terça-feira, 29 de março de 2016

manifesto dos poetas do povo pela brasilidade

             Manifesto dos poetas do povo pela brasilidade
1.       A arte da politica em sua própria razão de ser deve refletir a face do povo. Ela tem o ônus sagrado de perseguir seu fim último: o bem comum maior, a reta ordenação  das Coisas Publicas ( Res Publica), a não ser assim, a meu ver ‘ipso factu’, torna-se ilegítima, pois solapa das mãos do povo a sua  determinação, torna-se perversa, legisla em causa própria, e a sintonia perfeita entre as partes desfaz-se, a crise de confiança se estabelece gerando insatisfações, revolta e comoção social.
2.       Tendo em vista que todo poder emana do povo como reza o regime democrático (demos + cracia), e quando este mesmo povo não se vê representado por inteiro, acorre ás suas tribunas de costume: as ruas soberanas. Historicamente no Brasil aconteceu e acontece desse jeito., haja  vista que o saudoso parlamentar Dr. Ulysses Guimarães afirmara de outra feita que ‘politico tem mesmo medo é de povo na rua...’
Ø  1964, pela liberdade nacional  auto determinada,
Ø  > 1984 : diretas já,
Ø  1992, impedimento de Collor
Ø  Junho de 2013 contra o aumento de tarifas
Ø  Marco de 2016 a favor do impedimento da Dilma
3.       Agora na era da informação em tempo real, as redes sócias tornaram-se um importante e rápido meio de comunicação, e quando você menos espera tem gente protestando por todo lado, o que é positivo e demonstra que finalmente o brasileiro saiu do curral eleitoral, está contestando mais os dirigentes políticos, e as operações anti corrupção levada a cabo pelo Juiz Moro tem um dos índices mais alto de aprovação da vida brasileira.
4.       Isto posto as ruas estão emitindo sinais de exaustão, a crise sistêmica  se instalou no tecido da politica, a corrupção fez escola, a precificação das verbas publicas atingiu a cifra de quase 3 trilhões de reais, a desação do atual mandato presidencial se tornou patente, e o poder in fieri constituído guardião da leis, da cidadania, da moral e ética, factu est, traiu a causa pátria, e impressionante como teve a capacidade de fazer do templo sagrado da republica a casa de outros escribas e vendilhões da barganha das verbas publicas.
5.       No entanto o povo soberano, inteligente, pacato, cordato acordou para acabar com a festa do erário publico e dizer a alto e bom tom que querem incontinenti a restauração completa do bem comum, querem ver o Brasil crescer com responsabilidade fiscal, com saúde , educação, transporte, qualidade de vida e sobretudo moral e civicamente capaz de enfrentar os desafios do mundo global de igual para igual.
6.       Na verdade, na fisionomia dos manifestantes, milhões e  milhões deles,  a gente pode perceber com emoção e esperança a emanação da força coletiva do bem, a força unida e respeitosa de 207 milhões em ação. Fisionomias essas erguendo as mãos em prece e gritos de brasilidade, pela liberdade de expressão, pela lisura, hombridade, autodeterminação, soberania pátria, corações almejando que o bem comum prevaleça para todos com  oportunidades iguais, pés firmes, aguardando a renuncia da atual presidente Dilma Roussef, atitudes prontas acatando as leis constitucionais, apoiando o ministério publico em todas as investigações em curso, e a expectativa que todos os envolvidos na corrupção sem punidos exemplarmente.
7.       Ou seja traçaram o perfil do brasileiro dora em diante: firme, cordato, focado nos interesses da Republica no que diz respeito ao seu destino como nação livre, soberana e auto determinada, e o que for bom para hum brasileiro deve ser bom para todos indistintamente, um pais onde reine a paz social, a abastança geral em suas 207 milhões de mesas, e de fato e de direito o bem comum prevaleça e que cesse de vez este simulacro de politica deletéria ao Brasil.
8.       Quiseram dizer que na prática a politica deve seguir os preceitos da constituição, e que lugar de afainadores das verbas publicas é na cadeia, com bens confiscados e devolução total do montante surrupiado.
9.       Os signatários deste manifesto não pleiteiam partidos e entrevista, e veem com tristeza e apreensão que a subsidência do poder tende a sufocar a brasilidade, e cientes de seus direitos e obrigações cívicas  em uníssono com todos seus irmãos e irmãs brasileiros exercem o direito de cidadania ao tornar publico seu desacordo com os rumos tortos da atual direção da nação.
10.   E realmente a dicotomia entre povo x poder está adentrando em seu triste capítulo final, e a página está esboçando seu movimento de virada vitoriosa da brasilidade. E nesta imensa colcha de retalhos dos partidos políticos está ansiosa para encontrar parlamentares patriotas que componham com ela doravante um canto de esperança, paz e harmonia social para o bem do povo e a felicidade de um novo tempo.
11.   E nesse imenso russeio da gargulina entenderam que a politica desaprecatou - se de vez, e ensaia em sua curva confusa, retraída, feroz seu acorde final . E o Brasil, pais continente que ver outras atitudes mais honradas de seus dirigentes, o Brasil cansou da impunidade, da desfaçatez, da corrupção, e por hora solicita a renuncia da Presidente Dilma, e depois irá deferir o convite para que haja uma renuncia coletiva, dado o grau de envolvimento de muitos parlamentares em esquemas vergonhosos  de propinas.
12.   As ruas soberanas gritaram alto e bom tom, amparadas pelo seu direito de livre expressão e agora estão na expectativa do congresso com seu veredicto cabal. Pois quem não está com os interesses legítimos do Brasil, está contra ele e a favor da impunidade.
13.   Quem são os ilustres desconhecidos poetas do povo pela brasilidade? Ah não importa, mas se insistem vamos falar, somos brasileiros com muito orgulho com muito amor, somo todos os sons, todas as cores, todas as regiões, e todas as condições sociais, somos mulheres e homens, crianças, jovens e adultos, somos as classes laboriosas, somos os cantadores de versos ao amanhecer de um novo dia, somos simplesmente com muita honra 207 milhões de brasileiros em ação, fé, e devoção pela pátria amada.
14.   Reassumimos o compromisso de voltarmos à ruas quando esta situação caotizada cessar de vez, quando os vendilhões do templo da Republica forem desacionados, quando pudermos sorrir um sonho livre de liberdade, quando a politica representar nossa face verde, amarela, azul e branca na abastança de nossas mesas, na sustentabilidade de nossos valores pátrios, na sintonia perfeita de brasilidade entre povo e poder, quando finalmente as asas da esperança empírica anímica nos envolver com o hálito quente do Bem Comum.

Subscrevemo-nos atenciosamente,
MPPB – manifesto poetas do povo pela brasilidade
São Paulo, 28 de março de 2016




       
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