quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A onda do polvo na era do stunex, do tablet e do grafeno bidimensional.

1.Definitivamente os politicos não criam jeito, parecem conhecer o eleitor somente nos quadrienios decisórios da urna eletrônica. Fiz o teste de qualidade por amostragem, protocolei intenções e nada! A nota alcançada ficou abaixo da média. Assim não dá, tratam as coisas públicas de uma maneira impessoal no formato numérico. Por isso eu e mais alguns amigos radicalizamos na mesa de bar.

2.Desenvolvemos uma tese sugestiva com caricaturas e tudo o mais, que suas caras boazinhas estão aquém da realidade brasileira, dos anseios e sonhos do povo brasileiro. O fato da candidata Marina Silva ter conseguido uma votação expressiva e por fora do corredor eleitoral previsto mostra que algo anda errado no firmamento do poder. Ela é coerente com seu discurso e ainda vai longe, podem apostar!

3.Ah! o poeta de novo, confesso que ele está sempre onde anda o povo e sua inspiração pode revelar o quanto eles pensam acerca da situação, por isso é bom não relegar a ele apenas o papel de caçador inveterado de rimas.

4. Obrigado pelo elogio e não posso negar isto e não concordar seria falta de juízo, politico gosta mesmo é de Brasilia e ponto. Nas ondas atuais até polvo começa a surflar e o poeta declama na sugestão do mundo bom, costurar alianças não é condizente com a grandeza da nação, tempo retrógrado  está fora de canção.

5.A poesia traz para o mundo uma performance única pois capta o momento, se não registrada adequadamente foge e escapa da nossa mão, visse! Mas poeta porque vc insiste em dizer coisas com disfarçada empafia. Não é sugestão e sim constatação que ecoou nos meus ouvidos nestes dias da propaganda obrigatória, ouvi tudo do homem pacato das ruas paulistanas. Sem insinuar revoltas, estabeleço nas rimas livres os valores perenes da constituição plena, da jurisprudência decisória.

6.Sou poeta de carreira lírica, sigo a inspiração confessa do contraste complexo na era do "stuxnet", se fôsse diretor de arte louvaria o "tablet" pela sua gerência anunciada, na qualidade de irmão das rimas procuro expressar critérios baseado nos alvitres humanos.

7.Não digo por mim, intento em deixar palavras auferidas do cosmo estelar e quando em lá chegar pretendo estar com as mãos cheias para dizer ao Grande Artífice do Universo: " Senhor da vida e da morte, dos tempos e das nações, dos povos, dos mares e das criações literárias, falei, Mestre Divino tudo no reverso, enfeitei poemas para oferecer ao semelhante, procurei nas limitações a voz silenciosa de versos da animação.

8.Meu amigo, uma recomendação, somos chegados e posso declarar com franqueza a situação.Não espere muito de mim, mesmo se não ler tudo o que deixo anotado não faz mal, nada vai mudar na infinitude das possibilidades humanas, leia sim Vargas Llosa, recentemente eleito nóbel da literatura do ano 2010 e se curte física quântica aplauda os gênios revelados Andrei Geim e Konstantim Novoselov acerca de suas descobertas  do grafeno bidimensional que revolucionará a eletrônica.

9.Estes versos me condicionam a expressar minha satisfação por existir estas  mentes brilhantes que vão pesquisando os elementos da natureza e engrossam as fileiras destacadas dos cientistas de nomeada, da literatura contemporânea. Agora se está à caça de talento raro, me releve a revelação, estas rimas leves não serão citadas e não  vão poupar a tinta e irão derramar palavras, pontos e virgulas aos borbotões.

10. A par destas  notícias alvissareiras constato que já se faz inverno no telhado esburacado da humanidade, palco assíduo de guerras insanas, conflitos de ego, afirmações de intolerância e uma gama de desastres ecológicos anunciados e não evitados. A terra saída das mãos de Deus perdeu sua essência pura, seu frescor primevo, sua beleza estonteante.Ébria  de poder e consumo foi dormir um sono letárgico,  e seus pesadelos dantescos a fazem revirar no seu leito de um lado para o outro convulsionando suas artérias e as rimas de outrora não encontram mais o fluxo sanguínio restaurador de fôrças.

11. Cansada, insone ela acorda, espreguiça e sai pelas galáxias, sem rumo definido, distante da harmonia, se posiciona em rota de colisão consigo mesma e na confusa tergiversação de seus atos lança-se no abismo quase sem chance de retorno.

12.Amigo, não espere destes versos o lirismo tranquilo, o caminhar bucólico, o flanar auspicioso, o soprar da brisa suave em seu rosto. Gostaria que fôsse assim. Abdiquei do estilo versátil que outrora me encantou,quando escrevia sobre a roça, o maracujá, o pé de jenipapo, as cantigas de moda das tardes quentes da estância Pirineus. A cidade grande me trouxe uma outra realidade que queima meus pulsos e me leva com fôrça a abordar este assunto controverso e estarrecedor.

13.E nesta clave diferente, perambulando pelas ruas de idéias muitas, procuro auferir a verdade nua e crua,sem flores e frutos silvestres, sem o calor do rincão distante, longe de meus irmãos amados, avistando espinhos encravados na mãe terra que a levam a exaustão. Sem a prerrogativa salvadora de um cirurgião, atento neste blog descrever a situação.

14. Não é hora de costurar ensaios, locupletar os ouvidos alheios com blá, blá, blá. Por isso a necessidade de uma política séria e apartidária que fale menos e haja mais no sentido de preservar instituições democráticas, institucionalizar a preservação da natureza, dos mananciais, fonte vital da vida no planeta terra.
Uma sociedade mais fraterna, justa e solidária. Em suma um mundo melhor de fato na consciência reta e exuberante, na planificação das oportunidades, na preservação de valores morais e éticos.

15.É, pude constatar que o polvo encantado começa a suflar nas ondas do "tablet", adentrando e superando a era do "stunex" em demanda do "grafeno bidimensional."Que mais sói aparecer? que mais vai nascer da profícua mente humana? Sim, mais transparência nas coisas públicas, mais decência na sociedade. Vamos aguardar e rezar pelo dimensionamento equânime destas questões primordiais!!!

16.A certeza que temos é que nesta velocidade máxima, pautada pelos avanços da alta definição tecnológica, torna-se difícil prever o futuro que nos aguarda. Para onde isto tudo vai direcionar? O mundo parece não querer mais olhar para os valores perenes da bondade e da cooperação mútua, descarta-se tudo e nos encartes atuais a poesia já não  ocupa seu lugar, ela propria refém de sua síndrome de Peter Pan se enleia nas teias perigosas de seus partidos sonhos, perdidas ilusões.Ela própria, contaminada pelos miasmas do consumismo e marketing elaborado nos laboratórios de alta resolução, perdeu a prosa forte de seus caminhos envolventes e pulverizou-se em fragmentos dissonantes e estranhos a seu eterno bem querer.

17. E neste cenário do caos em ebulição, perdoa-me a franqueza que a nossa amizade requer, ela destoa de sua função milenar para servir tão somente de figura meramente decorativa nas estandes da literatura atual. Ou, ou se recolhe na essência de sua convicções, cabisbaixa, mas confiante na restauração, frequenta os blogs democráticos, os saraus  da periferia genuina com fôrça e resolução.

18. Mesmo no anonimato global, ela não se parte, mesmo retraida arregimenta razões para os embates que a aguardam e não pode ser diferente pois a sustância que corre em suas veias tem sangue eterno e transcende a vida humana por mais gloriosa que seja.

19. Os beija flôres solidários cantam uma melodia estranha que parecem dizer que seus versos singelos valerão no cômputo divino um por mil. Parecem bradar que a travessia para Crisálida está prestes a cerrar sua portas, o ar encontra-se contaminado e eles respiram com dificuldade inaudita, trazem a noticia triste que as rosas murcharam, seus espinhos afloraram e rasgam sua pele, originando sulcos profundos.Sangra a mãe terra em extrema alerta,  em rota de colisão, haja capacidade de absorção, o impacto fatal se avizinha, o grande perigo se alinha...

20.Se falei palavras estranhas, não vou negar, estas rimas mínimas mais uma vez não omitem a situação. Se estão  emboladas não sei. Se extravazei opiniões, se não colhi atenção, fica a reflexão e a vontade sincera que tudo volte ao lugar e poeta volte a falar e declamar calmo e tranquilo sobre seu perímetro.

Helder Tadeu Chaia Alvim


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