terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A temperatura está alta...

1. É, fio o andar da caruagem não se apresenta nada bom. Mais uma vez acho que estamos ferrados, desculpe-me o palavreado, mas não encontro outro termo mais apropriado para definir a atual situação do que está se desenrolando em Copenhague. Lá a proposta do país que sedia a reunião é para beneficiar os grandões do planeta, meu pai já dizia que galinha carijó só gosta de ciscar para debaixo das suas asas, ti, ti, ti. Os países top do mundo são os maiores responsáveis pelo efeito do A.G. O que a gente vê, pelas notícias divulgadas é que parece que os primos pobres estão mendigando donativos para fazer frente ao acordo. Eles tem interêsses de colaborar e minorar a situação caótica que está levando os esquimós em pensar de adquirir geladeiras para o paulo norte.


2. Os tais fundos verdes, estão mais para quentes se não sairem do papel terá sido em vão esta
badalada conversa na Dinamarca acerca do aquecimento global. Engraçado parece que atiraram primeiro na mãe terra para depois perguntar em que grau está o ferimento dela e ainda pousam de bom moços para as câmeras ajudando a cicatrizar a ferida quase sem cura do planeta terra, tão pequeno na imensidão sideral, tão grande nos desígnios que Deus idealizou ao criá-lo e esparramou em simetria perfeita tanta harmonia na natureza.

3.Os cômputos exatos definem uma quantia de 300 bilhões por ano para salvar a terra. E o Banco Mundial seria o responsável para administrar o tal fundo( conf. Diário do Comércio 10/12/2009: "Aumenta a fenda entre países ricos e pobres: Nações em desenvolvimento acusam proposta dinamarquesa de privilegiar o domínio e a supremacia dos paises desenvolvidos."


4.Não adianta mudar de ares, ir para lugares mais chiques, tem panela pequena, média e grande em qualquer ambiente. E há muito as riquezas destas nações foram cozidas e fornecidas com a lenha da expansão colonialista do passado. Devolver-nos umas migalhas que sobraram seria o início de resgatar as dívidas antigas e num todo a terra agradeceria. Agora em nome do ar quente global estabelecer hegemonias outras, é complicado ao máximo. Só o futuro poderá dizer a quem interessa o degelo? Que atividades remuneradas poderão advir daí? Uma coisa eu sei ao esquimó e ao urso polar é que não é!

5.Voltando ao nosso terreiro, pensei cabisbaixo, sempre baseado em dados reais de nosso chão brasileiro ( Conf. Adriana David - Diário do Comércio, 27//11/2009 "... a arrecadação tributária em tempo real, alcançará a marca de 950 bilhões hoje, por volta das 17.30,hs." avaliando mais a fundo ela diz: "... seria possível construir cerca de 46 milhões de casas populares de 40m² cada uma, 79 milhões de salas de aula equipadas e 947 mil quilômetros asfaltados de estradas."

6. Então pensei que bom seria se em vez de mendigar atenções dos homens de botas altanadas, nossos representantes legítimos colocassem na pauta de suas realizaçôes a vontade prática de destinar uma precentagem destes impostos de forma constitucional a favor da questão climática?

7.Toda pergunta procedente merece uma resposta, uma análise criteriosa, por mais que este blog mínimo seja desconhecido, fica a pregunta a quem possa solucionar. Uma resposta desajeitada atingiria não só a mim, mas aos milhões de brasileiros plugados na realidade enunciada. Em coro com o Sudânes Di-Aping,entendemos que o aquecimento global "Se ... é o maior risco enfrentado pela humanidade..." O jeito é aguardar e esperar que o bem prevaleça para que a Terra não desfaleça!!!

Helder Tadeu Chaia Alvim
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