segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Composição

1.- O amanhã começa hoje! - Pera lá, enlouqueceu de vez? - Não! Quase! É dureza falar de um Brazil que não deu certo, que caminha trôpego, que tinha tudo para decolar. Um país continente, de riquezas não potencializadas em atos. Uma nação de povo cordato, acolhedor,displicente, alheio muitas vezes às querelas de Brasilia. Um povo que vê passar diante de si, com tristeza, bois, boiadas, que assiste estático a manufaturação de tachos e mais tachos de marmeladas para servir à sua política doméstica.

2. O que consola seus olhos cansados é que está vindo uma nova geração, mais autêntica, democratica, plugada no bem, mais generosa e ciosa de mudanças radicais. Ela vem com a missão de esvaziar a pança de muitos e saciar a fome e sede de justiça de quase duzentos milhões de brasileiros.

3. Na atmosfera pairam interrogações, nuvens carregadas ameaçam a prática da democracia, muitos querem mapear o brasil em novas sesmarias políticas, e não refletem a vontade da maioria. De composições em alianças o espresso tomou outros itinerários e não passa onde o povo está.

4. Por outro lado, auscultando o anseio popular, se dependesse dele, nos gabinetes, nas cátedras, nas repartições, nas ruas, a única composição possível e passível de aplausos seria na união pelo bem comum, no respeito pela constituição, no culto aos seus valores pátrios e na transparência fiscal das contas da Res Pública.

5. Cada um no seu canto, cada canto limpo e sabatinado, em cada canção um louvor, em cada louvor um grito de júbilo, em cada júbilo uma prece com a cara de todos, fomentando a Grande Harmonia na Diversidade.

6. Quantas palavras! Faltam ações e auto - afirmação de uns, sobram ganhos superfaturados, faltam investimentos em àreas de segurança cidadã, educação, saúde, transporte, sobram discursos vazios de uma demagogia sem nome. E o povo passivo a tudo assiste, uns se revoltam, outros se consolam na aquisição de seu automóvel e há quem na dicotomia entre sociedade e política declara nos cafés e botecos ser tudo igual, dizem.

7. Não vamos discutir religião, política e futebol, continuam dizendo, mas a conversa vem sempre à pauta, pois está tudo entrelaçado. A religião nos liga à Deus, fim último da jornada terrena, por mais que protelamos o assunto ele vem à baila. A política está inerente á vida do cidadão, ele necessita dela como o pulmão precisa do ar fresco para sobreviver. O futebol, ora nem precisa falar...

8. Neste momento da história brasileira, um dos mais críticos, quando a democracia periga na pacífica decisão do STF, em que a desconfiança se alastra das ruas para os gabinetes, mais do que nunca precisamos nos apegar à nossa carta magna, a constituição, mais do que nunca precisamos de união em torno de objetivos comuns e dar a resposta à altura nas urnas soberanas.

9. Precisamos cobrar dos mandatários legitimados pelo voto popular, a que vieram, se for para tosquiar o Brasil, nem vem que não terão nosso voto, mas se quiserem fazer florescer a verdadeira lã da democracia: sejam benvindos!

Helder Tadeu Chaia Alvim
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