sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Horas livres....

1.Ah!  Horas livres, como é agradável tê-las e usufruir de sua leveza, o mais das vezes vivemos em horas presas, à agenda do serviço, aos compromissos que nos arranjam, e o tempo vai passando e no fim do dia a frustração chega, com a sensação de ter perdido uma parte de nós. Então o que nos consola é parar diante do papel em branco e começar a conversar com a caneta e juntos os três, dar a continuidade interrompida e versar à procura de outra espécie de vida: a bio poesia, aquela que sói espalhar a paz, a grandeza dos pequenos atos, a conversa amena, a saudade do mundo bom, a bem querença a esparzir seus tons coloridos da bonança sem condições outras a não ser a amplidão de horizontes puros, sem o perfeccionismo, sem a badalação que envolve as tardes das ruas paulistanas.

2. Hoje é isso, escrever sem rumo definido, só escrever e tentar brincar com as palavras, tive a certeza da minimalidade, quando percebi que prosei 275 poemas, ou escrevi para mim ou para um punhado de amigos, que pacientemente brogam e sorriem do que digo. Mas esta bem assim, não entender completamente o sentido da existência é o destino dos mortais- "os anjos e santos" uma fração módica; a Deus pertence a sabedoria plena, e se colhermos alguns raios de sua bondade, já nos daríamos por satisfeitos, dado a pequenez da mente humana diante da beleza do mundo empíreo.

3. A vassoura varre a poeira, a peneira segura as pedrinhas, a areia escoa para o ralo e mesmo assim o estalo não acorda o displicente homem contemporâneo, estribado em seu conhecimento enciclopédico e virtual, dorme incauto, em sua confortável cama de pregos, que ele construiu, descartando de vez a alma e suas noções transcendentais, e na sua pressa consumiu a matéria e voltou a dormir um sono pesado na sua vida sem propósito específico. Nada parece o assustar, nada o encanta, nada o aborrece, nada mais interrompe seu descanso permissivo. 

4. Nada é afirmação pessoal, tudo é o que vejo. O que fazer? O que pensar? Se o ciso encontra-se avariado. Quando ele acordar vai caminhar, assistir a novela, passear no shopping, folhear na banca os jornais do dia, conversar por conversar com algum conhecido e depois voltar a dormir e acordar no outro dia para almoçar.

5. Por coincidência no outro dia é feriado e ele, posso imaginar vai enrolar um papo cedo na padaria, depois voltar para casa calçar o tênis e ir para o Pacaembu assistir Santos x Penharol. Não sei se ele torce para o Flamengo ou Fluminense, se gosta de café no coador, se curte emboladas, se é vegetariano, se degusta uma  fatia de queijo ao sabor, se lembrou que é dia Santo, do Cristo na Hóstia Consagrada, se vai acompanhar a procissão, se vai lembrar de rezar pedindo paz, se é capaz de ser solidário, se acredita no Deus Clemente. Uma certeza tenho, que terminei este texto com a ajuda da caneta companheira e a anuência do bloco de papel e agradeço a você ter me acompanhado e julgado este texto desconexo.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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