quarta-feira, 30 de março de 2016

bom tempo

Certezas empiricas e o bom tempo
Sai vagando pelo mundo afora, deixei minha terra, a Estância Pirineus, meus irmãos  o riacho, o pé de jenipapo, fogão quente, e sobretudo o carinho de minha mãe de crença forte,  e parti... Percorri várzeas, planícies, descampados, e altas serras, não tinha parada certa. Certa feita, encontrei uma senhora de nome arte, quando ela me avistou logo perguntou: - seu moço, cadê suas malas? Eu logo respondi: - Senhora das mil faces, ah! minha mala é este saco , e meu cadeado é o nó! Ela me observou demoradamente, vi o brilho em seus olhos cor de mel. Ela então se aprochegou e me disse: - não se avexe não poeta, aqui tem lugar para vancê, vamos morar juntos e cantar versos na humildade, e por toda a parte confessar na verdade ser fugaz o som das letras... O casório deu certo, nos entendemos, nos amamos, nos respeitamos, sonhamos juntos o sonho do mundo bom! E isto já dura uns bons cinquenta anos.
Chaia Alvim Helder


Postar um comentário