terça-feira, 13 de setembro de 2011

Na era dos biohackers

1. Achei interessante a matéria de Paulo Brito - um brilhante jornalista graduado em Economia e Mestre em Comunicação e Semiótica - constando no Diário do Comércio - p. 3, secção Opinião de 21/06/2011.Cito alguns tópicos à guiza de compreensão desta postagem "... a enorme quantidade de informações disponível sobre genética já fez os biólogos perceberem que há uma grande similaridade entre os programas de computador e a organização dos genes. O que todos eles, sejam profissionais ou amadores fazem agora, é mexer no código. Eles conseguem alterar o software da vida."

2. Vamos parar um pouco nossa rotina e refletir nos riscos e facilidades de disseminar em biotecnologia virus e uma porção de coisas deletérias contra a humanidade. O caminho do bem é estreito e íngreme, para trilhá-lo corretamente é necessário esfôrço, abnegação e renuncia, até das alegrias sadias da vida. Agora quem se filia à irmandade do mal, corre solto, encontra tempo e condições financeiras para disseminar suas proposições em escala global. E deixa em sua ações de intolerância racial, religiosa, política e étnica, transparecer suas intenções últimas ou seja a derrocada completa da civilização e da ordem mundial para instaurar em seu lugar um outro estado de situação.

3. Constata-se que o prejuízo à harmonia universal é incalculável e irreversível. A resposta cabal contra esta onda que começou a colocar as garras de fora a partir do 11 de setembro é patente. Dado a corrida sem freio da microeletrônica tudo é possível e passível de manipulação.

4. E continuo na citação do preclaro doutor Paulo Brito: "... A suposição dos biohackers é a de que um aumento exponencial de um número de pesquisas e de pesquisadores( e curiosos ) pode encurtar o tempo que se leva a ter resultados relevantes. E que eles podem inventar uma porção de coisas úteis no transcorrer de sua experiências." 


5. "... Pode ser que a ciência nunca consiga criar uma nova bactéria ou um vírus como os que causam doenças, que levaram bilhões de anos em recombinações. Mesmo assim o governo americano acha que os próximos grandes ataques  terroristas serão feitos com biotecnologia. Nesse caso os criminosos não precisarão de ferramentas de última geração - os males já existem prontos na natureza e aprender a multiplicá-los não exige nem um diploma de mestrado."


6. Desde a programação Clipper avançou-se muito e quase tudo está subjugado à tela do computador, temos à mão todas as informações e passamos a maior parte do tempo endeusando esta ferramenta de alto poder cibernético. Chegará o dia em que ela captará as energias dos astros e se não for bem direcionada será um Deus nos acuda literalmente.

7. Existe um lado tenebroso de tudo isto e que nos ronda 24 hs. e a sonda do bem precisa estar atenta e vigilante, o que não acontece pois a comunicação em rede trouxe muitas facilidades e pouco esfôrço e a reverenciamos a cada novo passo que avança e nem damos conta que poderá ser para o abismo e extinção da raça humana e a implantação da era da máquina, meio homem, meio cyber.

8. A inteligência humana descobriu os segredos da criação e está aprendendo a manuseá-lo. Só que às vezes se comporta qual criança, às vezes qual adulto consciente, o mais das vezes qual louco desvairado. Esta tecnologia que está despontando tem ainda muito a oferecer para o bem ou para o mal da humanidade, dependerá da postura ou de que lado vai ficar.

9. Pode ser, apenas conjunturas, que uma era de compensações boas surja na curva da estrada, pode ser que a tecnologia salve o planeta, que o coração humano caia na verdadeira real da vida ou, ou que a capacidade de ações abrangentes seja minada por vírus corrosivos e a direção do leme automaticamente tome a rota do abismo colossal.Tudo é possível tendo em vista a manipulação altamente definida dos nióbios e a poderosa opção do  solto e  livre arbítrio.

10. A conjuntura atual, atrelada a não observância do decálogo, tende a enveredar pelas camadas obscuras do conhecimento, a usufruir as benesses tecnológicas e a esquecer do princípio da sabedoria que é o temor de Deus e a observância das leis naturais e espirituais. Tudo é permitido, tudo é alcançado, tudo está ao alcance do consumo a qualquer hora, basta um simples clique e toca-se no universo virtual. Para que esta história de céu e inferno? Se estão construindo o paraiso  aqui! Coitada da alma, se acha esquecida e não aquecida e a matéria ainda por cima predomina e suga sua última seiva regeneradora.

11. A inquietude humana, apesar da aparente abastança e progresso não dá tréguas e seus sensores sinalizam  a fragilidade e a fugacidade da vida terrena e sente saudades dos sabores das verdades eternas, aquelas pelas quais  Cristo dera a vida no gólgota salvífico. E quando adentrar no vagão de sua última viagem talvez se lembre deste poeta e sua asserções insistentes.

12. Não vou negar a declaração de Sócrates que desejar o mínimo possível é fazer aproximação de Deus, vou ponderar e levar em consideração, tendo em vista que o Filho do Homem, que possuía todos os tesouros e conhecimento onisciente dos elementos reservara para si e os seus apóstolos, uma pedra para encostar sua cabeça, uma túnica inconsútil, tecida pela Virgem Mãe e as ardentes tardes da Galileia para sua    pregação.

13. No mais  é conversa alongada, com o risco de enlear-se na síndrome de peter pan ou no determinismo, o mais é correr ligeiro em busca dos acréscimos, esquecendo-se do principal.
Helder Chaia Alvim
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