terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Luzia de Siracusa

Luzia de  Siracusa
1.  Treze de dezembro, um dia espetacular! Porque a razão de tanta euforia? Serão as compras das boas festas? A data usurpada do missal romano a favor das gastanças e canseiras das lojas abarrotadas de gente adquirindo o brinquedo da criançada?

2. Não, definitivamente desde que me conheço por gente, e faz tempo que não rezo nesta cartilha enviesada. Não acho certo aproveitar-se do calendário natalino, das poesias do Deus Menino, pegar carona no transcendental mistério de um Deus encarnado no seio puríssimo de uma Virgem.

3.Maria, a mais santa das criaturas, que com suas prerrogativas mantém sua pureza primeira e oferece ao mundo pagão o divino de suas entranhas. é assunto por demais sublime, e tudo indica que o mundo atual não percebe as finezas deste mistério de grandeza e enlouquece seus atos e enriquece os bolsos da industria e comercio insaciáveis. 

4. Fazer o que? Muita coisa que não seja consumir compulsivamente. Lembrar que estes presentes que ofertamos a um ser querido é de tradição adquirida da era colonial de nossa república, ex império de Pedro II e Isabel a redentora e tem sido para lembrar o aniversário de Cristo a luz divina que veio alumiar as trevas do paganismo e instituir o reino de amor, compreensão, resgate, perdão com vistas a realização do maior negócio da história de todos os tempos: a salvação da alma.

5.Veio para que o profano se assemelhasse ao soberano. Ele, um Deus ao nascer na manjedoura pobre e esquecida de Betheleem, trouxe-a para o centro da mídia universal e quando muitos desconhecem, negam e conspurcam o sentido do verdadeiro Natal, outros, mais inteligentes, e consoantes com o mundo bom e sustentável do ponto de vista celeste cantam as glórias deste fenômeno por excelência e se dispõem a realizar no âmbito de sua circulação a paz, na tranquilidade de suas consciências universais.

6. Também queria falar de Luzia, natural de Siracusa, na Itália, uma das primeiras estrelas de grandeza da 1ª Grande Era, uma jovem de família Napolitana abastada, que recebeu de seus pais esmerada educação cristã, portadora de uma beleza incomum, de uma pureza ilibada fora cobiçada para desposar muitos ricaços da época, até o filho do procônsul pretendia a preferência de sua mão.

7. No entanto, veio com a missão estranha para sua época - e hoje nem se fale - fez votos a Deus de virgindade - isso mesmo pasmem - e não pretendia casar- se a não ser contrair nupcias espirituais com o seu querido esposo divino nas imensidões do palácio divino, aquele mesmo que 3 séculos antes Paulo de Tarso prognosticara em seu raconto em Corinto:"... nenhum ouvido ouviu , nenhum olho viu o que Deus tem preparado..." 

8. É amigos sensatos, lá para além destes dias de ilusão que passam como os ventos lá para as bandas do meu sertão clareado, existe sim a realidade divina. E Luzia sabia bem disto, acreditava e vivia conforme o evangelho do Nazareno, bem aos moldes dos primeiros cristãos...

9. Historicamente difícil aquela.era meio pagã, hedonista e a lista de superstições seria infinda, o império romano no auge de sua opulência, os césares botando ordens na turma com sua legiões  indômitas e invencíveis. Um império carcomido de ambições, traições, corrupções que acalmavam a plebe com muito pão, circo e sacrifícios de cristãos. Lá existiu muita toga a serviço de poucos, muita política mal encaminhada, lá existiu muito discurso inconforme de Cícero, senador e pensador incorruptível e sensato.

10. Pois bem neste fundo de quadro nasceu uma menina, que não aceitaria nada do mundo, que distribuiria seus dotes a favor dos menos favorecidos da sorte, que não arredaria o pé de suas convicções de fé, que teria seus olhos arrancados pelos carrascos voluptuosos e miraculados pelo poder do Nazareno de Luz, que à fôrça de oração pela intercessão de Santa Águeda  de Catania restituiu a saúde a sua mãe Eutichia agonizante.

11. Nesta parusia, Roma altiva dos césares e augustos viu levantar-se uma jovem, uma santa e se opor aos conceitos dos romanos decadentes,tendo à frente o imperador Diocleciano e o prefeito Pascasio, esta mesma cidade de tantas glórias mundanas viu uma frágil moça desafiar seu tempo no ano de 280 d. C, professar sua fé forte e ajudar a avivar em muitos o sentido da vida  conforme a visão do crucificado, seu nome Luzia de Siracusa que sem escusas aderiu inteiramente o chamado vocacional para seguir o divino capitão mais de perto.

12. Aproximou-se tanto que tornou um outro cristo de sua primeira grande era. Selou a fidelidade de sua crença com o martírio e é venerada  justamente no dia de hoje, 13 de dezembro, sendo padroeira de santuários, dioceses, paróquias, cidades, em destaque Viana do Castelo - Portugal, no Maranhão, em Mossoró, no município que tem seu nome em Minas Gerais, em Samambaia, DF, Santa Lucia ao Sepulcro em Siracusa  e muita gente tem encontrado nela a restauração de seus males da vista.

> A era das perseguições terminara em 312 com  Constantino, filho  de Santa Helena e vencedor , graças a Cruz de Cristo  da Batalha de Milvia encerrando por vez  o derramamento de sangue dos cristãos, proclamando o cristianismo religião oficial  e inaugurando um tempo de paz radioso. Resta frisar que este acontecimento foi profetizado por Luzia por ocasião de seu martírio oito anos antes.


13. Que Ela em tudo e por tudo conceda a nossa Era também conturbada uma visão clara da realidade, uma situação mais justa, solidária, a proteção e a compreensão necessárias para seguirmos a jornada em demanda da pátria da luz clara e diáfana. O mais, amigo que me escuta, e que considero a riqueza destas rimas obtusas seria colher o vazio, esquentar o pavio sem a devida ressonância eterna.
Abraços calorosos de um bom natal!

Helder Tadeu Chaia Alvim

Postar um comentário