quarta-feira, 23 de outubro de 2013

flares proibidos da madrugada augustana... na era do X3.3

                                     Flares proibidos na madrugada 'augustana!    
                                  
          Panorama bar zileiro sob a ótica do escritor e o poeta

                 ( dedicado ao amigo  Ludwig Henrique  Ravest )



1. Vou aproveitar um hiato 'forçado' do sono para anotar no papel em branco o que me veio na mente, mais propriamente em 2 noites passadas insone. Foi no bairro onde moro no entorno da augusta paulistana. Resolveram não sei porque encetar uma obra de caráter ótico na fibra que agiliza a comunicação.

2. Não afirmo ao certo o objetivo, porém ninguém conseguiu dormir direito, uma bateção de horas a fio atravessando a madrugada vazia de sonhos, repleta de ilusões para muitos, do que não sei o que, nem mesmo a finalidade da movimentação.

3. Acordei sonhando com a minha estância Pirineus em cia de meu irmão Zé Chainha, quando jovens às voltas com a campana lá pelos arredores do Matumbu, portava à tiracolo espingarda de repetição, que loucura, ah! ah! ah! 

4. Bom, um vizinho do prédio na rua transversal à obra cantava gritando querendo abafar a barulheira do martelete no concreto outrora amado. Outra máquina parecia querer sugar o ar e dizer aguentem aí moçada que é para melhorar a ambientação, para vocês poderem falar asneiras, marcar encontros, ver as imagens fotoshopeadas em ação. E ninguém reclamava, afinal o regalo futuro compensaria umas noitinhas em claro, é obvio a mobilização.

5. Barulhos convencionais durante a noite tornaram-se comuns em algum ponto da metrópole vertical, e a lei tão ciosa do 'psiu' a eles não se aplica, pois reza o estatuto a homologação torna-se automática pela sua própria razão de uma necessidade racionada em si. 

6. O jeito é alinhavar idéias e contemplar o montante de letras se equilibrando em algum assunto silencioso e pertinente. A não ser este som infernal, já estava com saudades das madrugadas de acalanto que aqueciam minha insônia e produziam inspiração ao montão.

7. Ao longe ouço vozes em  meio à azafama tardia, imaginariamente  está sentado em minha frente alguém de semblante calmo, que me passa uma paz indefinida e demonstra querer conversar...


8. É tudo que eu queria neste momento pois sou avesso ao monólogo, uma maneira exclusivista de exercitar a individualidade e brindar a vida de influências externas, a meu ver.


9. Servi ao meu interleitor (x) chá de erva cidreira c/ leite e bolachas, uma pedida boa que aprecio nos intervalos intermitentes quando conversava com a caneta e o papel invariavelmente.


10. Lembrei-lhe que Sartre não aceitou um tal premio nobel, coerente com seu pensar deu o que falar em seu tempo de modernidade exacerbada, de comoção mundial entre  a URSS e sua intervenção na Hungria, e de outro lado os EUA e sua hegemonia clássica.


11. Apesar de discordar do filósofo tenho que reconhecer sua influência na imaginação e transcendência do Ego e como tudo passa ele passou deixando história e hoje repousa em Montparnasse com seu ateísmo e tudo  o mais. Mas de inteligencia brilhante conseguiu popularizar a filosofia e levá-la de uma maneira palatável ao cotidiano das pessoas. Pena que não se abriu em vida para a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo.


12. Antes de iniciar o diálogo prosal a respeito de uma situação de aniquilamento social do brasileiro queria agradecer caro leitor(a) pelo seu olhar de atenção, e dizer ser o máximo você estar aqui ao meu lado e confabular comigo.


13. Agora começa a prosa de salutar projeção anímica, como dizia não aprecio muito o monólogo, acho-o uma espécie de 'ego móvel' onde só cabe o motorista, uma tendência que se alastra em São Paulo em que habito. Ontem fui à Santa Casa acompanhar uma amiga que se acidentou em casa, em lá chegando ela ficou um tempo esperando em pé pois as cadeiras disponíveis eram ocupadas por cidadãos e em nenhum momento tiveram a gentileza de oferecer-lhe um lugar, mesmo ela estando com fortes dores devido a uma queda.


14. Numa cidade extensa cheia de problemas, uma dose de solidariedade amenizaria em muito sua realidade cruel e contrastante, se tornaria mais humana, acalorada e bonita. São pequenas atitudes que fazem a diferença, somadas a nação num todo fica mais fortalecida, coesa, autêntica e acalorada.Costumo dizer o que penso da situação brasileira na qualidade de simples poeta, o que for bom para um deve ser bom para todos, se não não vale!


15. Em última análise e primeira instância acredito que o brasil vai mudar um dia, antes vai sorver o cálice amargo de doidices e desacertos políticos, retratando a face de um sociedade imatura, consumista e descrente em valores transcendentais.Não se carece de um homem herói, mas há mister de  200 milhões pensando e agindo na mesma direção do bem comum total inerente a todos, e menos, muito menos discursos tolos e nada de despender o erário público e flanar nas verbas de gabinete.


16. interleitor (x) 

- Oi Poeta você que anda por aí ao léu com ou sem chapéu, o que anda pensando e dizendo seus interlocutores, amigos chegados de bar e prosa acerca do atual panorama ' bar zileiro'?

17. poeta(x)
- Meu amigo muita coisa, muita decepção, muita preocupação, muito tudo e tudo nada! 

18- Anh?


19- É o esboroamento geral da fuselagem, e vai piorar... O fenômeno de bobeira que atinge as mentes atuais, em grande parte 99,99 % deveu-se ao abandono paulatino de sua alma, um povo onde não se valoriza os professores, onde não se cultua valores maiores, onde não se acredita na prática, em Deus, onde não se deseja a vida eterna, esse mesmo povo um dia cairá escatologicamente como o império romano caiu nas mãos de Átilas e Hunos enfurecidos, os mesmos depois serviram de base para a construção da Idade da luz na visão sublime de Agostinho de Hipona.


20.(i) - Entendeu! 


21 (p) - A meu ver estamos todos mergulhados até ao pescoço num amálgama de situações intrincadas existenciais que seria quase 'impossibile' defini-las corretamente e páginas e mais páginas derivariam daí. Não sendo o propósito desta nossa conversa dogmatizar o melhor talvez fosse citar o insuperável pensador Chesterton quando indaga: ' o que vai mal no mundo?' e responde: -' Eu mesmo!'


22.(i) - Acho que um dos poucos redutos de lucidez encontram-se nas ruas soberanas poi lá o marketing elaborado ainda não conseguiu estabelecer seus tentáculos.


23.(p) - Pode parecer não crível sua observação mas carrega toda a verdade em contraponto à desfaçatez. Lá, devido a um movimento constante, a mídia não obteve exito em impor suas 'razões', não logrou mirar o povo no seu espelho, pois ele carrega consigo  uma visão convexa muito sua que contrasta com a  realidade capciosa imposta pelo marketing elaborado.


24.(i)- Pois sim! Pois não! E nada de concreto neste panorama abstrato de dimensões imprevisíveis. Joga-se tudo a favor de utopiaas que colheram malogros no passado, e nem sequer tem a ombridade de uma posição crítica séria e bem fundamentada in rebus. 

25.(p)-Mantém um espécie de incubadora de desinformação para confundir e vedar os conscientes coletivos de expressarem seu desacordo tendo em vistas a mudança radical da situação a favor do bem geral para o povo, maioria absoluta e interessada na condução exata dos destinos de uma nação continente chamada Brasil.


26.(i)- Por mais que queiram não conseguirão ludibriar a todos no mesmo tempo e de repente os cordéis afrouxam sua campana e a vaca vai para o brejo literalmente, ah 1 ah 2 ah 3.


27.(p)- Absurdos e mais absurdos acontecem e quase ninguém fala nada. O episódio recente envolvendo o 'Instituto Royal', foi um deles, as experiências com animais é inaceitável, no caso dos beagles, cães dóceis, foi constatado mau tratos conforme a imprensa divulgou, e os ativistas valorosos invadiram o tal instituto e resgataram os beagles, um belo gesto que ficará marcado em nossas memórias para sempre! O que a Consea subordinada ao Ministério de Ciência e Tecnologia vai opinar e deliberar vai ser outro capítulo.... Pois estamos de olho...


28.(i)- E com os recursos da alta ressonância magnética, da ciência quântica dos neutrinos desnecessário se faz estas experiências monstruosas em seres inofensivos, eles estão querendo encurtar um caminho e obter lucros exorbitantes.


29.(p)- Sacrificar animais é anti ético, vai contra a orientação de um ser supremo que ao criar a natureza 'viu que tudo era bom', exceto o coração do homem ambicioso a ponto de Caim matar Abel...


30.(i)- Será o que leva o ser humano que deveria ser humano a tais aleivosias espantosas?


31.(p)- Não tem explicação racional máxime numa era tão evoluída tecnologicamente a não ser uma influência preternatural do anjo decaído que destila no planeta o veneno de Jouda Iskariotis.


32.(i)- Isso mesmo, e por força do paralelo torto o aplicativo foge da 'normalidade' usual e raia à beira do caos institucional, com seguidores assíduos à mesa da desagregação pan mundial. Será?


33.(p)- Muitos julgarão ser ácido úrico este diálogo proibido da madrugada augustana que se estende indefinidamente. Mas não apoquente sua cabeça que o pior está por vir, uma congruência de causa e  efeito  deletérios  que  não tem como conter sua avassaladora destruição do planeta que será perpetrada por aquele que deveria  ser  o  guardião  interessado  de  sua preservação: 'o homem sapiens'. 


34.(i)- Nossa poeta assim você me assusta e vou me servir de mais chá de cidreira. Vim aqui hoje para ouvir versos calmos da ventania, pé de amora, da roda animada dos colonos, das rogações em maio florido e você me oferece uma rima fria?


35.(p)- Tá, entendo seu ponto de vista mas nestes tempos difíceis do perigeu de uma era enfatuada de modas, moldes e aberrações de toda a monta, que gostaria de montar no alazão e fugir  nas asas do vento impetuoso para outro planeta, quiça constelação e levar juntos meus amigos chegados e o que restou de razão e fé na face, peito e coração da nossa amada mãe terra. 


36.(i) Entendo, mas não pode, só tem suas rimas e suas canções de desespero e os segredos arcanos da visão, o que acontecer com nossa mãe nos envolverá de permeio...Se o dom da vida nos presenteou com a existência vamos prosseguir até ao talo e tentar juntos na união tentar reverter esta situação...As teorias passadas deixaram a desejar ou na melhor das hipóteses quem as concebeu não as viveu à exaustão do amor fraterno universal...


37.(p)- Fico impressionado, como a gente se ilude na vida, corre atrás de quimeras, sonha sonhos impossíveis de realizar, e que nunca terá lastro na realidade que deve ser. O que importa mesmo é direcionar ações, mais ações em prol do irmão, resguardar o talento inerente de cada um, valorizar deveras o esforço, depois disponibilizar mais e mais esperança na mesa, mais abastança de cultura, oportunidades iguais no plenário da existência humana.


38.(i)- Outro dia em em meio a uma prosa animada na mesa 18 alguém cutucou uma frase em latim:" Quomodo est obscuratum aurum." Sim refleti depois na expressão e apliquei-a ao hoje!


39.(p) - Hummm...interessante!


40.(i) - Obscureceu-se na política o senso comum do serviço à pátria,intenções escusas corromperam a ética, a justiça e a responsabilidade social se ativeram somente aos discursos eleitorais.


41.(p) - É bem isso!


42.(i) - É Thad, infelizmente a lhaneza no trato das coisas públicas ficou aquém da realidade.


43.(p) - Na esfera civil uma espécie de anestesia tomou conta da veia opinião pública, a propaganda massiva do consumo sem responsabilidade sustentável salta aos olhos e compromete a vida no planeta. A educação, a cultura, a saúde, a segurança, o transporte, gêneros de primeira necessidade de qualquer país que se preze ficaram relegadas ao descaso.


44. (i) Obscureceu-se na família a nota ponderada de sua missão, crises, conflitos de gerações, imposições descabidas, egoísmos exacerbados, e a total descrença nos valores da alma, transformaram-na à nível espantoso na aglomeração de corpos justapostos pela casualidade da vida sem nada além de sua visão material. Isso para não entrar no campo enviesado dos modismos sexuais tão em voga, propalados a torto e a direito.


45. (p)- É preocupante a falta de identidade nacional, o abandono paulatino dos valores pátrios e morais, a artificialidade da mídia, a falta de tino administrativo dos dirigentes políticos, o blá, blá, blá, que inunda nossos ouvidos. As reservas de generosidade, heroísmo, solidariedade se encontram em seu nível mais baixo, e muitos se perguntam é o fim?


46.(p)- Na era do X3.3 os flares estão em plena atuação e equivalem a não sei quantas bombas de hidrogênio, e na melhor das hipóteses interferem na ionosfera como ocorreu recentemente conforme relato da Nasa. E de repetente a nossa era tão fotoshopeada, desenvoltista, realista e pragmática poderá ser redesenhada não pelo homo robótica mas por um Ser Supremo que poucos conhecem mas cuja a glória o espaço sideral canta e canta com fôrça, leveza e simetria perfeitas.


47.(i)- É toda uma realidade a ser construída desde os alicerces que necessariamente deve passar pela alma...


48.(i)- O grande fracasso da humanidade foi te-la descartado do seu cenário social e individual, um erro crasso que hoje está atingindo o clímax do absurdo.


49.(p)- Parece que não deu certo sua performance, suas panaceias politicas, sua ambição, e a própria religião difundiu não as verdades eternas, mas a esperança do homem pelo homem e o ouro das boas intenções e ações obscureceram... a tal ponto que muitos opinam estarmos no fim dos tempos.


50.(i)- No panorama doméstico a avacalhação na política atingiu níveis inaceitáveis para o senso comum, tanto que as ruas irromperam em junho passado e as manifestações da reserva moral da nação na pessoa majoritariamente dos jovens mostraram seu desacordo e o governo piou miúdo costurando acordos e mais acordos.


51.(p)- Sim acho que foi 'uma boa ideia' de onde partiu o pontapé inicial de um coração que somados a milhares começo a grande restruturação da nação a partir das ruas soberanas.


52.(i)- Foi bonito, muito belo de ver e participar deste oxigênio novo onde a verdadeira face do Brasil apareceu querendo mudanças verdadeiras e assustando muita gente 'aplantonada'  nos plenários da política, ah! ah! ah!


53.(p)- A visão e gestão das coisas públicas viciou-se numa espécie de levar vantagens e encastelaram-se na democracia, envolveram-na de artimanhas que para desatar esses nós teremos muito pano para manga até que o bem comum maior volte a ditar as normas conscienciosas da auto determinação dos povos.


54.(i)- Éh, amigo de longa data, das conversas amenas na mesa de bar, tão bom seria se o que fosse bom para 1, fosse excelente para mais de 200 milhões!!!


55.(p)- Mas a fase ruim vai passar, se vai e uma outra geração mais antenada está surgindo e aos poucos vai envolver esta realidade, e a exata história vai se escrever por ela, com ela para ela, será questão de tempo mais longo ou menos de acordo com a evolução da alma coletiva que despontou nas ruas e sabe bem onde quer chegar, quando isto acontecer o seu consciente saberá conduzir tudo para a felicidade do novo e para a grandeza que nossa dimensão continental guarda no concerto das nações, e isto se dará de uma forma natural, homogênea, sustentável e sem as disparidades da hegemonia distorcida atual.


56.(i)- Não haverá mister de pseudos salvadores, de lentes phdadas, pois o esforço, a união, o calor brasileiro, será medido em função do bem comum, do talento inerente a cada cidadão, aquele mesmo que bradou: 'pois sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor...' lembra-se. E nós estávamos lá  e vimos tudo!


57(p)- O Gigante ouviu, acreditou nele, se emocionou, e desejou o grande retorno às suas origens pátrias, e o ouro começou a brilhar e deixou após si um frescor que há muito não exalara, um frescor da transparência nacional, a única que pode salvar o Brasil, o imenso país da pacatez, que começou a reagir de um modo ordeiro e firme, dentro das leis constitucionais e que desafiou o golias impertinente e deu o que falar aqui e lá fora.


58. E a madrugada aos poucos vai definindo sua atmosfera tranquila e o diálogo se estende sem hora de terminar por dois ilustres desconhecidos da mídia, mas de corações atentos e pulsando forte outros ventos favoráveis...


59.' É desejar para ter', firme na confiança Brasil, '...que teu lindo dia vai chegar..'Será um nova primavera florindo os campos e as cidades e dizendo valeu a pena esperar para presenciar um outro Brasil, soberano, lhano, probo, solidário, pacato, feliz e vigilante...


60.(i)-Bem isso considerando a cidade de São Paulo, sua verticalização, seus habitantes nação, seus anseios de mundo bom, sua facilidade impressionante de interação, parece tudo juntar num só lugar gente, costumes, raízes universais, faltando só um belo gesto da política, suas contas criteriosamente em dia para seu Brasil brasileiro deslanchar nos desígnios a si confiado por Deus e nada mais!


61.(p)- A capital bandeirante de fato e de direito sustenta sua bio diversidade cultural e ainda guarda reservas que vão surpreender num futuro próximo, eu acredito e sei que vai acontecer, mesmo que muitos dirigentes políticos pintaram e bordaram e ainda estão correndo atrás do resta da tinta,ah! ah! ah! Chegará uma hora que o fenômeno osmose tomará conta do tecido social e permitirá com exclusividade a passagem da água cristalina sem pesar na alma da nação brasileira e nem surrupiar seu erário em proveito próprio.


62.(i)- A lucidez será premiada, a boa iniciativa aplaudida, as ações direcionadas para o bem de todos sem discursos tolos e os miasmas, ora os miasmas 'gentilmente' encaminhados para o ralo solitário da história...Lá não terá mais as facilidades desta era ionizada, mas trevas sem fim, iodos a temperatura insuportáveis,e com um detalhe na cia de anjos decaídos e para todo o sempre!


63.(p)- Si, vero! 


Aqui termina o diálogo imaginário da madrugada e o barulho continua infernal, haja chá de cidreira com leite! Valha-nos Deus! Coloque Senhor o Brasil nos trilhos da luz, daquela claridade benfazeja que brotou do berço de uma criança, de um príncipe da paz, de um Deus humanado por nós homens,e que tem as soluções salvíficas na palma de sua mão.


Helder Tadeu Chaia Alvim 











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