quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A face do mal na cidade de Newton...

1. Cada tempo tem seu Adam, de carácter frio, calculista, fechado em si mesmo,que  forja para si um mundo sombrio,doentio; assassino em potencial, após deliberação e preparação sai para matar e destruir tudo ao seu redor.

2. Gosta de jogar uma espécie de game dos infernos, escolhe seu alvo, ajunta sua munição e plaft, plaft, plaft.É um covarde excêntrico, em vida percorre a região das sombras, sem face encarna o mal e se transforma num destruidor. Procura o alvo fácil em escolas, atira contra jovenzitos indefesos.

3. A inocência o incomoda, a felicidade de outrem não suporta, e transtornado lança mão do projetil para destruir os sonhos que ele nunca sonhou.A simbiose social o acabrunha de tal maneira que se fecha à toda  possibilidade de convívio.

4. Um tempo que desenvolveu ao extremo a fibra ótica, que manuseou o neutrino, que focou o absurdo, não aqueceu a alma e propiciou o surgimento destes monstros da insanidade mental. 

5. O perfil de Adam não é exclusivo da América, ele aparece aqui e acolá trazendo em sua mão a destruição do semelhante. Ele não mede forças com um inimigo de igual para igual. Na sua aparente fôrça carrega o medo,se emerge das sombras é somente  para matar.

6. A luz dos olhos bons o ofusca de tal modo que quanto mais jovem for mais cedo dá cabo da vida de outros e de si mesmo. Foi o que ocorreu recentemente em Newton e que sangrou o coração da América e o nosso.

7.Não há mais o que falar... Enquanto os santos inocentes descem à sepultura pela sanha maldita deste novo Herodes moderno, um véu espesso de tristeza e dor cobre o rosto dos que sobreviveram...

8. Há sim muito o que rezar em união com todas as famílias enlutadas de Newton, máxime quando a manjedoura transborda seus primeiros raios de cristal: 'Pater noster qui es in coellis, sanctificetur nomem tuum... Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen'

Helder Tadeu Chaia Alvim
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