segunda-feira, 23 de maio de 2016

humorizando a crise

humorizando as guelras
1.      A fessora perguntou a Joãozinho: - me defina a ordem anura da classe dos anfíbios, dê um exemplo daquele que inicia a vida na forma aquática, respirando pelas brânquias, Joãozinho pensou uns instantes, a turma ficou olhando o colega, e ele respondeu: - A senhora está se referindo ao sapo! – Muito bem então porque você citou este batráquio? – A senhora não vê o jeitão dele ! ! !
2.      Tive a mesma impressão hoje ao refletir sobre a crise que se abateu sobre Brasil, e a que a mídia tem ocupado grande parte de sua grade em seus noticiários, atualizados a cada hora que escoa, a cada nova denuncia de corrupção, a cada passo do governo interino.
3.      Está bem difícil para os comuns da sociedade, como é meu caso, digerir toda esta matéria e mesmo entender a quanto anda a verdade dos fatos. Parece tudo muito confuso, e o é de na realista troada da locomotiva brasil, um pais de dimensão continental, de uma fartura de grãos impressionante, de povo batalhador, de riquezas in natura artis, de flora e fauna exuberantes, de um potencial econômico até então invejável.
4.      A gente faz poesia, matéria não consumível, e não vive dela, a gente não preiteia cargos e entrevista, e sequer temos isenções fiscais para publicar os versos escritos ao amanhecer.
5.      Pois o poeta já teve um pé na helênica pátria, conheceu gregos e fenícios bem lá no inicio de sua jornada de inspiração. Alheio ao ter, busca incessante o mundo do ser, mas não deixa de captar as dores, crises, tristezas de seu tempo, é do mesmo material humano de seus contemporâneos, se sonha com o mundo bom, não quer para si uma espécie de parnaso , mas quer dividi-lo com os demais.
6.      Acredita na polinização da grande arte, no equilíbrio e beleza que ela traz em seu bojo, e almeja com todas as veras de seu coração que o que for bom para hum dever ser igualmente bom para todos. Se não, não vale a pena viver, se não puder compartilhar seus versos, ver seu povo feliz e realizado em suas aspirações maiores de alma e corpo.
7.      E essa crise com o jeitão que se estabeleceu está mexendo com a cabeça dos brasileiros, tirando-lhes o natural sorriso dos seus rostos e provocando depressão profunda, quiçá comoção social.
8.      De tanto observar as eras históricas, desde a antiguidade, passando pela clássica, moderna e pós, não se torna difícil emitir uma opinião a respeito e se temos a expressão livre porque não usa-la com juízo e gosto pensado? E  emitir um alerta, interagir muito para tentar entender o que hora os brasileiros tem diante de si.
9.      Torna-se para qualquer cidadã (ão) de bem se expressar a alto e bom tom seu desacordo com a crise sistêmica que se instalou na politica doméstica da sua e nossa pátria de eleição. As ruas soberanas já fizeram á partir de junho de 2013, e certamente vão retornar à sua tribuna de protestos enquanto os parlamentares não sinalizarem o rumo certo que será o destino de mais de 207 milhões de habitantes da republica federativa do Brasil, instalada em 1889 pelo Marechal Deodoro da Fonseca que apeou do poder D. Pedro II, e sua monarquia parlamentarista.
10.  O que o brasil menos precisa na hora presente é de xingatórios, ódios de classes, provocações fortuitas, mas sim de muita clareza por parte de seus parlamentares, muita força de vontade, muita competência, muita união cívica  honestidade e visão largas de interesses do bem comum , pilar da verdadeira democracia.
11.  Precisa sepultar a corrupção endêmica e com ela todos aqueles que em vez de pensar o Brasil, pensaram  o poder pelo poder, tramaram a bancarrota de sua economia, corromperam e deixaram-se corromper afainado verbas que por si só pertencem ao erário publico e que conscientemente deveriam ser destinadas ao crescimento, a  organização do estado enquanto nação autodeterminada, à saúde, educação, cultura, segurança e transportes de qualidade e tantas outras iniciativas de cunho estritamente constitucional.
12.  A América Latina passa por um período de mudanças, de reinvenção politica, de reinvidicações por parte do povo de cada pais hermano. Haja vista a Argentina, mais recentemente. E por que insistir em uma forma de governar arcaica, populista, obsoleta, assistencialista que envergonha e escraviza toda uma nação, como é o caso frisante e gritante da Venezuela?
13.   Gente sensata, dignitários políticos, poderes constituídos, por favor arejem o ambiente com a brisa saudável do bem comum, e seus nomes serão inscritos no livro da vida, e o tribunal inafiançável da história os aguarda com louros e encômios vários. A não ser assim a mesma historia, ‘ mestra da vida’, no dizer de Heródoto os julgará a ferro e fogo, como sói aconteceu com tantos títeres do passado remoto e recente.
14.  Se algum dom o poeta recebeu do autor da vida, se amealha  inspiração, ele está a serviço de seus irmãos, e tanto lhe permite a ocasião devolve à mãe arte em forma de gratidão, e abraça cada irmã ( ão ) brasileiro e lhes augura que a esperança nunca morra em seus corações, e que a brasilidade renasça a cada dia em dia em forma de luta cívica, em forma de respeito as instituições democráticas, ao estado de direito e aos poderes constituídos.
15.  Certo que está má fase vai cessar, e no seu lugar vai surgir um lindo dia de bonança, fartura, progresso sustentável e clareza de vistas, e ações profícuas e benéficas em solo brasileiro. Somo todos um, cada um na sua parte amando o Brasil que no conjunto vai surgir ainda muita coisa boa no terreirão da pátria amada. ‘Rumorizar’ a crise presta um desserviço ao Brasil, humorizar faz bem! Ruborizados já estamos! Agora o melhor mesmo e faze-la cessar de vez! E que o seu jeitão ‘esquesito’ se esboroe bem longe, de preferencia nos quintos do inferno!
16.  Doa quem doer, nada pessoal, afete quem tiver culpa no cartório, qualquer que seja o partido e políticos envolvidos, pois assim o Brasil acerta o prumo da brasilidade, Brasil ame-o e se não tiver compromisso com a estrita e cristalina verdade dos fatos, por favor: deixe-o em paz seguir seu destino de nação livre e soberana, visse!

‘ é junto dos bão que a gente fica mió
                                                            Guimarães Rosa
Subscrevo- me atenciosamente,
Helder Tadeu Chaia Alvim

Poeta minimalista
Postar um comentário