segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Quando o vento sopra flores...

quando o tempo sopra flores...

1. E eles estavam lá na Avenida Paulista no dia vinte e nove de setembro de 2012 protestando contra a propaganda eleitoral irregular, e foram criativos, irreverentes e transformaram cavaletes em obra de arte. A moçada foi transparente e dissera a que viera, bem diferente daqueles politicos brasileiros que fazem da nobre função de representar o povo, um polpudo arrimo de vida.E para espairecer os vemos astear a bandeira equivocada das cotas ideológicas.

2. Que vergonheira geral em nome do povo para o bem de poucos que se regalam com as delícias da Res Publica.É impressionante a agilidade em criar mecanismos de controle sobre a vida dos cidadãos. Parece que sofreram reveses e as coisas no panorama nacional começam a mudar com as recentes condenações do STF ao mensalão.

3. A moçada deixou seu recado e conclamou a cidade de São Paulo 'a mostrar sua cara', uma cara autêntica e não este arremedo de composições ora em curso na política nacional; e eles deixaram claro 'que a arte também critica', de olho ocuparam a avenida paulista, ' vote em ti ', '... vc pode alhear-se da discussão, mas não dos resultados...' E foram articulando slogans: ' ser devoto não é dar seu voto.' E interrogaram: ' porque somos obrigados a votar se estamos numa democracia'?'

4. 'Menos cavaletes, mais ciclovias, bicicletas, bicicletários, e mais respeito. Compartilhe a rua, respeite a vida, melhore sua cidade # Use Bike'. Sem dúvida a avenida ficou mais colorida,nula de poluição visual momentânea, leve, com um sabor futuro de mudanças e seu perfume ainda hoje perdura no ar...

5. Foi um sábado dos anjos, alegre com promessas de um brasil bom, justo, solidário; com tonalidade triste, os carros continuaram a  roncar forte, poluindo o ar, sem raciocinar nos seus volantes de cobre... Mas naquela manifestação arrojada pulsava o coração de todos os brasis, presente nela, passado ao largo e futuro de tempo melhor e verdadeiramente soberano para 200 milhões de nós...

6. Pois, quando o tempo sopra flores, tudo começa a clarear... Que acha? E um pouco de perfume fica nas mãos que tangem a arte... Novas diretas? Não! Indiretas direcionadas àqueles que tem a luz e não sabem fazer uso adequado dela... e malbaratam um tempo precioso que escoa a passos largos para a definição do bem e implosão do mal.

7. Quisera fazer uma galeria permanente de exposição destas iniciativas que pulsam nos corações destes jovens irmãos brasileiros, a reserva de generosidade da nação que amamos e não vemos a hora de chegar um Brasil de fato para todos os brasileiros.

8. Um Brasil em que a linguagem esteja em perfeita sintonia com a realidade, em que a transparência, ética deixem de ser palavras de um mero discurso eleitoreiro mas encontrem lastro saudáveis nas ações, e que o politico ao representar os eleitores sirva de coração patriótico à sua elegibilidade das urnas soberanas.

8. Um brasil que afaste  montagens, lobbyes   e ensaie sua verdadeira face no concerto das nações, que seja grande não em espezinhar sonhos, mas em superar suas dificuldades, e a mancheia  espalhar oportunidades iguais, solidificadas na sabedoria que vem do alto.

9. Um brasil que afague a todos, que brilhe um brilho novo, não de maquiagem, mas de autenticidade, um brasil que não despreze seus valores morais e cívicos, mas os enriqueça com a nova geração de filhos devotados à sua causa de nação soberana, um brasil que possua políticos à altura dos grandes desafios do século XXI.

Helder Tadeu Chaia Alvim 
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