terça-feira, 22 de junho de 2010

Sinais multipolares

1. Outro dia apresentei um poema intitulado o acalanto numa roda de poesias. Estavam reunidos diversos poetas conceituados e experts no fazer poético. Recebi um elogio quanto ao estilo de declamar acompanhado de uma crítica ao conteúdo da explanação.

2. A minha poesia iniciante, acanhada e franca desagradara os ouvidos daqueles lentes proclamados pela crítica adocicada e nula de conteúdo perene. O que você amigo faria naquela circunstância é uma curiosidade que gostaria de saber. Abandonaria suas convicções para amealhar as loas laureadas  dos correligionários ou persistiria nas afirmações desconcertantes sobre temas pontudos e controversos, literalmente destoante dos versos atuantes.

3.Acho que vai pesar a balança e me responder mais na frente após eu ter desfiado meu barbante por inteiro no jeito que dá, da maneira do meu pensar já consigo imaginar... Depois da morte vem o julgamento particular e os atos bons e ruins somados uns aos outros vão indicar o elevador a tomar para a eternidade, subir ou descer sem parada obrigatória e você vai me dizer agora o caldo quente começa a engrossar. Deixa disto meu caro poeta, ninguem  vassim faze-lo subir ao pódio da fama e no frio arrebatará os aplaudos vazios do silêncio mudo daquelas noites vazias de sentido.
4. Esta seria uma observação, a mais carinhosa que tenho recebido ultimamente depois de ter enveredado nesses assuntos de morte, juizo, inferno e paraiso. Non est Dante Alighieri e não está no patamar da comédia divina, encerre estas linhas antes que desligue a net e\ou pule para o prazeroso noticiário das 7 e vinte com helicópteros em revoada à caça de notícia quente e sensacionalista para atingir o iIbope na lista. Ou me ponha a espreguiçar confortavelmente folheando o placar do mundo, ainda me deliciando com a fama de  lindos olhos azuis modelando as ilhas caras, meu caro poeta da esquina perdida em partidos sonhos.

5.Endoideceu o poeta de vez com estes dizeres estranhos  e que ninguém diz mais, o tempo dos dogmas passou e a balada distrai a cuca e desanuvia a razão dos embates do dia estressante.Vou tomar minha cerveja, assistir o futebol e vibrar com a seleção em campo  de africa vitoriosa.Tá certo!

6. Concordo é melhor assim para não estragar a minha inspiração, olhando a volta e mais distante ainda vemos imaginar que não seria diferente. A história é a guia infalível da vida, a experiência do passado deu lugar a tecnologia de ponta, aos testes com os embriões humanos, a escassez de água no planeta terra, a não presença de bom senso nas pessoas, a não aderência das nações ao senso crítico  absoluto, e quando não  o surgimento de idéias perniciosas de intolerância, o endeusamento da matéria efêmera, a venda da propaganda sexual, o que poderiamos esperar. Um mar de rosas ou uma enchurrada de desastres ambientais e humanos sem precedentes na história.
7. Alguém interrompeu a minha elucrubação e foi dada a ele a palavra franca sem contestação. Achei ótimo e  disse com sincera admoestação: Não assuste este auditório com tanta invectivação, somos parceiros de poemas e não lentes a serviço de Deus. A sua imaginação fértil e profusa alça vôos que não poderá aterrisar na presente conjectura. A salvação do mundo depende única e exclusivamente da era tecnológica e num clique tudo se resolve e de pouco adianta revolver conceitos antologicos se os analógicos chegaram para ficar. Chegou o momento da composição de fõrças na catartese de contrários em unificação.

8. Voltei a fala corando forte e segurando os ímpetos, acalmando o pensamento sem disputas inoportunas declarei entender que apesar das palavras altissonantes o ilusionismo pertence ao mundo sensacional dos mágicos e a real realidade é bem outra que salta das telas, vias, logradouros grandes e pequenos e não há como conter o curso dos acontecimentos, a decepção aflora em nossa mente e que o princípio do mal não está nos planos de Deus. Ele permite para ver até onde vai nossa insanidade sem deixar de acompanhar  a trajetória de nossas almas imortais.

9. Lembrei-me do poeta Nelson Ned: "E tudo passa, tudo pasará..." Passou o império de Dario, Alexandre o Grande, de Roma, dos Carolíngios, dos Otomanos, o Tsar se foi, Napoleão, as Ditaduras modernas, o último dos Moicanos, o grande Furer, os Barões do café, anos dourados e trocentos mais, a primavera de Praga, o massacre na Praça celestial, a derrocada do muro de Berlim, o 11 de setembro, os tsunamis, os terremotos recentes, as enchentes pavorosas na Polonia. Tudo isto é passado e ao terminar de escrever neste blog às 00:23 também virou passado e o dia seguinte que amanhecerá hoje é o futuro próximo que depois será passado. vai entender!

10. Vou falando fatiado no repente anotando o que passa na retina e pretendo dizer que o mundo já não aguenta mais tantas interferências inócuas e tantos despropositos da mente humana que nasce, cresce  e passa desavisada semeando devastação. Será que ela, tão inteligente nao reflete e aquilata o termo da rescisão terrena quando a alma vai se encontrar frente a frente com o autor da criação. Fica no ar a indagação porque tantos despropositos, tantas varadas n'agua, tantos caos em ebulição se uma só coisa se torna  necessário viver na beleza da contemplação e não entregue aos descuidados de sua geração. Teresa de Lisieux dizia:"No anoitecer da vida serei julgado pelo Amor..." Ainda bem pois o ódio pertence a outros patamares.

11. Amamos alguém com toda a fõrça de nosso coração, devotamos a ela a existência inteira mas não podemos interferir no seu livre arbítrio e pressentimos que algo muito mal vai acontecer-lhe, está iminente. O que fazemos damos a entender, emitimos sinais para afastá-la do acontecimento funesto que paira sobre sua cabeça. É o que justamente está acontecendo hoje com a situação fora do normal e sem parâmetros que vivemos e de extremo perigo para a raça humana.

12. Toco o ponto principal da explanação, interrompida no começo por vozes dissonantes deste pensar, mas que graças à sua paciência, amigo, consigo concluir sem mais pausar.A natureza dá sinais inequivocos da saturação emblemática em que se encontra. Os homens abandonaram a trilha correta e se enveredaram para o principio do mal confortavelmente e peitam a Deus, autor da criação, da beleza da inocência, do suave murmurejar dos regatos, do canto alegre das tardes ensolaradas.Eles com suas leis e concepções já não querem ouvir a melodia de paz,concordia social que emanam da sapiencia eterna da Bondade e Sabedoria.

13. Se me permite dizer, vou dizer até a conclusão meu pensamento em forma de refrão na esperança calma que me entenda e junto comigo melhore as cores destes versos deixados à soleira da sua porta,qual o menino moisés, arrebatado das águass do Nilo pelas mãos abençoadas da filha do faraó...

14. Amigo sensato a hora é de extrema preocupação e refrexão.O grande transatlântico da humanidade está afundando e ouço ao longe vozes desesperadas gritando por socorro e não vou ficar sentado em na proa no conforto dantesco de suas ilusões.
15. Digo por mim mesmo e quisera poder enfeitar versos retilineos no parnazo de leves canções e não costurar nas madrugadas quase vazias de inspiração a prosa pesada medindo as palavras meditando à noite para arriscar escrever se o dia amanhecer.... Passa o homem fica a fama e muitas vezes ele parte ainda com a cama desarrumada.Um dia que se perde custa caro na contabilidade eterna.

16. É tão pouco uma palavra e tão muito um gesto de claridade, um carácter bom e justo fortifica uma cidade Lotiana. Ao término deste apanhado sem pretensão a não ser tornar-se um alerta claro e insofismável aliado a você amigo sincero e a tantos outros que se preocupam com os rumos deste mundão pulcro de capacitades ilimitadas de compreensão. Que venha logo a era da bondade que facultará a passagem direta para a harmonia e paz sinalizados pela Estrela Guia quando a felicidade sobrepujará estes  dias tristes e os vagalumes solidários poderão emergir de seu anomimato para alumiar refletindo a luz intensa da claridade eterea.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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