sexta-feira, 20 de julho de 2012

O concreto e o abstrato na era do Kindle total e a poeira cósmica batmaniana

1. Definitivamente temos à mão mais de um milhão de livros disponibilizado pelo Kindle. É muita informação, muita notícia, um acervo colossal e o mundo depois dele não vai ser o mesmo. Depois do iPad e afins muita novidade paira no ar e as empresas detentoras da patente aguardam o momento certo e lançam suas inovações. É uma guerra não de bombas e canhões mas para aliciar o consumidor e garantir sua fatia no mercado cada vez mais globalizado.

2. Neste imenso panorama de tudo e nada as definições territoriais, se assim posso me expresssar, já não contam e caminhamos para a centralização de um pan mundo diferente. Os avanços tecnológicos ligam tudo, ligam todos na conectividade total.Diriamos uma era de expansão da poeira cósmica .

3. Ao poeta compete escrever no lirismo de suas evoluções, utilizando-se dos mecanismos da inspiração para atualizar os novos conceitos inovadores que projetam nuvens para um novo mundo kindliano e robotizado quando o concreto e o abstrato se fundirão num só conceito universal. Quando isto acontecer atingiremos a curva da história e abrirá para a humanidade dois caminhos e caberá a ela decidir entre o mundo bom ou os dias avassaladores  das trevas.

4. É com tristeza cortada de alma, que este blogger e seu autor mínimo comentam o recente e trágico epísodio em Aurora/Denver/Columbine/Colorado em que um atirador matou mais de uma dezena de fãs do Batman no cinema local. Que horror, que dor, que ato vil que só em pensar dá arrepios de revolta e lamentação. Fomos embalados pelo Batman de várias eras, criação de Bob Cane e Bill Finger, o herói de Gotham City a fustigar os bandidos e fazer justiça.No entanto o contrário aconteceu na vida real daquela cidade e ceifou na maioria jovens com um futuro promissor que  a mão armada de uma mente assassina não poupou.

5. Em tudo e por tudo mais uma razão de desejar e pugnar pelo mundo ideal da era batmaniana da ficção, repleta da verdadeira democracia, da justiça de oportunidades iguais, do bem estar diversificado e abrangente, da tecnologia a serviço da grande paz e harmonia universais. Isto é o que importa, não adianta ter à mão aparelhos de última definição se a violência explode nos quatro cantos do mundo e não escolhe nem lugar nem horário para eclodir e redesenhar o crime e a maldade.

6. Gente sensata, enquanto estamos nesta conversa, tentando estender a poeira cósmica, as nuvens densas de preocupações pairam sobre a terra, a mesma terra saida das mãos do Criador e grande artífice, o engenheiro por excelência, de direito e fato e o grande poeta das  poesias indizíveis. Pois bem dado o livre e solto arbìtrio esta obra monumental tem sido sistematicamente conspurcada pelo homem e a alma da criação pisoteada sem dó e piedade ao longo de sua existência.

7. Então deduzimos que todo este cabedal de conhecimento e avanços quânticos serão tudo ou nada dependendo se os rumos tortos serão endireitados a tempo da grande via se apresentar abismal ou salvadora. Enquanto isso estas rimas abstratas pretendem continuar concretas anotando acerca da semiótica atual com olhos postas nas certezas empíricas e perenes, aquelas que nosso espírito não tocam  mas existem de fato na mente de Deus.

8. Hoje, vinte de julho, dia do amigo, dia do amigo do ar: Alberto Santos Dumont que provou ser possivel com o 14 Bis, avião híbrido mais pesado que o ar, poder voar em 1906 em Paris. Louvo o Google que preparou um doodle especial ao pai da aviação, um brasileiro, que por justa honra está ocupando o lugar  que lhe é devido neste invento que revolucionou o mundo.

9. Engenheiro simples, inteligente, amigo da Princesa Izabel no exílio na França, após proclamada a  república brasileira, Santos Dumont, uma mente rara a serviço da humanidade e da tecnologia nascente. Desgostoso ao ver seu invento ser utilizado na 1ª grande guerra e na revolução constitucionalista, talvez por estas razões ou por pressões e injustiças outras, tenha suicidado em Guarujá em 1932.

10. Morre o poeta e fica a fama, no caso de Santos Dumont, fama boa, um excelente nacionalista de mente progressista e antenada em avanços tecnológicos para o bem da humanidade inteira e que em vida teve a decepção amarga ao ver seu invento ser utilizado para matar, espezinhar aquela mesmo humanidade que ele queria indistintamente salvar. Se tivesse vivido mais algumas décadas então se apavoraria ao constatar na grande máquina de matar que seu invento se transformou nas mãos da insensatez do poder.

11. Se existe um futuro para a terra, ele se apresenta sombrio e avassalador, do jeito que tudo anda desencontrado e fora de jeito. É hora de dar uma para, observar o movimento, analisar o fomento e refletir a quatro mãos o que queremos e para onde rumamos. Para uma saída de luz ou para a implosão coletiva da humanidade? Escolhas, sempre escolhas e quais serão feitas pelos homens que atualmente detém o poder mundial?

Amigo, um cordial e caloroso abraço de união!!!

Helder Taderu Chaia Alvim
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