quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Debaixo do sol

1. Vou citar mais dois capítulos do Eclesiastes na sequência desta postagem. O livro todo traz um sentido eterno, sempre em voga em todas as eras da humanidade, dos homens que passam um dia e podem desperdiçar o seu precioso sopro de vida. Se alguém teve um flash sobre o razão da sua existência , da de seus chegados é hora de abrir este livro chamado {QOHÉLET} - que transborda em hebraico sabedoria à moda do Rei Salomão - e refletir sobre a fugacidade de todas as coisas. Fiz isso a há pouco e me senti melhor, com disposição de cultivar o temor de Deus o observar seus preceitos. Convido-o, amigo a experimentar a paz suave que emana destas páginas inspiradas e depois se dispuser de um tempinho me conta esta sua nova experiência. Dê uma oportunidade à sua alma e ela vai sair mais inteira desta leitura, eu garanto!


2."...Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer e tempo para morrer; tempo para plantar e tempo para arrancar o que foi plantado; tempo para adoecer e tempo para sarar; tempo para demolir e tempo para construir; tempo para chorar e tempo para rir; tempo para gemer e tempo para dançar; tempo para atirar pedras e tempo para ajuntá-las, tempo para dar abraços e tempo para apartar-se. Tempo para procurar e tempo para perder; tempo para guardar e tempo para jogar fora; tempo para rasgar e tempo para costurar;  tempo para calar e tempo para falar, tempo para amar e tempo para odiar, tempo para a guerra e tempo para a paz" 

3. E poderíamos acrescentar se não fosse  ousadia, não é esta a pretensão, só rimar e continuar... tempo para escrever e tempo para ler. E diante do que fica exposto no Eclesiastes, estas rimas mínimas tornaram-se minúsculas ao ponto de quase desaparecerem e mesmo assim enquanto lhe facultar um tempo pretende continuar até "ao anoitecer de sua vida". Em lá chegando, esperam elas da misericórdia divina um aceno favorável e um voto de pertinência da Virgem Maria para serem "julgadas pelos amor", mesmo acanhadas, trefegas e módicas pleiteiam ser um eco do mundo bom, do mundo das possibilidades e das certezas do seu Criador. E desde já esforçam-se para se aliarem, se aceitas, à pequena via de Teresa de Lisieux.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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