quinta-feira, 29 de março de 2012

A poesia sumeriana e o adversus

1. E a marcha pela paz Síria - que almeja dias melhores  para seu sofrido povo - encerrou seu brado às 14 hs em frente ao Masp. Uma luta que perdura um ano inteiro e recebe o apoio da opinião pública paulista. Que ironia vivemos nesta era da alta definição nióbica quãntica e a mão que despeja em vez de rosas, mortes e ódio contra seus filhos, prestará contas mais cedo ou mais tarde à humanidade inteira ou ao lado bom e reto que restar  dela, sem mencionar o tribunal inafiançavel de Deus.

2. Estas rimas e seu autor mínimo não poderiam calar, pois estão onde pessoas tem fome e sede de justiça, solidariedade e calor humano. Amam do fundo de seu coração os seus irmãos que ora estão em extrema aflição na Síria, sofrendo perseguição e lutam pela democracia contra um governo despota e tirano, sonham com um outro país, pacífico, moderno e engajado em soluções de melhoria social para a maioria de seu povo, manso e cordato.

3. Se hoje o poder de um homem só, mata, destroe, rouba de seu povo a auto determinação e não acompanha a evolução dos tempos, amanhã será diferente, bem diferente desta realidade triste e acabrunhadora de corações, que se abateu adversus uma nação inteira.

> A inconformidade é uma situação de extrema alerta, em Deuses, Túmulos e Sábios, C W Ceram descreve um outro governante e sua postura bem oposta à de Bashar:

4. Por volta do ano 628 A.C um rei Assírio deixou sua marca de lealdade e proteção aos mais fracos ouçamo-lo: ... O poeta exalta Assurbanipal: 'Descansaram as armas dos inimigos rebeldes, os condutores de carros desatrelaram suas parelhas, repousaram as lanças pontiagudas e aflouxaram os arcos retesados.

5. Os violentos que faziam guerras aos seus adversários foram abatidos, dentro da cidade e da habitação ninguém tirava pela fôrça os bens de seu camarada, em todo o âmbito  da terra nimguém fazia mal a outrem.

6. Quem se punha a caminho solitariamente percorria são e salvo estradas distantes, não havia ladrão que derramasse sangue, nem se praticava qualquer ato de violência. Todas as terras eram domicilios seguros, como fino óleo eram os quatro cantos do mundo." 

7. Vou encerrar e para tanto trago Ceram de volta, ele com seu olhar atento perscruta a história e revela um outro rei justo:

"... Foi Hammurabi de Babilônia ( 1955 a 1913 A.C ) o primeiro legislador da história, afim de que os fortes não prejudiquem os fracos, de que os orfãos e as viúvas sejam tratados com justiça na BabilÔnia, até mesmo no templo E. Sagila, mandou escrever as suas preciosas palavras numa estela e colocar esta diante de uma imagem de si mesmo como o rei de Justiça."

Abs de união,
Helder Tadeu Chaia Alvim
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