terça-feira, 21 de setembro de 2010

Lentes anônimas na era do"Smart Finger", do "Facebook" e do Explorer 9 (IE9) Interativo


Lentes anonimas na era do smart finger
1. É, gente sensata a mente humana não para de elaborar novos conceitos e em uma velocidade supersônica, por assim dizer. Hoje à noite puz-me a contemplar o céu paulistano, sem muitas opções, meio desinteressado e derepente ao vislumbrar a estrela d'alva lembrei-me de minhas origens interioranas, moleque de calças curtas, alegria estampada  no rosto, traquinagens a torto e a direito. Depois de muito chão vim para a cidade grande,oriundo das Gerais para realizar um sonho, olho para trás apreensivo e constato que não fiz nada, ou quase nada exatamente a não ser colher o vazio, alguns escritos.

2. Tornei-me um senhor de cãs disfarçadas, um emprego ou quase nada que me proporciona uma vida de mendicância digna. Se não fôsse alguns amigos estaria perdido. Eles ainda acreditam em mim, em meus poemas e não cansam de repetir que a vida tem seus lados positivos.Finjo acreditar em meio às frequentes noites perdidas de sonhos e ilusões, regada o mais das vezes pela a manhosa do alambique, visse!!!

 3.É, gente sensata é dureza sonhar e não ver realizados seus intentos mais nobres e puros, andar, divagar e
devagar constatar a nossa volta sempre um ambiente diferente do acordado, esfriar e esquentar a cuca e não ter um barranco seu sequer para encostar o esqueleto cansado e descoroçoado.

4. Não sei porque estou escrevendo sobre este assunto pois a poesia não encontra lugar comum no espaço livre dos novos pensadores da era digitalizada e dita avançada. Ao clicar nos oferecem logo produtos, vantagens que não precisamos exatamente. Há mister de um mundo diferente, reluzente na tez, que tivesse vez a autenticidade do pão pão, queijo, queijo não as embroadas falsas da vida atual.

5. Há mister de um mundo de cores verdadeiras, onde a diversidade, a reflexão, a bondade reluzam para todas as nações, não o ambiente de danação, guerras, conflitos, violências e desigualdades gritantes deste planeta convulsionado e hesitante, sem Deus e sem alma. Há mister de cultura e poesia plena dos antigos poetas, não as letras servindo às manipulações políticas, sociais, quantitativas e eleitoreiras dos garrafais. 

Helder Tadeu Chaia Alvim
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