aglutinador de cabeças pensantes proporciona as ferramentas adequadas aos editores, inova fórmulas de comunicação e agiganta-se em sua essência como um divisor imbatível de águas e creio que ainda virão muitas novidades inéditas on line universais.

3.Do jeito que as coisas desandam, o poeta encontra-se hoje sem espaço e vez.Os valores propalados destoam de sua ótica de mundo original.De que adianta, podem pensar os poetas calados,escrever rimas, se acima de sua cabeças as vitrines sociais apontam para outra direção, tudo está muito mudado e os bytes acumulam interêsses de faturamento que as poesias não perseguem no seu singelo forense.

4. Ah! o poeta, não cansarei de dizer está constantemente plugado na realidade, ele não se ausenta nunca de seu posto de observador lírico,e cada vez mais ele sente que a abastança do consumismo, seus modos de ser destoa de sua lente analítica e num contraste equilibrado sabe que a abstração faz parte de sua vida e não pode negar o dom sagrado da inspiração que Deus lhe concedeu para proveito de outrem.

5. Em suma deixe o poeta divagar, devagar ele pode ir mais longe e o mundo precisa de sua visão que atenua tanta transformação inconsequente.Ele sabe que mais lá na frente, na encruzilhada da história, o mundo vai se render ao obsequioso aconchego da Grande Arte.

Helder Tadeu Chaia Alvim
Poeta Minimalista
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