segunda-feira, 11 de junho de 2012

cultura e dialetos urbanos

1. A cultura está morrendo e parece contraditória a afirmação, tá ligado!. No entanto não o é se consideramos sua perenidade através dos tempos, como enfrentou a pax romana, a orda dos bárbaros, a renascença, o iluminismo, os bolcheviques, e hoje está perecendo de um mal incurável que nem o esforço dos filólogos, linguistas poderá reverter o quadro assombroso qua a carcome de dentro para fora.

2. No passado muitos engrandeceram-na de forma brilhante e reconheceram sua origem no Lácio, através de seu idioma belo e culto, onde se expressaram Guimarães, Machado, Bilac, Lobato, Castro Alves, Cecilia, Casemiro de Abreu, Mena Barreto, Rui Barbosa, Jorge Amado e tantos e tantos outros de quilate indiscutivel e pena agil a serviço da cultura brasileira.

3.  E Camões, Pessoa e Saramargo que tão bem se expressaram e deixaram um patrimônio intelectual de sumido valor histórico que atravessam dias e noites, meses e anos, décadas e séculos na imortalidade própria que lhes é devida.

4. Mas, mas a galera atual, por falta de continuidade dos bancos escolares e mesmo por falta de entusiasmo da geração que os precedeu, não está sendo educada nem um pouco na cozinha destes gênios da escrita e por falta de uma visão clara estão enveredando perigosamente para a linguagem dos dialetos, pgb.com ou qualquer coisa do gênero não identificado, sacou!

5. Triste de uma nação que não cultua sua lingua, mais cedo ou tarde irá sucumbir debaixo das botas compressoras da eletronica e suas intrigadas ferramentas que assanham a mente dos mais jovens com intensidade de um tsunami acultural e devastador, pois amolece  a alma e as reservas sadias de um futuro perene, sem falar da alienante telinha de frivolidades sem conta, do culto do ter, do corpo e beldades botoxeadas ou miradas pelo fotoshop milagreiro.

6. Os grandes nomes da literatura nacional, escritores vivos, parecem receber igual tratamento de indiferença- o bagulho é louco - Temos de magistral e notória competência: Arianno Suassuna, Luis Fernando Veríssimo, Caetano Veloso, Jabour, Paulo Brito, Alberico Rodrigues, Ligia Guedes, entre outros, vozes altissonantes, amantes da lingua e cultura brasileira até a medula de seus ossos e mentes integras.

7. Neste papo direto, a falta de viés tornou-se contundente e bruta e daqui alguns anos vai nascer uma outra forma de comunicação assemelhando-se aos grunidos do homem da caverna, na diferença lógica que na cabeça dos nossos ancestrais os bites corrosivos ainda não tinham sido inventados pela nano tecnologia das frases curtas e cifradas., morou. 

8. Ops! Se você se dispõe a se fazer entender, antes observe os gestos da moçada e dependendo da tribo urbanoide que frequentar vai suar a casaca para se fazer entender. Na melhor das hipóteses leve um tradutor bilingue: português e dialeto urbano, mano!

9. Firmeza! Aqui não vai nenhuma critica a quem se utiliza desta conversação, vai uma observação do que percebo na espontaneidade desta rimas livres, e confesso que transito assiduamente no meio da moçada, com a maior tranquilidade, percebo neles um coração de ouro, uma atenção muito boa, e meus versos encontram lá acolhida que não receberiam na roda de eruditos.

10. A nossa cultura em si é rica na sua diversidade, raizes e comunicabilidade, e do jeito que anda se refugiando nas gostosas poltronas das bibliotecas dos academicos brasileiros de letras, perdeu o contato com os demais e eles, os doces neo bárbaros, em contrapartida inventaram o seu dialeto próprio, esperando na sombra sem face definida um lugar ao sol na brasilidade de seus iguais direitos.

11. E se não houver um movimento de raizes convicto e suave, daqui há alguns lustros seremos forçados a mudar o nome do nosso querido idioma para portubragloba. Duvidam? Eu nem um pouco e a responsabilidade será perante ao juízo da história daqueles que detinham o prestígio e conhecimento de fazer algo sério e duradouro e não o fizeram.

12. Na era do tudo à mão, o pensamento e a reflexão são coisas do passado das estantes empoeiradas, infelizmente são fatos constatados. Vivemos atolados no movimnto da automação, dos resultados instantâneos, da ausência da alma, da carência de afetos, da pertinência dos poderes públicos em não agir e da omissão dos lentes da cultura.

13.Àqueles que lerem este relato simples vão entender o que simplesmente digo e complementar a seu livre arbìtrio ou deixar de lado como mais um texto carregado de imperfeições e fora do capitulo. No entanto foi dito o que foi dito para desencargo de consciência.

14.Vivemos na grande Urbe de problemas muitos, de gente sensata, de jovens plugados na era on line extremada, mas que darão razão àqueles que expuserem a necessidade de crescer com sustentabilidade cultural e sem desfigurar a lingua do lácio, amada, origem de nossa jornada, que no começo nos enlaçou com a perfeição de suas curvas, charme de sua sonoridade e beleza de sua conjugação ímpar e expetacular.

Amigo, que considero mentor, este texto está em construção, aguardando de coração aberto a sua interação... Entendeu!!!

Helder Tadeu Chaia Alvim


 








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