quarta-feira, 18 de maio de 2011

In natura artis e o efeito anzol

in natura artis e o efeito anzol

1. A poesia não carece de onerar o estado e os cidadãos com seus projetos.Se já não bastasse a carga tributária pesada e o pátrio patrão interferindo em áreas alheias ao fazer da res pública. Os projetos devem contar com recursos próprios ou apoio da iniciativa privada. A meu ver não fica atrelado e pode voar na sua liberdade de expressão mais à vontade. Tem muitas lacunas extensas que o estado não consegue preencher e dar respostas à altura de seu povo.

2.Tenho em particular um projeto pessoal desde 2008 no blog da Google - 365 dias de poemas - Sei da importância da poesia para o mundo. Já cansei de falar a respeito - agora anuir a incentivos estatais - foge de minhas cogitações mínimas.

3. Se tiver que ser, será através de algum Mecenas - que livremente possa acampar as rimas de um poeta mínimo e fazê-las conhecer a tão sonhada luz impressa. O mais sou literalmente contra!!! Seria cair no erro do efeito anzol e a arte autêntica não pode servir ao parnaso do ego pessoal sob pretextos vários. Ela deixaria de ser ela mesma pulverizando sua essência por aí e se excluiria do universo pulcro, transcendente, metafísico e seria a negação da negação nos conceitos in natura artis.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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