segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Santos Reis em demanda do bem comum maior

                        Santos Reis em demanda do Bem Comum Maior...

1. E eles vieram de terras distantes, se encontraram em algum ponto do inóspito deserto saariano com o objetivo comum de adorar um recém nascido, o esperado das nações, o anunciado dos profetas, o rei dos judeus. Uma estrela os precediam indicando o caminho.

2. A tradição informa que eram magos ou adivinhos, pagãos de coração puro e cheios de fé no mistério que algum astro lhes revelara, intuíram a renovação da terra pelo sangue do cordeiro, reuniram seus haveres, a comitiva com camelos e servos amigos e encetaram uma longa jornada até a cidade de Belém na Judeia.


3. Assim foi de fato e a crença popular os nomeou Santos Reis. Aqueles homens desconhecidos e misteriosos, desprendidos dos bens materiais, generosos, entraram para a história com uma boa dose de devoção, coragem e destemor.

4. Se embrenharam dias e noites a fio por dunas e areias guiados por um astro de luz pois guardavam a bela e honrosa missão de representar todo o gênero humano na manjedoura e em nosso lugar apresentar ao Deus Menino um grande salve de adoração e professar a missão salvífica através de seus presentes simbólicos de ouro, incenso e mirra.

5. Deram conta do recado com graça, leveza e unção, depois voltaram por outro caminho para evitar a maldade do rei Herodes e se consagraram na santidade como pregoeiros da boa nova entre a gentilidade.

6. Trouxeram o desejo de realizar um sonho gigante, e retornaram às suas origens com a sensação de um êxtase incomensurável  que perdurou até o fim de seus dias...

7. Semelhante é a nossa era com tantos Herodes soltos e prontos para atacar o mundo bom das certezas empíricas, por isso esta mesma terra devastada tem mister da visão dos Santos Reis, de sua estrela, e de seu jeito inusitado e arrojado de ser.

8. Na visão beatífica a missão deles se prolonga até os dias atuais e se estenderá até o cair da última folha verde anunciando o juízo final. Eles venceram, viram o menino envolto em panos sob os cuidados de Maria e José, o adoraram com um ímpeto de alegria no coração, ouviram o canto dos anjos, admiraram a singeleza dos pastores guardiões e sorriram um riso de fé e esperança sem fim... 

9. Então guardo a convicção que Deus é Deus, onisciente, onipresente, o princípio e fim de todas as coisas, mesmo os ímpios na sua loucura diabólica necessitam da sustentação de sua mão para desferir-lhe ao longo da história suas injurias. Mas o fato é que a sua justiça paira sobre as cabeças de toda a humanidade boa ou ruim.

10. E o tempo pertence a Ele exclusivamente, nós participamos de uma nesga, dado o livre arbítrio escolhemos o que fazer, o que pensar, como proceder. E os reis do oriente pensaram amplidões, agiram desenvoltamente e figuram na mente do eterno como as primeiras pupilas do mundo bom...

11. E quando soar o segundo advento na terra do reino da paz sem condições, eles estarão presentes dando um ar de glória a um tempo previsto na oração do Pater: ' adveniat regnum tuum, fiat voluntas tua sicut in coelis et in terra.' O gloria a Deus nas alturas vai estar plenamente em sintonia com a paz na terra dos homens de boa vontade!

12. Ah! insondável mistério envolveu a vidas dos reis magos do oriente, um patrício nosso: Melchior, outro da África admirável: Balthazar e o terceiro da Europa: Gaspar. Guiados pela estrela conseguiram se afirmar na fé, enfrentar os artifícios do rei Herodes, os percalços do caminho e tudo o mais... Guiados pela estrela de luz viram o menino em Belém envolto em panos e esta visão encheu seus olhos de  perene louvor. Santos Reis rogai por nós e trazei de novo à terra o hálito fresco de sua admiração!!!

Helder Tadeu Chaia Alvim

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