quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O grau 100 e o novo ciclo da brasilidade

1. Otimista por natureza convido o leitor deste blog a olhar o lado bom do resultado do 2º turno  da eleição  no Brasil. A presidente eleita Dilma Rousseff será a 1ª mulher a ocupar o cargo máximo na nação, quebrando tabus, redesenhando o mapa político. Toda a mudança traz riscos, em se tratando do destino de um país o assunto é bem complexo e só o tempo vai dizer e lançar um juízo acertado. 

2. Emerge da democracia, legitimada pelas urnas o nome de uma  mulher. Tivemos sorte com a Princesa Isabel, pois da sua mão saiu a lei que deu a liberdade aos irmãos de Africa sofridos. É um fator positivo ter na condução de nossos destinos a sensibilidade feminina, o seu senso prático, a  sua visão de conjunto aguçada,  e inúmeras outras qualidades inerantes à mulher brasileira.

3. Marina Silva com seu discurso direto levou o embate para o 2º turno. No decorrer da campanha assistimos ofensas, o nível não desejado, as farpas entre os pleitantes. Passa o governo do presidente Luís Inácio Lulla da Silva e já os holofotes da midia, do mundo e dos brasileiros se voltam naturalmente para Dilma Housseff.

4. Seu governo, ao que parece será para todos e sem ressentimentos como falou. Vamos aguardar a reforma política, tributária, previdenciaria, maior excelência nas contas públicas, melhores salários para os professôres e a esperança de dias melhores para os brasileiros na sua totalidade, o combate sistemático às drogas, maior incentivo às pequenas empresas, respeito pelas leis da livre iniciativa, mais atenção aos aposentados, mais valorização das fôrças armadas, guarda de nossas fronteiras e garantia de nossa soberania, às policias federal,civil e militar que propugnam a segurança do cidadão  e mantém na ordem nossos estados e cidades.

5.  Somos pelo senso atual 185,700 milhões de brasileiros e sua maioria espera um não categórico a projetos polìticos que apoiam o abôrto e a eutanásia, que pretendam banir da vida pública dos brasileiros os símbolos cristãos. Vivemos numa época estranha e atípica, o teto não é mais seguro, a rua não existe, os valores de simplicidade, ética e solidariedade escapam das nossas mãos.

6. A presidente eleita foi legitimada pelo voto soberano e deve receber as felicitações de todos os brasileiros e este blog não poderia deixar de mencionar este momento relevante e ímpar para o Brasil e o concerto das nações. e entende que a política tem todas as ferramentas para propugnar o progresso autêntico,para desencadear fatores positivos do crescimento sustentável, sem olvidar valores do passado. Nesta conjectura se insere estas rimas mínimas, que almejam em conssonância com o brasil brasileiro o mundo bom como queria Drumond.

7. O mundo caminha hoje na velocidade  on line e o Brasil inserido nela espera da presidente eleita que não se dissocie  de nossas convicções morais e religiosas, de nossas tradições e raízes históricas. Senão nos tornaremos um povo sem face, uma nação sem alma. Querer nem sempre é poder e a condução de nosso país está nas mãos de uma mulher pela primeira vez. É normal que as apreensões por parte de alguns setores da sociedade sejam grandes, mas vamos dar uma chance a ela, aguardando confiante que percorra com o Brasil um caminho de equidade, justiça, bom senso, generosidade e paz social.

8. Ela, através do voto soberano galgou o mais alto posto cobiçado a politica, que não abandone os mais simples, os moradores de rua, de olhar perdido e vazio na multidão, os poetas do povo, aqueles oriundos da helênica pátria, que conheceram gregos e fenícios bem lá no início de sua infinda jornada, os jovens, as crianças, os professores, aposentados, uma menção especial aquelas que suportam "a vida fácil" sem oportunidades de um trabalho normal na sociedade, servem ao objeto de prazer, à cobiça sexual alheia e vivem abaixo, muito abaixo da linha digna da humana sobrevivência.

9. O poeta, conhecido ou não está inserido na vida pública de uma maneira sui generis, sua ocupação requer inspiração e muitas vezes não ações práticas. Ele na sua função não delibera nada , calça as rimas frequentemente, idealiza mundos, muda efetivamente os rumos de um universo em versos. Trata-se de um ser em formação, é igual a qualquer pessoa, pensa, quer, tem idéias e desejos. Porém, dada a sua sensibilidade notória, antenado na inspiração, nada escapa da lente perspicaz de suas rimas e qualquer ação dispar no governo vai incomodar seu pensar e de milhões de brasileiros.

10. O mundo do ter há muito abalou seu julgar e a precariedade da vida o persegue sem tréguas, vive além da razão, aquém  da realidade presente. Vou adiantando, quer sua amizade sincera a terá. Ele não pleiteia cargos, não faz uso do lobby, não procura contatos sociais de prestigio, apenas busca incessante os vestigios do mundo bom, perdido na esquina de ilusões do periodo consumista. Não há mister de fasquia pois seu teto está aberto nas noites insones, nulas de clarividências acentuadas, encontra na inspiração razões misteriosas para revigorar as veias cansadas do mundo que se direciona para a era do caos em ebulição.

11. Não espere muito dele, ou espere tudo no que concerne ao lirismo, ele costura versos para oferecer no consenso de um mundo reverso, ao tocar nos guardanapos de bar sua mente se abre num sorriso onde ele passa a transmitir seus juízos, refletir suas prerrogativas, expor suas interrogações em sua missivas respeitosas, mas incisivas.

12. Em pensando no artista ao leu e faltoso de recursos que habita em barracas improvisadas de Paraty endeusada a recolher na passagem do chapéu sua sobrevivência suada. Ou na Paulista em palcos improvisados, felizes da vida por estarem no metro quadrado mais caro da América de Vespucio. Um parenteses pequeno faço agora, lá fora o mundo roda, esfrega as mãos num movimento apressado. Eu aqui na mesa do bar no dia de todos os santos, ouvindo o noticiário, os votos revelados, por acaso olho para o espelho e ele retrata minha velhice anunciada, não é ilusão ou maquiagem carregada, e sim acerto contumaz. Quando a última viagem me colher, estará minha mão vazia de feitos materias, com certeza, mas locupleta de versos e bemquerença. E o elevador irá me direcionar ao 100 lugar? Não sei vou blogar.

13.Vinicius, Guimarães, Euclides, Cecilia, Coralina, Laura Alvim, Mario de Andrade, Drumond, Aroldo de Campos, Arinos, entre outros já se foram. Houveram bem  na figura e literatura, escreveram textos com lisura, desenvoltura e gosto pensado; outros passsaram no anonimato, o panorama diversas vezes mudou, não conseguiram o reconhecimento. Passaram outrossim Pedro I, o Segundo, Caxias, Mauá, Deodoro, Floriano, Café Filho, Vargas, Dutra, Ademar, Juscelino, Lacerda, Tancredo, Ulisses, Covas, Tuma. Outros virão e passarão, pois aqui a morada não é permanente e colhe cabeças coroadas, tiaras, faixas e também a moçada alegre e brejeira.

14. A história dos povos e das nações vai se escrevendo com suor lágrimas e sangue, com dias de sol, noites mal dormidas, conquistas e muita liça. Enfim ninguém escapa ileso e de todos inquirirá um dia de sua essência. Em tudo isso a utopia destoa de nossa transcendência última.

15. Com este fundo de quadro delineado queria dizer que a nova presidenta do Brasil vai administrar um país continente, de diversidades estupendas, contrastes sem fim, de riquezas naturais, um país de tradições arraigadas, de crenças acentuadamente católicas, de gente pacata e ordeira, de valores éticos e morais que fizeram sua grandeza no passado , continuam vivos e acompanharão o Brasil brasileiro do futuro. E que esperam dela uma era de brasilidade incomum e grandiosa, o  grau 100 com louvor!

16. Escrevi o que escrevi sem a intenção de normalizar a política  ou a vida de quem quer que seja. Elas linhas refletem o desejo deste blog e seu autor de respeitar todo poder constituido. Este ponto comum é de direito divino e vou continuar solícito mediando conflitos na espera prolongada do mundo bom como queria Drumond, pensando na fugacidade deste momento, desejando que o Brasil não rompa com seus valores, mas caminhe sempre adiante, impávido e altaneiro realizando com a 1ª mulher presidente sua vocação de grandeza, oportunidades iguais, sustentabilidade, consciente que o mundo está adentrando numa era diferente, com valores transcendentais de fé, esperança e caridade, três virtudes teologais para balancear, coadjuvar e aprimorar nossa brasilidade sem igual.

17. Só mais adiante poderemos aquilatar sem temeridade e julgamento errôneo a altura que vamos subir ou o razante descontrolado da nave canarinha. Qual a opção nos dois destinos enunciados? Que rumos nos levará nossa presidenta? O panorama mundial nebuloso, repleto de intolerâncias, conflitos, catastrofes, riscos anunciados, só uma estadista poderá contrapor ações benéficas e inteligentes visando a paz e a concórdia universais. Aquela paz que estamos nos referindo emanou um dia da manjedoura de Belém e iluminou as trevas do mundo inteiro trazendo a salvação. E está franqueada a todos as nações e povos de boa vontade.

18. Não seria por demais insistir no ponto exato destas rimas, na intençaõ declarada desta carta poema, pois estou imbuído de minhas mínimas responsabilidades. Ao bater nesta tecla dirão, longa, repetitiva, exaustiva, rebuscada a intenção última é colaborar com as ferramentas singelas do poeta para o bem do povo e felicidade de novo.

19. Sua excelência D. Dilma Rousseff ao chamar a si grandes responsabilidades vai governar um país de dimensões continentais, de quase 160 milhões de cidadãos brasileiros, de contrastes astronômicos, de riquezas invejáveis, de sustentabilidade in fieri, de fauna, flora diversificadas, de povo consciente de sua vocação , de gente sensata, ordeira e trabalhadora.

20. De norte a sul, de leste a oeste, nordeste, sudeste somos todos irmanados pela nacionalidade brasileira; uns sofridos, outros remediados ou abastados. Um país que nasceu sobre o fluxo da civilização cristã e tem a honra de ser devoto de Nsra Aparecida, de venerar um santo brasileiro na pessoa de Frei Galvão de venerar nossos simbolos sagrados quer sejam religiosos, quer civis.

21. Um país de imigrantes, migrantes, retirantes, um povo que se mexe sempre em busca de dias melhores para sua prole, um país de jovens aguardando ansiosamente o primeiro emprego, de profissionais liberais altamente qualificados, de cientistas, médicos, engenheiros, advogados, estadistas, politicos, renomados, um país de aposentados aguardando reajustes dignos, um país de mestres e professores para serem mais valorizados.

22. Um país de muito esforço, trabalho e camaradagem, da alegria contagiante, da solidariedade, do jeitinho nacional, das forças armadas garantindo a soberania, das policias zelando a cidadania, do funcionalismo publico, empossado nas suas funções, dos portuàrios, aviadores, arquitetos, sindicalistas, trabalhadores da construção civil,motoristas, empregadas domésticas, profissionais da enfermagem, etc. etc. Gente brasileira, afeita ao seu mister, dando conta do recado com denodo e sistematização. Este é o brasil brasileiro dos poetas do povo, moradores de rua, amargando o infortunio, um pais rural e pujante das safras gigantes.

23. Enfim, não sei se serei lido na íntegra, mas arrisquei a deixar aqui com satisfação as impressões de um poeta mínimo da esquina paulistana, mas que ama o Brasil,suas autoridades, seu povo de jeito simples e coração largo, povo do calor humano aceso.Todos eles esperam dos próximos quatro anos muita harmonia na diversidade. Sob a ótica da presidenta eleita vão passar diariamente todos eles, assíduos aguardando deliberações e muitas e muitas ações em prol do bem comum e da paz nacional.

24. Para tanto hajam decisões, haja observação arguta, haja equilibrio para atender a todos, mediar sensatamente  a política, ouvir os juristas, magistrados, a voz popular, prelados, sindicalistas, sem ferir princípios sociais, leis constitucionais, a ética e a moral.

25. Esse é o brasil brasileiro que abriu de par em par as portas da herança democrática para a recém eleita presidenta do Brasil a D. Dilma Rousseff. No momento que receber a faixa presidencial no dia 1º janeiro das mãos do seu antecessor, certamente de lembrará de todos nós com carinho e gosto pensado e na simbologia da brasilidade um novo ciclo terá seu início anunciado pela salva do imponente Batalhão da Guarda Presidencial.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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