terça-feira, 26 de junho de 2012

Convulsões x preservações na era insustentavel

convulsões x preservações de uma era insustentável.

1. Época atípica essa, a nossa, tudo corre na velocidade dos bites soberanos e não se tem a chance de digerir os acontecimentos que se avolumam diurnos e depois tornam-se um passado sem face, um presente toldado de um futuro incerto. É tudo uma confusão só, agora entendo a torre da Babilônia bíblica e seu Nabucodonosor. Não entendo porque apearam do poder um presidente legítimo no Paraguai, nosso vizinho irmão que tanto gosto e tenho amigos às pampas no face das amizades online sinceras.

2. Entendo a preocupação do Google e seu projeto pioneiro de preservar as línguas e dialetos da sua extinção, passo louvavel e passo ao não entendimento da Rio+20, que encerrou decepcionando a todos pelo seu não posicionamento firme em face a destruição do planeta que está sendo levada a cabo sistematicamente pelo homem do progresso e consumista de nossos dias, que com uma voracidade inaudita vai derribando florestas, poluindo rios e assustando o planeta com suas ingerências descabidas.

3. Mas, sustentar o que? A alma do mundo está com febre alta e ressente de convulsões, abandonou o Cristo das dores salvíficas e se embrenhou para a aceleração de um crescimento sem vísceras sadias, voltou as costas  às coisas certas, aquelas que sói a graça divina pode oferecer e malogradamente se saciou do vazio das teorias do ter e sacrificou o ser na fornalha de um ceticismo perverso.

4. Nem cem Rios+20, nem mil chefes de estado conseguirão solucionar a questão da sustentabilidade que vem se arrastando a anos na burocracia destas reuniões sem objetivos definidos. Dão uma satisfação pomposa ao seu respectivo povo e grupos envolvidos na preservação ambiental de larga escala e nada mais que isso. Vão na canetada criando ministérios e mais ministérios, comitês e mais comites e virou moda ser politicamente socio- planetário do verde e cia. Salvem isto, salvem aquilo mas não venham acabar com nossas regalias e comodismos.

5. Como se o Eterno Ser de bondade precisasse de diretrizes, como se o Criador do universo que ajuntou estrêlas, semeou a vegetação, cuidou dos rios e montes, planicies e florestas, tudo a contento necessitasse de rotas e rumos. O homem é que precisa olhar para o seu interior, deixar de lado o egoísmo, e voltar a abraçar todos os seus irmãos viventes com um grande e continuo gesto de solidariedade e a partir daí tudo mudará, pois a letra mata e o espírito vivifica sempre.

6. Esta é a restauração que se espera do momento atual, cheio de crises, guerras, violências, desencontros absurdos, confronto de egos universais e carência extremada do calor humano, daquele calor que o Homem de Nazaré do alto de sua natureza divina bradou um dia as margens da Galileia:Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para vossas almas atarantadas de tanto desejo material. Uma só coisa se torna necessária procurar o reino do amor e tudo, tudo o mais, inclusive o verde virá por acrescimo.

7. E por não entender esta busca seca pelos acréscimos que resolvi deixar anotado este esboço e outros mais que virão. Os homens poderão virar para cima, para baixo, para o lado, mas as angústias e as finitudes, proprias de sua essência o acompanharão inelutavelmente. Daí a necessidade de temperar a balança dos seus sentimentos e lembrar que existe a vida espiritual acima de sua condição humana e a mistura do profano com o divino sempre lhe cairá bem.

8. É amigos, não entendo tantas coisas e vou encerrar esta postagem em meio às perplexidades hodiernas que pululam por toda a parte e  sem entender nadica de nada finalizo, não sem antes perguntar ao silêncio pesado da mídia em torno do assunto candente ora convulsionada, ora preservado, ora sem sustentação. Porque? A não ação efetiva a favor da mata ciliar? Porque? O não direcionamento para a produtividade de grãos que atenda às necessidades de bilhões de bocas? Porque? O desfalcamento sistemático das reservas da bio-diversidade do planeta em que habitamos, respiramos, construimos nossos sonhos? Porque?

9. O silencio em torno das mãos que reciclam, dos rostos que suam, máxime no quintal do Brasil continente? Porque o paulatino desmatamento da amazônia brasil, justamente nesta hora cyber gloriosa e evoluída dos nióbios quânticos, dos neutrinos acelerados? Da tecnologia da altíssima definição, dos satélites mapeadores com seus olhares clínicos de precisão de gráficos impressionantes?

10. Assim se apresenta a realidade diante de nossos olhos cansados e desesperançados quanto ao futuro da Mãe Terra, objeto dos desvelos criadores do Deus supremo. " Senhor Deus dos desgraçados..." Até quando sua obra prima se verá conspurcada pelos homens sem noção. Já é o fim ou não. A quem recorremos? Quo vadis.? Pois o semelhante, o mais das vezes só tem palavras de grandeza pífia e não fala, e não pensa e não age coisa com coisa...

Helder Tadeu Chaia Alvim
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