segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

secessão existencial na era mobil eged

Secessão existencial na era Mobil Eged

1. É assim: ' ... um dia se sucede ao outro, uma noite à outra.' em uma sinfonia quase interminável, comparável a uma gostosa algazarra de criança , de perder o fôlego, e de inocência primaveril. A natureza generosa e mãe de todos os viventes vai produzindo seus frutos, plantas e enzimas sem fim... Capacitada pelo Criador esbanja abundância em seus rios, mares, serras, planícies e guarda segredos em sua biosfera para revelar em ocasião oportuna.

2. Por uma ironia perversa açulada pelo maligno, o único ser que destoa deste cenário de cor, sons e vida é o seu guardião chamado homem. Ele apavora, cresce, destrói, polui, perverte, devasta a si e ao planeta. Algo anda errado em seu quintal pois em sua relação orgânico social ele troca as estações, subverte a ordem natural e nem dá bulufas para o espírito.

3. Alimenta vorazmente a mente nos bytes da comunicação e embota o fio condutor da seiva anímico empírica, colhe uma crise existencial daquelas e nesta ressaca de segunda feira estende a dor de cabeça até sexta numa interminável secessão ou fuga da realidade bio cósmica. 

4. A meu ver, e na melhor das hipóteses somente uma geração temperante, com visão de renovação, diálogo, sem perder os valores morais e éticos,  com capacidade de interação  poderá cultivar o bem comum maior e fazer dele o suporte de um mundo solidário, humano, pacífico e transcendente.

5. A necessidade encontra-se latente em sua alma, resta saber se haverá vontade e junção necessárias em pensar o 'Nós' num recomeço de verdade. A não ser assim fará desaparecer a  si e ao semelhantes ao cabo de alguns decênios adiante.

6. Sei não? Né não? exclama meu amigo Reginaldo Fonte Alta! Ele almeja ver pelas ruas paulistanas, e como deseja o dia, quiça a noite em um bar da Augusta se defrontar com pessoas resilientes, de uma alteridade franca, plugadas psicologicamente no bem comum maior, sensitivas ao que os outros sentem. Aí me confidenciou não haverá mister da alavanca pífia do consumo, pois a alma brasileira vai aflorar e contagiar  o gigante por inteiro e irá exorcismar com seu sonho, sorriso a realidade de 207 milhões em ação...

7. Ele acredita que chegará um tempo arcano em que a pátria sonhará, para depois começar na ousadia e genialidade, magia e fé, que lhe são inerentes, a voar e fazer peregrinação em demanda da sustentabilidade reservada aos mansos, pacíficos, generosos e auto determinados do mundo bom das certezas empiricas. Sei sim! É sim!
Helder Tadeu Chaia Alvim 

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