quarta-feira, 12 de setembro de 2012

intuir ou opinar?

1. Hoje acordei com uma disposição  de escrever um complemento sobre o Santo de Hipona, acho que vou opinar! - Fique à vontade! - Ah! Obrigado! Quando a gente se detém a analisar o movimento das civilizações que nos antecederam vemos que do período Um da era cristã até ao ano 500 era maciçamente Roma que comandava os destinos do mundo conhecido.

> A palavra na época de Agostinho de Hipona já existia com os gregos e romanos mas ele, grande poeta a transformou em inspiração; quando Deus pousou sua mão suavemente sobre sua cabeça, do papel bruto de seus escritos saiu um hino de louvor a cortejar o tempo, a rimar fugacidade com devoção,a perscrutar a verdade, por isso a genialidade de sua concepção, a atualidade de seus conceitos e a perenidade de seu valor.Inspirado nesse mestre humilde vou prosseguir consigo nesta jornada rimando sinceridade com amizade e verdade!

2. Pensando bem acho melhor sair da opinação, largar mão da intuição e partir para fatos concretos e históricos.Pois opinar pode ser um ato de carregar para o papel impressões;intuir é interpretar subjetivamente fatos e acontecimentos e constatar se encaixa neste perímetro como a dedução à luz do passado e presente. Não se enquadra a previsão por se tratar de um dom que vê com acerto o futuro, diferente do palpite.

3. Neste cenário da pax romana um anjo foi enviado por Deus à cidade de Nazaré, na Judéia com a missão de anunciar que as profecias a respeito do Messias estavam prestes a se realizar. Maria, recebeu o anuncio que fora escolhida para ser sua Mãe e que o Espirito Santo a preservaria e após dar à Luz por milagre continuaria a ser virgem. Ela fora concebida sem a mácula original desde o primeiro momento de sua concepção no seio de sua mãe Ana.

4. Aceitou na humildade de sua graça, entoou seu canto de alegria que perdura até hoje e os planos de Deus se concretizaram em Belém, com o nascimento de Cristo. Os reis do Oriente souberam em sonhos que iria rair uma nova era de paz, perdão e redenção do gênero humano. Partiram logo de suas terras guiado pela estrela e com grande comitiva chegaram na manjedoura e adoraram o menino Deus, junto com os pastores e o coro angelical.

5. Uma lufada de ar fresco e salutar soprara na terra convulsionada e a esperança brilhou novamente nos corações dos homens de boa vontade. A maldade tentou impedir estes desígnios pelo edito de Herodes ao matar os primeiros santos inocentes, mas o anjo em alerta máximo avisou a José pai adotivo da criança -Deus e juntamente com Maria fugiram para o Egito.

6. Serenada a tensão com a morte do emissário maligno retornaram à sua terra e o menino sob a guarda de José, sob os olhares maternos, da melhor e mais pura de todas mães, cresceu em idade e sabedoria até se manifestar nas bodas de Caná com o primeiro milagre antecipado a pedido de sua mãe.

7. Iniciou a sua vida pública aos 30 anos de idade, arregimentou discípulos, escolheu doze dentre eles e os nomeou apóstolos e continuadores de sua missão salvífica. Veio ao rio Jordão e foi batizado por  seu primo o Batista, que dentre os nascidos de mulher foi o maior como afirmara Jesus. Depois começou a percorrer a Palestina entre os lirios do campo, o mar de Tiberides, Cafarnaum, Tiro, Sidon, Cesaréia de Felipe,Jerusalém entre outras regiões.

8. A maldade que não dormia, voltou suas baterias contra o Nazareno e na pessoa dos fariseus urdiram sua banição com o pretexto de salvar seu povo eleito. E a gôta d'agua foi quando Jesus ressuscitou seu amigo Lázaro.

9.O príncipe da paz afirmou para que veio, e não pestanejou em desmascarar o farisaísmo daqueles que deveriam por honra e dever apresentar ao povo o Messias,o grande esperado das nações.

10. Compassivo perdoou a pecadora arrependida, curou cegos e leprosos, fez andar os coxos, ressuscitou o único filho da viúva de Naim e fez prodígios tais que estas parcas linhas não caberiam de tanto explanar.

11. Realizou milagres, ensinou o povo, percorreu vales e montanhas operando o bem e foi entregue nas mãos dos seus inimigos. Era mister passar pela crucifixão para abrir com a chave da cruz a morada eterna.Após o consumattum est tudo ficou aclareado e na sequência bendita Jesus Cristo, o salvador ressuscitou, ascendeu ao céu, enviou o Espírito consolador a 12 homens, reunidos com os discipulos no cenáculo e dispostos a continuar sua obra salvífica.

12. Concedeu-lhes e a seus sucessores legítimos poderes espirituais suficientes para aplicar os méritos do seu sangue a todas as almas até a consumação dos séculos, quando a última lágrima for derrramada, a ultima folha cair anunciando o apocalipse derradeiro.

13. De origem divina, um diferencial sui generis, a Igreja católica detém as promessas de Cristo, tanto que por mais dificuldades, crises, apostasias, perseguições as portas inferi non praevalebunt adversus ea.Já em 325 Saão Silvestre I convocou 1º concílio em Nicéia para definir seus cânones, afirmar a sua fé na divindade de Cristo e redigir o símbolo das apóstolos, compêndio da fé católica.E serão ao longo da história da Igreja até hoje 21 no total.

14. E aconteceu desse jeito sempre, enfrentou no inicio de sua jornada 10 perseguições, uma mais cruel que a outra, se viu nas catacumbas, na pessoa de seus seguidores foi jogada nas arenas e despedaçada pelas feras, decapitada, deportada e mesmo assim sobreviveu no amor de Cristo.E esta religião desde o começo teve seguidores santos como Antão do deserto(ano 271, o pai do monaquismo e uma das maiores figuras do inicio da era cristã.

15. Estamos intuindo o tempo passado, o tempo de Pedro e Paulo, de Agostinho, de Gregorio Magno, das encruzilhadas da história, e percebemos que Cristo Jesus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade esteve presente sempre, estará agora e no futuro. A grande força da Igreja consiste neste fundamento. O tempo passou para todos eles, para reis, descobridores,déspotas, para todos, mas Deus permanece in aeternum.

16. O tempo soberano sugou reinos e nações, modificou paises, abriu espaço para o edito de Milão, levou homens a se converter, a fundar mosteiros e instituições de caridade.A fazer da terra, na medida do possível e impossível um lugar que espelhasse o paraiso.Haja vista São Bento de Núrsia e sua fundamental Ordem dos Beneditinos.

17. Lá pelo ano de 410 Alarico invade Roma e a hegemonia de então passa para outras mãos 'toscas' e fortes, que vão passo a passo aderir o cristianismo com todas as responsabilidades morais e sociais culminando com a conversão de Clóvis em 493, esposo de Helena, santa e piedosa. E 'in hoc signo vinces' pela visão da cruz ele vislumbrou a fé e a religião de Helena e mudou a história para o bem.

18. E o tempo foi burilando gostos, gestos, ações, a sociedade foi se estruturando mais e mais e Deus o senhor absoluto do tempo, pacientemente esperou para  prevalecer sua oração perfeita.Do ano do declínio do império romano passaram mais  5 séculos de formação, guerras,dominações,erros,acertos.Vale dizer que santos houveram para conservar viva a luz da fé em todas as gerações e o tempo saudou o 2º milênio com esperança renovada.

19. Anteriormente aconteceu um fato, um conjunto de interferências divinas, que podemos nomeá-las de graças especiais intensas. No dia 25 de dezembro de 800,durante a missa de natal, Carlos Magno é coroado imperador do Sacro Império Romano germânico pelo Papa Leão III. Carlos, grande propagador da fé católica muito contribuiu para a conversão dos bárbaros.

20. Carlos Magno foi Imperador da unificação da Europa, ia na frente de batalha, lutava com sua espada, incentivava as artes, as ciências. Fez um reforma ampla no império, mudanças políticas, sociais, educacionais e monetárias e preparou as bases da Idade Média.

21. À partir do ano 1000  o tempo registrou  5 séculos de luz, dado o alcance desta era que saiu da barbárie, e começou a praticar a filosofia do evangelho, expandiu a fé católica para o oriente, reconquistou a Terra Santa, fundou mosteiros,elaborou conhecimentos, construiu castelos e Igrejas, reorganizou a sociedade, equilibrou corpo e espírito.

22. Esta era conheceu muitos e muitos santos e se debruçou sobre as temáticas de Agostinho com ardor, zelo e devoção.Viu florescer outro gênio da metafísica e teologia: Tomás de Aquino, o santo da razão, da prudência, do belo, das definições geniais.Francisco de Assis, o santo da humildade.

23. Lá por  volta de 1500, a maldade urdiu novo jeito de ser, bolou um novo estratagema e instruiu seus emissários da Terra, soprou nos ouvidos de alguns homens-chave uma saudade danada dos valores pagãos na arte, cultura e modos de ser...

24. Fez com que o homem medieval cansasse de admirar, aposentasse suas armaduras; os clérigos a batina; o rei a coroa; os nobres a função; os pagens o serviço. O tempo assistiu a tudo impassível e veio o declínio.Enquanto o Brasil e o novo mundo se abriam para a Evangelho, a Europa retornava com ardor ao classicismo grego e ao antropocentrismo, ao positivismo.

25. A partir deste parágrafo pretendo detalhar século por século,a performance deles em linhas gerais a título de sinopse, sem a pretensão de tornar esta postagem autoridade no assunto, mas a pedido dos leitores  falar o que me impulsionar a inspiração.

26. Se este texto carrega minha opinião, ele está aberto para interação e discussão do assunto sem apegos ou exageros de expressão. Vamos adentrar na zona primordial de entendimento da era atual, a que conhecemos, pois vivemos em meio aos desencontros,desentendimentos globais, problemas, guerras X alta definição tecnológica, informação em tempo real, acesso democrático ao consumo, aquisição de bens, facilidades, bem estar para uma parcela e mal estar para outra, marginalizada da sociedade.

27. Nosso tempo controvertido é herdeiro direto do renascimento que surgiu no ano de 1500 na Europa, mais propriamente no eixo Florença, Veneza, Roma e Milão e se espalhou para toda a Europa reformulando conceitos científicos, enfatizando o corpo humano, exacerbado a razão e deixando a alma, as verdades eternas e a fé para segundo plano.

28. No lugar das catedrais, surgiram os teatros, dos feudos, o burgo, das perspectivas filosóficas, o homem humanista como centro do universo. Em lugar do homem contemplativo anterior, surgiu um novo projeto em curso, a cultura hedonista, do prazer, e do endeusamento pessoal, não diferente das passarelas e novelas atuais.

29. Glamour, fama, prestígio foram as palavras mágicas que embalaram a sociedade do sec. XVI.Em lugar dos esmoleres, apareceu a figura pródiga do mecenas, protetor das artes renascentistas greco-romanas.

30. Com mão de luva, os emissários agiram tranquilamente e executaram fielmente os planos traçados na mesa ardente dos lugares inferiores, sem negar totalmente os valores medievais, aglutinaram aliados importantes no clero, nobreza e povo, quando o tempo anunciou a virada do século 16 para o 17, Deus já estava quase banido da sociedade, e em seu lugar via-se confortavelmente sentado, o homem, sua individualidade, racionalidade e seu exacerbado rigor científico.

31. Contabizadas as perdas, o tempo não esmoreceu, analisou friamente os acontecimentos anteriores, assistiu Martinho Lutero e suas teses de livre exame das escrituras na dieta de Worms,uma roupagem costurada,semeando o germe da desagregação, arrastando príncipes na sua revolta contra o papa e a Igreja Católica,e seus pretextos infundados da salvação sem as obras.Uma negação do primado de Pedro que culminou em afronta à graça e aos sacramentos e às verdades reveladas e seguidas pela inerrável tradição apostólica.

32. Nada passou desapercebido no cômputo inexorável do senhor tempo, que deu tempo ao tempo para saber qual que  era a do livre e solto arbítrio. Aqui entre nós, particurlamente, sabemos que acoitado por pretextos existentes no clero e seus desvios morais, estava em jogo um orgulho sem precedentes contra tudo que era divino. 

33. Por outro lado o tempo sorriu pela primeira vez ao contemplar Inácio de Loyola em Pamplona e sua reação posterior aos erros teológicos nascentes.Viu Nóbrega e Anchieta e o futuro promissor para a fé em terras de Santa Cruz. Viu a ameaça turca ser destroçada em Lepanto por D. João d'Austria em 1571.Viu o concílio de Trento definir verdades, Xavier em Indias e Oriente extremo e sua fé de admirar.

34. O tempo desembarcou no séc. XVII mais confiante e seguro de si, mas com uma pontinha de apreensão, conjugou todas as suas informações e quedou cabisbaixo, recordou o endeusamento da matéria em curso, as teorias antropocentricas gerando utopias e mais utopias, a industrialização in fieri,seus lucros absurdos, as descobertas ultra-marítimas, o acúmulo de gente nos grandes centros urbanos da época e o progressivo abandono de Deus.

35. Uma pausa para se torna obrigatória, até porque o tempo amigo às vezes sofre de insônia e se põe a perambular a esmo, e eu, solidário com ele caminhando no silêncio contemplamos o Nazareno na cruz levantado, olhamos nos seus olhos de dor e vemos o redentor da humanidade, que amou os homens a ponto de se deixar pregar numa cruz.

36.  Os cristãos desterrados, mortos, estraçalhados no coliseu, martirizados com santo Inácio de Antioquia, Sebastião e Jorge Guerreiro. A Hóstia sagrada levantada renovando incruentamente o sacrifício da cruz;  o declínio do império de Rômulo e Remo, os bárbaros afiando espadas, Carlos Magno, Roland e Olivier, nas plagas da doce França; o tempo assistiu radioso a amostra grátis do que seria o reino de Deus na terra dos homens com o florescimento da Idade Média.

37. Sem ilusão, a perdera havia muito, o tempo olhou de soslaio, mineiramente desconfiado o borborinho do renascimento, sua intenções intrinsecas e o ano de 1600 que se alongava e parecia querer eternizar-se nas pinturas de Sandro Boticelli, Leonardo da Vinci e Michelangelo. Atento ao movimento o tempo viu todos descer às suas tumbas frias e receber a glória ou a danação segundo suas obras que só cabe  ao juízo supremo definir.

38. Cabe ressaltar,se me permitir amigo que acompanha meu raciocínio, com sua agradável presença e atenção, que pode postar no comentário a sua opinião, bem vinda em toda e qualquer situação, que o tempo que repetimos, leia-se a medida de Deus,não afiançou o movimento do renascimento, nem podia pois era uma atitude vazia, que a pretexto da arte trazia em seu bojo o germe da negação de Deus, da estrutura feudal da Idade Média, das conquistas daquela era, que não pode-se negar  fez fôrça e elegeu a melhor parte, e o seu mérito não lhe será tirado jamais.

39. Uma era de luz, que fora abortada categoricamente e fez a humanidade retroceder, perder sua essência, e na hora que estava para dar frutos para a posteridade, encaminhando o pensamento e ação para o bem de todos, se viu pulverizada a favor da individualidade cega e deletéria ao bem comum.

40. O ano de 1700 não trouxe muitas novidades a não ser a revolução industrial, o iluminismo, a corrida do ouro entre outras, esta última no Brasil fez eclodir a inconfidência mineira, uma espécie de bastilha à brasileira.A cidade dos homens como preconizava Santo Agostinho, enleada em guerras, ambições, traições, injurias, injustiças estava novamente em curso e se estenderia sine data, deflagraria revoluções, fabricaria, bombas e canhões.

41. O homem, sempre o homem, este pó que se move, quando se afasta da luz, gera trevas totalitárias, absolutismos absurdos, ditadores monstruosos,capazes de virarem o mundo.Nero,Robespiere, Napoleão, Hitler são a demonstração da intolerância. O primeiro incendiando Roma, o segundo, implantou o terror em França, o terceiro em suas conquistas descabidas e o quarto engendrando o pavoroso holocausto.

42. Teve agitações sócios políticas, a revolução americana e sua nova constituição democrática de 1787 e uma dúzia de sublevações espalhadas pelos quatro canto do mundo.

43. Em 1789 explodiu a revolução francesa que iria alterar os rumos do mundo, o movimento derrubou a monarquia, guilhotinou a familia real, espalhou o terror sanguinário e desestabilizou o que ainda restava de harmonia social na França.

44. O século XIX trará para o tempo contrastes descomunais, será saudado com a era dos inventos que transformaria a cara do mundo, a tecnologia desponta: o telefone, telégrafo, a fotografia, a nitroglicerina, o dinamite, as armas, 'automóvel elétrico'o motor à diesel, a gasolina, o dirigivel, são todos uma pequena mostra do poder de invenção que este século moderno carregou.

45. Carregou também influenciado pelo iluminismo muitos disparates políticos e sociais, muita exploração do homem pelo homem, o capitalismo expande e norteia as ações, bancos, industrias detém o poder e influenciam os governantes.O laicismo surge e aliena o homem de Deus.

46. E o tempo viu que Deus olhava para a terra e registrou as aparições de Nossa Senhora em 18 de julho de 1830 à mística Catarina Labouré,  em La Salette, nos alpes franceses à Maximin Giraud e Mélaine Calvat em 19 de setembro de 1846;  em Lourdes, na gruta de Massabiele a Bernardette Soubirous em 11 de fevereiro de 1858. Não passariam 59 anos desta última  aparição e Nossa Senhora se manifestaria em Fátima, Portugal em 1917 a três humildes pastorinhoS:Lúcia,Jacinta e Francisco Marto.

47. Avisos, sinais que as coisas não estavam tão bem assim num mundo altamente modernizado e que carecia da fé divina, que cria na fé humana.O pecado aparece claramente em contraponto à vontade divina,e acumula sobre a cabeça dos homens castigos, guerras,e uma série de infortúnios, até aniquilamento de nações.

48. O século XX já despontou com aprensões, que foram se alastrando para toda a  parte semeando largamente a luta de classes e o ódio declarado a Deus. A Rússia tornou-se bolchevique e uma cortina tolheu a liberdade de milhões de pessoas, matou e deportou em nome desta mesmo liberdade sagrada milhões de outros seres humanos,irmãos nossos.

49. Vieram a 1ª grande guerra, a 2ª também, armas quimicas foram testadas, o átomo enriquecido despejado em Hiroshima e Nagasaki, por sinal as duas cidades mais católicas do Japão; Hitler enfurecido causa o horrivel holocausto e o mundo quase que acaba, e fica plantada a semente danosa da intolerância, que no decorrer de todo o século XX dará frutos péssimos que envergonha as nações.A União Soviética dominará povos com Lênin, Stalin e seus sucessores, contabilizando milhões de gente morta em nome do regime comunista, e Mao na China não ficarpa atrás no sacrificio da vida de seu povo, pelo poder.

49. 'Serenada a paz' no papel, o movimento continua, os desacertos se avolumam, a violência cresce e as tensões adquirem um caracter mundial de novo com a recente onda de atentados às embaixadas ocidentais na África e Oriente Médio. Que matou o embaixador dos EUA na Líbia e mais três americanos.O estopim teria sido um filme sobre Maomé. É inaceitável que estas provocações ocorram num mundo onde sobram intolerâncias e o esforço deve focar a paz, a democracia e a concordia dos povos.

50. E a reação de grupos extremistas esteve acima do que deveria. E só serviu para colocar mais lenha na fogueira.Considero inaceitável esta película veiculada na mídia, não cabe no mundo hoje tais provocações e de muito mau gosto.Não se faz chacota das convicções religiosas de nenhum povo.

51. E as autoridades de seu país de origem devem estar tomando as providências cabíveis, pois não se trata de liberdade de expressão séria e sim charges ofensivas às convicções dos mulçumanos.

52...No instante que escrevo é possível ver o acerto das aparições marianas e dúvidas não pairam mais no ar, aliás nesta atmosfera sufocante em que nos encontramos, só uma mente do mal poderia ter engendrado tantos estragos ao ser humano, tanta devastação a nível planetário do eco sistema a favor de sua 'pródiga evolução', tantos males à sua alma, roubando-lhe sua inocência e fé.

53. De modo que ou vai raiar para a terra desolada algo novo, autêntico mesmo ou estaremos no fim. Algo novo entenda-se o pater noster vivido em toda sua extensão transcendental de harmonia, paz, solidariedade e amor. Pois tratados, acordos, diplomacia e entendimentos que alijem de sua pauta Deus, estará longe da nova ordem universal.

54. E Agostinho de Cartago viu isto com clareza ao afirmar:'...que cada coisa adapta-se não só a seus lugares, mas também a seus tempos, e que tu, que és o único eterno,  não começaste a agir depois de infinitos espaços de tempo, porque todos os espaços de tempo - passado ou futuro - não teriam passado, nem viriam se tu não agistes e não fosses permanente.! (confissões - livro 7, cap. XV).

55. Então a grande sacada hoje não é ter conta bancária gorda, contatos, doutorados e influências,não! É ser humilde e reconhecer a supremacia de bondade de um Deus que tem planos maiortes para esta terra e seus habitantes que criou à sua imagem e semelhança e resgatou com o sangue de seu filho amado.Tanto que insistemente veio na voz da Mãe dos séculos futuros, alertar ainda quanto é tempo.

56. E o gênio da santidade e coração universal continua sua preleção: '...Os sábios gloriam-se disso, e se desvanecem, e com ímpia soberba afastam-se e se eclipsam de tua luz. E, prevendo com exatidão o eclipse verdadeiro do sol, não vêem o seu, que já está presente.'(Confissões- livro 5, cap. III).

57. E hoje atualizando as fórmulas quânticas da alta definição nióbica, o homem tem informação em tempo real, domínio quase absoluto dos elementos e deixa escapar aquela partícula de imortalidade jovem que é a sua alma.Se deixou enlear 'pelo mal - privação do bem- e chegou ao seu limite: o nada e ergueu contra Deus  os chifres de uma falsa liberdade.'

58. Ah! se in fieri tivesse compreendido a grandeza  e valor dela pela ótica do Criador estaria anos e anos luz adiantado e não se arrastando em crises intestinas e insolúveis ao seu poder e alcance limitado. O homem, um ser em forma de pó que ao menor sopro da vontade soberana de Deus, dilui-se em água e evapora-se.

59. E o tempo alima seu destino para soprar novos ventos, mesmo que for preciso sacudir o movimento para restabelecer o equilibrio no planeta ele o fará no seu tempo certo que não cabe intuir ou opinar, cabe só esperar que após as incertezas deste tempo  nosso, outro virá, pois o chanceler de Deus, o tempo criterioso, não desviará o seu curso nem um milímetro da hora acertada com o 'Único Lampejo'

60. E os homens na sua totalidade poderão exclamar fazendo suas as palavras do profeta de Hipona'...Quem somos nós, e como éramos? Que males tivemos em nossas obras, ou, se não em nossas obras, em nossas palavras,ou se não em nossas palavras em nossas vontades!

61. Mas, tu, Senhor,bom e misericordioso, puseste os olhos na profundeza  da nossa morte e purificaste com tua destra o abismo de corrupção de nossas almas.

62. Tratava-se agora apenas de não querer o que nós queríamos, e de querer o que tu querias.' ( Confissões livro 9, cáp. I).'... E - depois - subir do vale de lágrimas, cantando o Cântico Gradual'.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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