quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A solidão jateada

a solidão jateada

1. Hoje vou fazer um poema ou melhor dedicar umas linhas sobre a solidão. São Paulo tem mais de onze milhões de habitantes, figura como uma metrópole extensa, barulhenta e cheia de contrastes, cada bairro é um mundo à parte e nesta ciranda de gente que vai e vem muitos estão sozinhos, quer os parentes próximos estão longe, ou mesmo não tem família, quer aposentados, mesmo trabalhando, o fato é que se sentem solitários e a saudade aperta, mais por ocasião das festas e feriados prolongados, aí o bicho pega. Muitas vezes não tem com quem dividir seus anseios, pensamentos, suas experiências ricas de vida.

2. O tempo, no meu caso passou, e passa indistintamente para todos e bate aquele vazio, que nada completa exatamente, se ligamos a televisão lá vem uma montoeira  de informações, tragédias e violências que os programas sensacionalistas veiculam indistintamente, um prato e tanto, insípido e não palatável. Se você se dispõe a dar um giro pela rua, ela não é mais segura, o trânsito emperra os ânimos, o jeito e se isolar em casa e se sentir descasalado da realidade.

3. Eu já me senti assim e resolvi de uma forma simples, fui rever anotações, na imaginação voltei às origens interioranas, me vi criança, à beira do riacho Novo Horizonte, galopando o alazão fumaça, escalando as grimpas da  serra da baleia, gangorrando em cipós, me debrucei no aconchego daquela gente simples por um instante fugaz, sonhei muito e resolvi me dedicar a esta tarefa agradável de postar poemas no blogguer do Google. Arrumei duas companhias inseparáveis, a caneta e o bloco de papel em branco. Eles não me largam por nada, mesmo quando vou à missa, ao supermercado, nas caminhadas, com eles travei um convívio ameno e criativo que dura quase três anos.A caneta tornou-se minha ferramenta de trabalho e o papel o depositário fiel das impressões do poeta do caos da augusta paulistana.

4. Então, deixei de lado a louca solidão e preenchi as lacunas da vida, resolvi não matar mais o tempo e sim fazê-lo reviver.Para isto coloquei a estante de livros em ordem, revi conceitos, ponderei com gosto pensado o que queria,as lições de filosofia atualizei e me engalfinhei de corpo e alma nesta vereda santa da prosa e verso mimados.Eles apareceram em profusão, exorcizei a solidão com jatos de poemas e daí por diante segurei-me bem firme na pretendida elaboração.

5.  A finalidade deste blog apareceu e se firmou ao longo destes 365 poemas, presente ao lado de cada amigo procurei falar uma prosa amena, ouvir o que ele tinha a dizer, tratar de assuntos atuais com um toque de esperança e dizer que a vida vale de alfa a ômega  ser vivida no consenso da amizade, tentar juntos encher de cores o vazio da era atual e altamente mecanizada.

6. O caminhar faz bem à saúde e atiça a inspiração escondida, jateando-a de conceitos perenes.Arrisque experimentar o conselho, vai sentir como as idéias chegam,se alinham e quando retornar para casa anote tudo por extenso, coloque o recheio à vontade,  leve ao forno da reflexão e estará pronta para a degustação, não esqueça por último de postar, avise-me pelo correio eletrônico,eu também quero provar de seu tônico, garanto que vai estar maravilhoso, no ponto de ânimo que merece. Faça o teste e mande a solidão passear de vez para outras bandas. Já dá para imaginar um dia você ponteando as rimas em algum sarau de esquina. Até lá então!!!

Abraços de união
Helder Tadeu Chaia Alvim   
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