quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O galopar do destino em uma palavra, em uma vírgula, em um ponto.

1.Percebeu amigo que este poeta mínimo tem limitações e não se arvora em entendedor pleno de conceitos,por isso mesmo encontrará falha na sua linguagem, verá letras atropeladas e indefinições na gramática. Nunca será meu intento discutir política, ferir a carreira suada daqueles que são sufragados pelas urnas eletronicas no voto popular.

2. Não obstante temendo, sem derramar o veneno da crítica destrutiva e improcedente, faço meu o sentir de milhões de eleitores sobre os perigos, os maus rumos, o assistencialismo, o fisiologismo que pairam no ar e ameaçam as instituições democráticas de nosso querido país em dissonância gritante. Quero um Brasil soberano, um lugar onde o bem estar geral seja plano de governo, onde as conquistas da maioria sejam mantidas, a estabilidade económica um fato concreto e não campanha floreada e sem nexo, onde o senso crítico permeie as discussões nos plenários e que as mazelas e a corrupção não se instalem ditando normas obtusas para a nação canarinha.

3. Quem terá o meu voto. Sim aquele que tiver o bom senso de manter as conquistas democráticas, a liberdade de imprensa, a livre iniciativa, o combate sério a violência, o amparo do órfão abandonado, a protecção ao sexo frágil, a condenação tácita à execrável pedofilia, a valorização dos professores, enfim a justeza de salários. Isto é o que almejo e espero, quem se canditar a esta vaga laboriosa e de compromisso merecerá ocupar o mando da Terra Brasilis. Não quero amador na condução de nossos destinos pátrios.Senão preservar nossos valores morais e religiosos, sobretudo na condenação tácita do aborto que ceifa vias inocentes, seria um retrocesso inaceitável.

4.A gente queima as pestanas na lousa da inspiração, acorda cedo para labutar o pão da sustentação, paga os impostos, recolhe contribuição para que? Queremos voltar a sorrir um riso largo e sincero, ter nossos dias de folga, rezar nos nossos templos sagrados, escrever na imprensa lida falar na tele visada em toda a extensão da palavra, sem ferir ninguém ou menosprezar outrem.

5. No final de meus dias, não há como fugir galopando o tempo, serei julgado pelo autor da criação, porque então não viver conforme seus preceitos para um dia ser aceito no seio de Abraão. Infere-se deste parágrafo a lógica, o motivo destes versos impulsionado pela inspiração colhida nos olhares sobressaltados de mais de vinte milhões de votantes do último pleito eleitoral. Segundo espero que quem for escolhido caminhe na sabedoria e esteja a altura do maravilhoso povo brasileiro e represente antes de tudo seus anseios de um mundo bom como queria Drumond.

6. Poderá acontecer que a morte me colha de surpresa e com a mala desarrumada, as obrigações incompletas e o choro poderá arder minha testa e não pretendo arriscar para ver na certa.

7.Daí o escopo destas rimas mínimas, acentuar a presença divina, aparelhar o trilho para não me perder no vazio de uma noite incerta qual os ventos la prás bandas do sertã de minha humilde origem, visse!!!

8.!Si tempus habemus, fatiamos bonum! Se quer caminhar comigo, agradeço a condescendência, pois procuro afirma e na aparência o que se passa no interior de minha consciência.

9.E da clareza do olhar de Deus, espero sua misericordia, da sua mão omnipotente a condução exacta de meus atos, da sua onisciência o verso certo para acompanhar minha jornada e poder concluir o que iniciei até esgotar a inspiração.

10. O irmão entende como se torna difícil hoje no mundo materialista ao extremo ajuntar palavras para oferecer na grade das boas intenções. As interações, as constatações demonstram o quanto ele está distante do pensamento de Deus.

11. Se estas palavras estão fora de moda, não creio, então esqueça o que acabo de dizer. Plugue-se na volatividade de outros conceitos, pule esta página impregnada de preceitos, verse sobre outros papos. E quando quiser me procurar saiba que estarei aqui para uma prosa de verdade, isto é até quando o destino me colher no seu rápido galopar mais ligeiro que um raio, mais fugaz que um sonho, mais imprevisto que as chuvas de verão.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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