sábado, 3 de julho de 2010

A Pátria do futebol... e o juizo equalizador da história...

1. Agora que os ânimos serenaram e a nossa seleção foi desclassificada por não prestar atenção a bolas paradas do adversário cabe uma reflexão como a falta de ritmo e entrosamento dos jogadores culminou na derrota pela Holanda por 2X1. Tinhamos condições de ganhar a partida, no 1º tempo o desempenho esteve brilhante. Mas acho que Dunga não soube escolher bem os componentes, persistiu em sua tática prestigiando quem joga lá fora em vez de chamar os jovens talentos daqui do Brasil e a história seria outra. Pelo que pouco entendo de futebol a consciência coletiva deve prevalecer as jogadas individuais e a sintonia de passes acertados leva a bola ao gol do adversário. Fôrça física, destreza, técnica de pouco valem se em campo não existe o entrosamento e a generosidade daquele passe salvador.É isso aí vestir a camisa de uma seleção para disputar um mundial torna-se um peso enorme e porque colocar este fardo nos ombros de jogadores já um tanto cansados como claramente desmonstrou o recente insucesso de Dunga e seus comandados.

2. Vou deixar aos comentaristas esportivos a avaliação final. A vida continua seu curso normal, seria ótimo que a seleção estivesse nas finais, mas não aconteceu e a frustação é visivel no sembrante de todos. Que vença o melhor e com estes erros crassos reavaliados e sanados quem sabe que em 2014 - consigamos melhor desempenho e a taça venha para o seio da Pátria Canarinha.

3. A nossa missão de grandeza histórica deve almejar outros campos, do saber, do desenvolvimento sustentado, na nossa preocupação com a instrução de nossos jovens, na cultura mais bem praticada, na politica mais séria e ética de fato, não apenas em palavras de palanque, na erradicação da violência, da miséria e fome, na amplidão de horizontes valorizando a iniciativa privada, despoluindo a mente brasileira do consumismo, em ações mais cooperativistas, na justa aplicação de impostos, na punição severa aos políticos corruptos, na valorização da vida, nas oportunidades distribuidas de maneira equânime.

4.Morre o poeta fica a sua fama, se foi boa então valeu a pena ter vivido, sonhado e realizado... Se não deixou lastro verdadeiro onde passou, então a cortina do tempo vai encarregar de desaparecer com sua imagem finita, pois existe a máxima de ninguém poderá se eximir um dia: "... és pó e ao pó retornará..."

5. Sem querer fazer crítica a performance da camisa amarela, no entanto partícipe da decepção geral que abateu sobre os brasileiros, vimos miada a esperança das finais.Orgulhamos de ser a pátria do futebol, samba e carnaval, só que os tempos mudaram e tem outros que se empenham seriamente na arte de jogar futebol, tem tenacidade, controle emocional e levam a melhor. Só o famoso jeitinho e dimble brasileiros não são suficientes.

6. Ou os dirigentes da seleção brasileira tomam decisões táticas para o futuro, desde a escolha do técnico acertado, jogadores mais afeitos a nossa causa, pois este monte de estrelas do futebol internacional não conseguiram dar conta do recado e frustraram o legítimo anseio de todos, esta que é a pura verdade entalada na guela dos torcedores e transparentes em seus olhares irriquietos. É só mirar nas chamadas televisivas, extraordinárias, com lances de coberturas em tempo realissimo, da tempera de Galvão Bueno que auscultamos as esperanças desvanecidas, as bolas perdidas, a falta de parceria da nossa seleção.

7. Chega deste assunto, vai me dizer o amigo leitor e com razão, pois seu coração e de milhões ainda estão doentes de dores apertadas que só o tempo vai apagar. Eu penso que como é possível muitas vezes decisões importantes ficar nas mãos de um só homem, que dado a sua condição humana é passível de erros.Se o destino das nações fossem mais colegiado talvez o prumo estaria mais alinhado, isto vale também para o futebol e o nicho das atividades profissionais. Se fôssemos enveredar por esta discussão o assunto não acabaria assim, mas vejo que não é hora de insistir apenas esperar que a cuca deles funcionem melhor pois a história é um juiz implacável e condena e absolve a seu justo tempo os povos, dirigentes e nações, nada escapa ao seu juízo ponderado e equalizador.

8. Ao fechar este poema me passou pela cabeça o que tenho ouvido nestes últimos dias do torcedor a cerca da seleção brasileira, do torcedor simples do boteco e da padaria propenso a observações imparciais, que vestiu com patriotismo a camisa verde e amarela, enfim ele diz não entender o motivo de não serem convocados nossos meninos craques de varzea, porque anteriormente Sr. Dunga não despachara olheiros para selecionar gente que está batendo um bolão nos diversos times e jogam nosso fufebol de raiz.Fica a pergunta no ar para 2014... Vamos esperar... pois há muito nossos dirigentes deixaram de ouvir os legítimos anseios de 180 milhões de brasileiros.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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