segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A grande incógnita

1. Mais uma vez estamos aqui, com a graça de Deus, registrando algo que nos proporciona satisfação, a tampa da misericórdia divina aberta e pronta em obsequiar a todos quantos dela se aproximem, à espera definida, de soslaio se misturando com a solidão, tendo em vista alcançar a inspiração, cada dia que amanhece estamos nos ligando aos destinos últimos de nossa raça finita. E nesta corrida decisiva, só olhamos à nossa volta sem provar do veneno mortal que nos rodeia em polvorosa.

2. E a lua tava lá em 15/06/2011, aguardando o encontro sublimado, o desejo febricitante do fenômeno programado pela primeira vez este ano.A  umbra no satélite, totalmente eclipsado, advirá à penumbra alaranjada, com tons avermelhados, que espetáculo fantástico que celebrará a grandeza do Criador, as belezas que existem, apreciadas ou não, nos transportam para um campo de total pulcritude e infinitude do espírito.

3. Nunca vamos entender a fundo esta dança dos astros, este mistério que envolve, a terra, a lua  e a claridade do sol. Parece que esta é a intenção do autor eterno, se aprouve criar as penumbras, os ocasos, as nascimentos, foi certamente para desenvolver em nossa mente o desejo do imutável.

4. E a reunião dos astros se deu com a solenidade envolvente de sempre. E assistimos seu encontyro, com São Jorge  ausente, perseguindo o dragão em outra parte do universo, a lua por um momento não enxerga o sol, a terra se interpõe e confidencia suas preocupações, a lua solícita a anima, e diz baixinho à irmã terra alguma premonição que a cabeça humana não consegue captar.

5. O que foi falado entre elas, o sol parece desconhecer, mas na sua poderosa fôrça de iluminação, esboça um   sorriso e continua sua trajetória no espaço sideral. Nós só vamos compreender um pouco aguardando as estações.

Helder Tadeu Chaia Alvim

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