terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Os extremos que não se tocam

1.O bem não faz alarde. O alarde não faz bem... Esta é a fala de Andre Del Nero filho consciente de Embu das Artes, Terra que guarda segredos e berço de artistas bem no começo de sua fundação. Ele ouviu este dito de um orador sacro e concordo inteiramente com a explanação pertinente. Ainda com esta entonação solene inicio meu proseio -haja vista que o novo ano se aproxima e na fimbria do horizonte tento vislumbrar para o irmão meu camarada uma feliz jornada em 2010.

2. Mesmo porque manda a gratidão flor sublime colhida nos altos cumes da inspiração, agradecer seu olhar carinhoso, impulso valioso destas rimas soltas e livres e pretendo hoje ser conciso no que se apresente do improviso.

3. Também pretendo render minhas homenagens presentes a Google que idealiza mundos e oferece este espaço aberto para a gente tentar mudar os rumos tortos deste mundo um tanto sensacionalista e carente de conhecimento cultural, eu assumo a palavra dita.

4.Tantas vezes tenho escrito neste Blog, espaço atraente e sério este, uma maneira diferente e democrática de se comunicar. Ele franqueia a quem quiser com responsabilidade, abre as portas com generosidade às postagens de diferentes nacionalidades. Não é à toa que se tornou um gigante insuperável on line conquistando o ranking dos melhores em 2009. E em 2010 vai continuar prestigiando os autores e suas criações.

5. Depois dos agradecimentos passo aos decibéis que pululam indiscriminadamente no vozerio da poluição sonora e penso não ser de muita valia ao conjunto social, blazonar currículos, capacitações, graduações e um rol sem fim de especializações. A filosofia dos evangelhos traz a referência correta ao indicar:"... que a mão esquerda não saiba o que faz a direita." Se na atualidade sobram lentes e phds, faltam ações práticas. Discursos, teses, doutorados e pós não conseguem solucionar as crises e problemas que se avolumam a cada instante.

6. Na política o marketing elaborado enfeita o pavão às vesperas das eleições e conduz o eleitor pela emoção. A razão não entende como os recursos públicos vazam pelo ralo e enriquecem uns em prejuizo irreparável à população. Vemos projetos tramitar de melhoria social, mas na prática a plástica esquece da moradia, escola, segurança e saúde de nós, povão!

7. O impostômetro aumenta com a velocidade supersônica e a infra estrutura viária consome verba astronômica, tem viga caindo, rio transbordando, blecaute elétrico no ar.

8. É barra gente sensata, esclareço que não escrevo para acusar ninguém, não é meu propósito colocar lenha na fogueira, chamuscar a reputação alheia, apenas desabafo nestas linhas, faço eco do que ouvi, explano o pensamento lhano de meus co-cidadãos que auferem o tema tratado no sentir da população.

9.Tão bom seria se estivesse no meu canto, flanando aos ventos da doce poesia e literatura assistindo comodamente o crescimento econômico, moral e social de todos os brasileiros sem distinção de raça, cor e condição financeira neste meu país que admiro, que é um encanto de paciência, solidariedade, que oferece seus ombros nas dificuldades e alegra-se com nossas conquistas e sabe tão bem abrir suas fronteiras para acolher os estrangeiros que aqui querem se estabelecer com igualdade e crescer com vontade.

10.Não carecemos de divulgação alheia, precisamos é que o Brasil acorde de seu sono esplêndido e afine as cordas de suas intenções e realizações a favor do bem comum, visando antes e tudo o bem estar, a concórdia, a paz e o progresso para os seus milhões de filhos amados. E que o chão brasileiro continue a ser exemplo vivo no concerto das nações.

Helder Tadeu Chaia Alvim
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