quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

'somos todos nós!'

                                   'somos todos nós"

1. Não é segredo para ninguém que as ordenações divinas são contrariadas há muito tempo, daí a razão porque esta era corre célere para o abismo. Nada está dando certo, tá tudo desencontrado, empoado, empoeirado, altamente tecnológico, hedonista ao extremo, tocando as raias do absurdo. O que mais? A cada dia aparece uma novidade velha, invencionices, experimentos e o mundo se não tá, vai ficar de cabeça para baixo e já não aguenta suas pernas trêfegas, apesar de rígidas.

2. Ah!, a felicidade é algo que se busca 12 horas. por dia x 12 horas por noite. Os apelos para o sexo invadem as casas dos brasileiros nas telenovelas. Mal termina uma película, a outra se inicia mais 'sugestiva'; nas ruas, praças e repartições as conversas monossilábicas giram em torno de nada para alcançar no máximo um pouco de nada vazio de significado, pois os bens 'duráveis não preenchem aquela sede que a alma tem de Deus e seus mistérios.

3. A política escamoteada faz desaparecer a esperança do povo, o arrojo dos jovens, a paciência dos adultos e condena os idosos a uma sobre vida de cortar o coração. Engambelam os eleitores nas ruas, nos plenários amontoam palavras nobres e na prática nada se resolve de positivo.

4. Os dois brasis estão aí, alimando as armas teóricas, de um lado o pacato povo brasileiro e seus anseios de bem comum, de outro os mandatários a serviço de causa própria, e este ano aliados à Fifa para os jogos olímpicos. Falta a uns saúde, educação, transporte, segurança a outros sobram flanação.

5. 'Senhor Deus dos desgraçados...' cantou o poeta decano há muito tempo, mas parece hoje de atualidade escrachada... No entanto paira sobre  a tez de todos uma outra realidade, se o momento é crítico, se o consumo virou fome nacional, ainda resta a esperança, aliada ao bom senso que poderá tirar o brasil do atoleiro que se encontra e fazê-lo trilhar seu caminho de volta para a casa do pai.

6. Sempre resta uma saída, aliás basta querer, e se o movimento for coletivo fica mais fácil entronizar no coração desta bela nação o bem comum maior à moda do Ubuntu sagrado da mãe África: ' sou o que sou, porque somos todos nós!'

Helder Tadeu Chaia Alvim
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