quarta-feira, 11 de novembro de 2015

o poder, o clima e a realidade acordada

O poder, o clima, e a realidade acordada

1.       Considerando a performance atual  tem-se a impressão que estamos tocando o fim de uma era, objeto da ficção de tantos escritores no passado, hoje menos evoluída tecnologicamente do que se supunha, mas tremendamente má no que tange aos aspectos antropológicos, ou seja o ser humano chamado homem não conhece a si mesmo, suas origens de criatura, sua fugacidade e sua futura morada post mortem.

2.       Vemos com pesar que a ambição do poder pelo poder  o cega, o dinheiro o seduz, a fama e o mando o conduzem pelos caminhos duvidosos da corrupção; ele não serve às leis, mas se serve delas a todo instante sofismando a realidade, e de repente se dá conta de que tudo que fez foi vaidade. Sua solidariedade, discurso e pose de bom moço disfarça a negação dos direitos individuais e sociais de outrem.

3.       Não precisamos ir longe, pois na cozinha doméstica brasileira o caldeirão esquenta, As desações politicas se apresentam, a precificação das contas publicas açambarca com apetite colossal as economias de cada cidadão, e o dique da crise, discórdia e mal querença ronda a todos indistintamente.

4.       Há muito que a democracia deixou de dar sua sombra auto determinada aos seus mais de 207 milhões de filhos, há muito que o descaso com o patrimônio nacional, conquista de todos, deixou de ser gerido equânime e criteriosamente distribuído a favor da população.

5.       Um giro pelo nosso pais continente nos faz ainda acreditar em sua potencia, no calor de seu povo hospitaleiro, nos braços fortes da iniciativa privada, no talento, força e garra de nossa brasilidade, na fé que herdamos de nossos maiores, em nossa bandeira verde e amarela, azul e branca.

6.       Desanimamos ao olhar o planalto e vê que lá não reflete nossos anseios de bem comum maior, e a dicotomia entre povo e poder é algo que não nos orgulhamos, é algo que nos deprecia no concerto das nações.

7.       O brasil ameaçado pelo aquecimento global, o brasil assiste a ruína do manancial do rio São Francisco, o brasil deixa escapar de suas mãos suas reservas de minério e biodiversidade da Amazônia, o brasil deixa acontecer o vazamento sem precedentes da barragens da Somarco, pondo em risco total o meio ambiente, os recursos hídricos, a população. Um absurdo de ’62 milhões de metros cúbicos de rejeitos?????????????
( a historia triste não acabou, pois tem mais barragens por lá....!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

8.       Onde se encontram os órgãos fiscalizadores ? De quem é a competência da regulação e bom andamento social, segurança e prospecção acertada dos impostos arrecadados?
Dizem que filho feio não tem pai, estes desastres acima mencionados são de responsabilidade pátria de quem?

9.       O que temos hoje em curso é uma realidade endeusada pelo consumo, uma exposição desnecessária nas redes sociais. Muito discurso lá em brasilia, e pouco e pouco resultado a favor do bem comum , esta é a situação em que vivemos. Quando os mandatários perdem o pendulo do senso comum, a hombridade, o decoro e a fé no ser humano, sai de baixo que lá vem totalitarismo e sofismas de arrepiar o filósofo decano Sócrates, defecções na visão impoluta de Cicero, o senador romano.

10.    E na voz autorizada e prolixa do estadista  Sir Dr. Ruy Barbosa:, encerro o presente refrão na crença forte que surgirá uma outra realidade, a empírica animada pelo certo, pelo bem, pela justiça e pela verdade, que ainda encherá de poesia as tardes iluminadas do sertão, as cidades, montes, rios, regatos, terra, mar e ar e o coração da brasilidade vai pulsar em consonância com o gigante e seus mais de 207 milhões de brasileiros.

11.   ‘... De tanto ver triunfar a nulidade, de tanto ver prospera a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto.’

Helder Tadeu Chaia Alvim



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