sexta-feira, 16 de março de 2012

rimar é uma forma interativa de amar...

1. A ausência de camuflagem torna-se patente à medida que estas rimas avançam despretenciosas mirando seus objetivos sonhados, não um sono tolo e pesado, mas um sonho leve desde o ano 2007 quando se lançaram à procura de significado para sua existência fátua.

2. Muitos atropelos pelo caminho, muitas noites em claro tentando idealizar mundos, mudar os  rumos de um universo em versos de uma cidade que não existe numa atmofera adversa não escrita mas sentida intensamente.

3. Rimas daqui, rimas de lá, finalmente elas se encontraram no blog soberano do Google, e perceberam que não estavam sós, e que poderiam interagir com outras de igual para igual e conhecer a luz de outros paises, ser acessadas em outras partes e completariam alhures  o mosaico que lhes faltava.

4. Puseram-se a repetir palavras, que sairam de seu âmago contido, sintonizaram-se com outras irmãs camaradas,na companhia animadora delas adentraram em jornadas insólitas, descobriram-se nas crônicas torquatianas e encontraram no discurso poético um prazeroso campo de conversas animadas.

5. Amealharam alguns aplausos, numerosas críticas veladas, quando não foram ignoradas, mas enfim na sua incessante busca por respostas, não arredaram pé do mundo bom e impulsionaram com folgada contemplação este que carinhosamente alcunharam o poeta do caos, do nada em ebulição.

6. Gritaram alto contra as malvadezas desta era de alta definição tecnologica, de incertezas de alma contenciosas, lutaram sem tréguas pelos seus conceitos tomistas, visitaram Platão, Aristóles, Cícero, Virgílio, Homero, Sócrates e Agostinho de Cartago.

7. E no extremo de sua liberdade deliberada, clamaram pela paz, justiça, igualdade social, solidariedade e amor ao próximo, irmão objeto de  seus cuidados redrobados.

8. Haja texto, haja termo, haja viés que não procuraram entender tirando folga, espremidas no trabalho, cultivando com carinho o olhar daqueles desamparados da sorte, repartiram seus cigarros, enguliram seu pigarro, esbravejaram contra os pedófilos, contra a violência ao sexo frágil, a falta de oportunidades aos jovens de todas as cidades brasileiras.

9. Desacordaram com a política assistencialista, cabrestista de votos, contra leis inìquias que solapam da sociedade o respeito pelo nascituro, pelas leis divinas, pelos ultrajes à Mãe de todas as mães, a Virgem Negra de Aparecida. E num amplexo longo e caloroso de satisfação entoaram a Ela preces e mais preces de devoção.

10. Preocupadas com o rumo torto da humanidade, se incluiram penitentes, e procuraram advertir na sua módica condição sobre os perigos que rondam o planeta, sobre a devastação desenfreada de sua bio diversidade, fazendo eco aos cientistas e lentes no assunto,  acenaram para a última travessia do ser humano, nas potencialidades de amor de sua alma imortal se palmilhadas em vida na fé e temor de Deus, soberano senhor do tempo.

11. Choraram com palavras sentidas  entes queridos, vitimados este ano pela violência, pela intolerância, pela discriminação, alegraram-se com a inocência estampada na face da infância, com os sonhos da juventude sadia, com os avanços da ciência quântica dos nióbios, com a esperança de um mundo melhor e acalorado no bem para a geração atual e póstera.

12. Não postergaram elogios às iniciativas sérias da sociedade, aos anseios dos ciclistas nas cidades e sertão do brasil brasileiro, o respeito pela idade senil, detentora de experiência e sabedoria inauditas.

13. Esperaram atitudes serenas, coerentes dos detentores legitimos do poder tendo em vista a sagrada soberania dos povos, a harmonia ético cultural, a abastança na mesa dos pobres e desvalidos da sorte.

14. Enfim, enfim conjugaram passados, presentes e futuros na busca singela da sintonia perfeita rimando todos os corações, rimaram o bom riso, choraram o pranto amargo das grandes decepções universais e bafejadas pelo vento norte não esmoreceram e peregrinaram no juízo interativo dos cliques solidários que receberam de muitos lugares e países, que hoje emocionadas agradecem primeiro.

15. Para além, muito além desta escrita que termina agora vislumbraram o semblante de paz perene, do coração manso e humilde de Cristo que no mais belo gesto da história rimou sofrimento, sangue, água com amor e do alto do gólgota salvífico perdoou na pessoa do Dimas toda a humanidade e deixou sua cruz santa encimando a luz da eterna felicidade.

16. Para além, muito além da atual realidade, fatos, convulsões, tramas, dramas da natureza embravecida ressoaram em seus ouvidos a voz de um Deus Redentor: 'Pai, perdoai-lhes, pois nunca sabem o que fazem...' Perdoai estas rimas se elas não souberam se expressar à altura de sua grandeza...

17. Dessedentai-as e ao seu mínimo autor, aos seus amigos leitores, esparsos pelo mundo afora, na sede de verdadeira justiça social, caridade e amor ilimitado ao próximo, objeto de seu osculo infinito de calor divino.

Helder Tadeu Chaia Alvim

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