quinta-feira, 14 de abril de 2016

divagação em face das imposturas

             D i v a g a ç õ e s    e m  f a c e   d a s    in p o s t u r a s
1.       Então o que se passa realmente  hoje na esfera politica nacional? Como explicar o Brasil, um pais de extensão continental, de solo fértil, de povo pacato, intuitivo, com uma miscigenação maravilhosa, que traz em seu sangue a mágica da raça indígena, a admiração da Mãe África bendita, a bondade inerente do português, a herança e o legado sagrado de Nóbrega e Anchieta com seu sonho latente de liberdade e bem comum para a nação canarinha.
2.       Um pais federativo de projeção internacional, uma potencia que já deveria ter realizado atos de soberania, auto determinação com uma democracia forte para governar mais de 207 milhões de brasileiros.
3.       Mas, de cara vemos que existe dois brazis, o surreal politico, o outro autêntico, empírico, idealista e sincero, o do povo, sim um povo intuitivo, afeito a boa prosa, cordato e hospitaleiro, que acredita ainda que ‘ o sol vai nascer outra vez’, mesmo depois desta escatologia domestica, o povo pensa grande, quer o melhor, e ama incondicional o pátria, mãe idolatrada.
4.       O politico na sua maioria, nas antípodas há muito fez escola, na in postura contraria ao bem comum, corrompeu e deixou se corromper pelo  $, um dinheiro que não é dele, mas reserva da nação inteira. Ele não tece, não fia, não dirige condução lotada, não acorda de madrugada para garantir o sustento de sua prole, não leciona,  vive numa maré mansa de invejar os inescrupulosos de plantão, ah ah ah! ! !
5.       E de quebra parece nem está aí para a jurisprudência, e ainda arruma gente para advogar para ele a peso de ouro quando citado pelo ministério publico. E  a montoeira de in postura ou derrama fiscal , amealhada  para si e os seus, parece pouco e sempre tem mais apetite voraz em se tratando do erário publico a si confiado nas urnas soberanas.Parecem querer eternizar-se no poder...
6.       Meu avô seu Primo Moreira Alvim( neto dos Algarves) de grata memória dizia que o pais só iria dar certo quando fosse gerido qual a caixa registradora do português da padaria, ganhou 100.000 mil réis , gastou só 70, e guardou 30. Isso pensando serem sérios os depositários fieis, qualquer falta de lisura a regra simples não se aplica.
7.       É meu velho, ainda não  foi dessa vez,,, a gastança continuou, e só fez aumentar com a ganancia das verdinhas, e desembocamos na pirambeira da corrupção sistêmica, organizada em voga.
8.       Mas puxando o novelo veremos o seguinte: o atual governo travou, o anterior deixou-se enlear pelo capital, FHC, Sarney, não tiveram peito para aprovar o ajuste fiscal, Collor sublimou-se no confisco do pecúlio dos brasileiros, a ditadura militar tinha a missão de colocar ordem na casa, afastar o vice de Goulart, o famoso Jango  conforme combinado e depois convocar eleições livres e entregar o pais sabatinado ao braço civil evitando as controvérsias até hoje  levantadas.
9.       Mais atrás a era Vargas promoveu a debandada do campo, a qual sobrepôs os direitos trabalhistas, e pouco a pouco foi minguando os vínculos estreitos de camaradagem até então existentes nos terreirões es de São Jorge guerreiro.
10.   A republica velha com seus empoados barões do café iam se revezando com seu café e leita e muitas vezes não davam a mínima para as classes populares, e muitas das vezes omitiam em vez de promulgar o bem comum de toda a nação brasileira.
11.   Nesta viagem simplista esbarramos em Floriano, o general mão de ferro, antecedido pelo primeiro republicano Deodoro da Fonseca, o  Marechal do 1º governo provisório, o homem do encilhamento, outrora amigo de D. Pedro II, posteriormente acordado no meio da noite, o levaram a montar seu cavalo branco para destronar a real coroa brasileira, uns dos monarcas mais respeitados, honestos que esta terra sói conheceu, que amava o Brasil deveras!!! A história registrou sua gesta de honra e honor que ninguém negou e não poderá para todo o sempre, negar.
12.   Interessante notar que o percurso do regime republicano no brasil foi entrecortado pelo subir e cair de presidentes, que acho que nenhum pais foi tão instável no quesito presidente, teve também um período curto de parlamentarismo.
13.   Enfim voltando à ordem decrescente avistamos o moço airoso Pedro I, alegre, vistoso às margens do Rio Ipiranga lançando qual imperador romano os laços fora, cortando o cordão umbilical que o prendia a Portugal, e mais remotamente Dom João  VI que se evade do reino lusitano às pressas devido a ameaça napoleônica e elege o Brasil colônia para sua morada provisória até que a bota do corso se afaste do reino trás dos montes.
14.   Entre caminhos tivemos a ambição do ciclo do ouro inaugurado com as entradas e bandeiras, os engenhos de cana de açúcar, o comercio do pau brasil, o governo geral, as capitanias hereditárias, perfazendo desde a 1ª Missa no Brasil em 1500, rezada por Frei Henrique, assistida pelos inocentes e puros  seminômades e alguns bravos portugueses.
15.   Pouco mais de 5 séculos de uma terra jovem, com sonhos latente de liberdade e bem comum, aqui muita gente nasceu, muita gente percorreu este solo de dimensões continentais, teve muita mistura de raça, uma riqueza incomparável que nenhum pais possui,  teve muita ladainha rezada ao pé do cruzeiro, muita rogação pela chuva de São Sebastião, muita prece a Padroeira a Santa de Aparecida.
16.   Muito governo subiu ao poder, muito governo caiu do poder, muitas falcatruas, muitos gestos de patriotismo na segunda guerra mundial, muito sonho arrancado em noites de traição, muitos belos gestos em hospitais, claustros, tribunas e nas ruas soberanas desta nação.
17.   E hoje tocamos com pesar o sino de réquiem por esta nação, que parece agonizar justamente naquela mãos legitimadas para promulgarem o bem comum, e tudo parece não o fizeram, hoje tocamos na sexta republica sem saber ao certo o que nos resta na curva da historia...
18.   Se haverá um sim benéfico á constituição, as leis consuetudinárias, ao bom senso, a honradez, a lhaneza, ou, ou se voltará a nação Brasil a dormir sem ter acreditado em sua própria grandeza.
Chaia Alvim Helder

São Paulo, 14/04/2016
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