segunda-feira, 22 de junho de 2015

nuvens espessas sob a terra dos homens

nuvens espessas sob a terra dos homens

1.      Indecisões ,  ímpetos sem noção, quase total devastação dos recursos naturais, crises existenciais na terra dos homens, é  o que se nota na conjuntura de um tempo sinóptico, perpassado de nuvens espessas, nevoas  de chumbo, e muitos se perguntam: é o fim de uma era neutrina quântica?

2.   Por mais que certo otimismo povoe as mentes, por mais que se acalente bons ventos, os vergalhões da insensatez açoitam a humanidade, falta um tão pouco de alma, e tão tudo de atitudes coletivas que realmente o nocaute à moda do esporte UFC sinaliza um vale tudo absurdo e sem controle.

3.       Muitos estudam nos bancos universitários, se tornam Phds, e simplesmente esquecem as lições de seus professores e  deixam se engalfiar  em ações duvidosas, em vez de polir o diamante de seu conhecimento em prol do bem comum maior, minoram seus anseios implícitos de lealdade, honra, e lhaneza  do mundo bom e capciosos se ajuntam a gente de carácter duvidoso na politica e ferem o direito constitucional como mudam seus trajes de festa.

4.       Infestam as repartições, corrompem as empresas e roubam do próximo ou distante o direito de se afirmar, progredir e construir para si a coletividade, o estado de direito democrático e de grandeza pátria, impedem a verdadeira construção de  um país bom para o presente, conservador  no passado e de futuro auspicioso.

5.       Então eles mesmos descem a cortina, apagam as luzes de esperança para depois acordar suas delações, e nas guilhotinas dos plenários tomam tempo e recursos, se digladiam a mais não poder, e se possível fora tomariam um foguete para fora do sistema solar, ah ah !

6.       É a dura e triste realidade brasileira, um estado federativo de dimensões continentais, de povo ordeiro, de gente sensata, mas de politica pífia e tendenciosa, malandra e corrupta. Que envergonha a bandeira, a constituição, a auto determinação de seu povo, e no descontrole geral parece almejar que venha logo a escatologia.

7.       Se as palavras são duras, não se avexe pois ao andar pelas nuas ruas das capitais e outras cidades verá a realidade, se percorrer os leitos de hospitais públicos vai pasmar, se ver os holerites dos professores e policiais vai chorar, se assistir um jogo de seu time não saberá quanta grana envolvida por um segundo de chute na bola.

8.       Tempos difíceis que mais se parecem ante  diluviano, ou da época do servo Jó:  ... que do meio da tempestade ouviu a voz do Senhor: ‘... Quem fechou o mar com portas quando ele jorrou com ímpeto do seio materno?

9.       ... Quando eu lhe dava nuvens por vestes, e névoas espessas por faixas, quando marquei seus limites e coloquei portas e trancas? Até aqui chegarás, e não além, aqui cessa a arrogância de suas ondas.’

10.   Ele o santo Jó, encontrou o caminho, e que caminho diferente dos de sua cidade, de postergado  a justo, herói de seus sentimentos e amado do Senhor. Nunca serviu  ao ‘capcha code ‘ e se envolveu com o lado forte e bom da vida que é a presença  e o temor de Deus. E ele de uns momentos tensos passou para a bonança geral, reconstruiu seu sonho, sua família e na fé plasmou sua vida e de toda a sua linhagem.

11.   Também mais tarde Saulo no caminho de Damasco vai ver esta luz ofuscante e vai ressurgir qual leão de  Judá em busca do mundo novo em contraposição direta e firme contra os desmandos de sua época conceitual.

12.   O ser humano pela sua própria razão de existir vive em uma condição frágil, fugaz e parece não saber seu destino certo. E quando enleado pelo anjo decaído, e entregue às suas paixões descontroladas faz desta vida um inferno literalmente, semeia ódios, destruições, mal querenças, intrigas, misérias materiais e morais, e será capaz de destruir o planeta em nome de pseudas ambições imperialistas de mando e poder ilimitados.

13.   Existe uma  outra face perene do mistério, ambientalizada num dia de sol no mar de Tiberíades quando o mestre na barca de Simão Bhar Jonas dormia um sono solto e salutar, e eis que aflitos seus amigos a ele recorreram estupefatos diante da rebordosa de ondas gigantes e ventos furiosos, e Jesus levantando calmamente ordenou a força incontrolada da natureza que cessasse sua ação embravecida e serenou o mar...

14.   Nossa era de tantos avanços da nióbica quântica, que enriqueceu os neutrinos, apequenou a alma da humanidade, trêfega caminha por um atalho perigoso, e nem sequer sabe em sua sabedoria pífia onde quer chegar, descarta sentimentos, trai inconsequente, consome sem cessar produtos tecnológicos, endoniza o amor, esquece-se propositalmente do saltério de dez cordas, cativa a luxuria, e tudo de ruim parece andar com ela de braços dados.

15.   Sob a cabeça dela pairam nuvens diluvianas capazes de reduzir seu pequeno sonho num fiapo de mulambo repugnante a posteridade. E quando alguém percorrer do que sobrar vai perguntar que povo habitou a terra?

16.   Ou ela, nós, você e eu abrimos nossas mentes para as profecias num grande e fraterno abraço universal ou vamos chorar, se lágrimas restarem em camas de prego de nossa própria insensatez e o desprezo hoje ao bem, belo e pulcrho será amanhã computado contra a raça humana que um dia habitou a terra dos homens, e se esqueceu do outro mundo onde habitam a vida arcana e as profecias empíricas, guardiãs do mundo bom e da perene  poesia divina.

17. O Mestre tentou ajuntar seus filhos um dia em Jerusalém, tinha um proposito espetacular para sua raça, seu povo de eleição, ele mesmo judeu de nascimento, da linhagem do rei David, viu a cidade e chorou... lágrimas de sangue, lágrimas de aviso antecipado e eles ao que parece não ouviram a voz da canção etérea, pois mais tarde viera sua destruição e diáspora interminável...

18. '... Se tivessem conhecido o dom de Deus! ' Também agora o momento é símile, e sem me apregoar de conselheiro, e na condição módica de quase poeta escrevo este tópico sem maiores pretensões. A hora arcana se aproxima e tal como a cidade deicida 'não ficará pedra sob pedra'. Das ruínas do império dos altivos Césares surgiu a civilização cristã.

19. Das ruínas do mundo hodierno surgirá uma outra era desta vez empírica, gradual e anímica e por isso que tudo está desencontrado e fora de jeito, a natureza embravecida, a terra ressequida, gente manuseando lixo, politico com febre de poder, povo sem fé, alheio a verdade do evangelho, querendo construir por aqui uma paraíso de delicias proibidas.

20. Ébrios de prazer, com a maquiagem ainda borrada da noite anterior na orgia do consumo, nem mais conhece sua face no espelho, nem mais se parece com o enfatuado ser que queria as estrelas e hoje sequer almeja uma nesga de luz.

Helder Tadeu Chaia Alvim






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