quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

habemus

1. Enquanto isso, nós os que vivemos de olhos abertos despertos, abrimos nossas mentes para um sonho certo, vemos com fôlego preso que a pátria amada, máxime nos grandes centros urbanos , mais propriamente em São Paulo não tem sonho para uma parcela de seu povo. E quando não se sonha mais, dentro da alma morre-se um pouco cada dia que amanhece, e cada noite que anoitece o coração aperta e chora um pranto sentido e indefinido.

2. Ah! o Brasil que exporta nióbio e estanho a dá com o pau, muitas vezes não tem ganho para seu morador de rua, ele vive sem rumo, sem banho, carente de alimentação adequada, a margem das ruas e calçadas, de olhar vago a esperar algo que não chega, a ver passar tanto progresso, cego para ele, faltoso do necessário do necessário, sua dignidade se foi, o lixo o aguarda para amealhar algumas latinhas ou algum outro material a reciclar.

3. Que papelão de uma sociedade preocupada a mais não poder com seus iPods, iPhones de última geração, que se comunica na velocidade de um raio, e passa ao largo do semelhante de fugaz destino, sem arrimo, fogão e teto aconchegante, sem companhia a não ser seu cão solidário a qualquer peço.

4. Sim, a grande e opulenta metrópole que esbanja charme nos shoppings centers, nas passarelas e ruas motorizadas com seus possantes veículos de ipis reduzidos, a grande cidade que se vê iluminada pela luz de neon e deixou-se esquecer da estrela de Belém, uma cidade imensa mobilizada em torno do dinheiro e bem estar material, que a cada dia verticaliza seu sonho concreto.

5. Que sem abrir mão de sua expansão imobiliária poderia criar condições para solucionar este quadro dramático e triste em que vive o morador de rua. Mas, mas Aquele que nasceu numa estrebaria de animais se fosse levado a sério traria a solução num piscar de olhos neste crepúsculo sombrio do ano que se finda com tantas interrogações. 

6. Afinal, não podemos esquecer "que o aniversário  é Dele e não de Thomas Edson" como lembrou alguém alhures.Tão bom seria se a grande cidade acordasse no albor de 2013 e exclamasse de verdade: 'Sursum corda, habemus ad Dominum: Corações para o alto, nós o temos no Senhor!'.


Postar um comentário