quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

o observador virtual...

1. Olhar o movimento, um ato simples que se afigura qual uma cascata de idéias, um mar sereno,uma tempestade na enseada fria. Cavaleiro das rimas indomadas, na garupa do vento impetuoso, olhando a paisagem no trote cerrado e apressado, sem saborear a sua matula, no gosto amaro da inspiração. Nesse sentido parecem não andar, voar...

2. Tantas coisas assomam à mente do observador, umas desmentem, outras assumem o vazio: 4ª feira de cinzas e nada de novo no ar, a grande ordem universal quando virá, quando o tempo soberano vai enlaçar os corações e aos borbotões a verdadeira paz sem arranhaduras vai vingar? Quando este espectro  de realidade dará lugar a calma construtiva?

3. Quando ela vai restaurar as raízes da terra, hoje devastada e assombrada por tantos ismos sem nexos? Ou as cinzas representam o final? Não cabe às rimas definir, apenas assuntar o movimento, cabe ao tempo soberano intuir as ações humanas e delas auferir a era que a mesma terra almeja.

4. Ah! o tempo como defini-lo se ele próprio é a definição da vida, já ponderava o poeta Fernando Bermudez: "Se não houver um observador hum milésimo de segundo ou cem milhões de anos serão a mesma coisa!"



5. De preferencia aquele que amaina ventos e tempestades, que deu graça ao colibri e amou os lírios do campo.O mais passa, todos somos de existência poesica, se longeva, mediana ou curta são detalhes na contingencia de uma via interrogativa.



6. Hoje o pó anda, amanhã o espírito retorna às  origens e mais tarde assumirá o corpo glorificado na ressurreição final. Daí a beleza da imposição das cinzas sinalizando o início da quaresma e  a conversão ao evangelho.O 'Ad quo ibimus- está presente num apelo direto aqueles que se deixam tocar pela graça do Nazareno.O mais serão especulações de uma matéria finita que mais cedo ou mais tarde descerá à tumba fria de suas ações.


Abraços de união
Helder Tadeu Chaia Alvim
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