quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vida Bigbrotteada do Tabaco

1.O tema é forte e controverso. Há tempo pensava em escrever a respeito do assunto. Tenho acompanhado a campanha anti tabagismo e confesso que estou incomodado. As razões deixo-as impressas nesta página. E trata-se de um assunto bem atual, até porque depois de séculos aparece um movimento bem elaborado sobre os efeitos do tabaco na sociedade e inserido nela na vida dos fumantes, obviamente. Concordo em termos pois o cigarro usado sem moderação pode neutralizar as potências do cérebro, corroer a saúde, a inteligência e o espírito humano, minar os tostões do nossos bolsos todos os dias a par do prazer momentâneo, a longo prazo o estrago pode se tornar grande. Falo como fumante assíduo, tenho 51 anos e gozo de perfeita saúde, pois consumo uma das melhores marcas de cigarro a Souza Cruz, de reconhecimento internacional, ok!
 
2. Mas o fundo de quadro me preocupa, e não se trata de fazer apologia disfarçada do tabaco,pergunto amparado na liberdade de expressão, não será mais uma intervenção do estado e instituições envolvidas, na vida já tão bigbrotteada do cidadão? Onde fica o princípio do livre arbítrio e da auto-determinação inerente desde os tempos remotos da filosofia ao ser humano.Somos responsáveis pelos nossos atos, será que a propaganda nos entontece de tal maneira que ao nos seduzir ficamos isentos da responsabilidade pelas nossas ações?

3. A pontinha de intolerância na propaganda antitabagista me deixa de orelha em pé. Amanhã as baterias poderão voltar tendo como alvo outros hábitos arraigados, por exemplo, quem sabe contra o cafézinho, não sei,é uma hipótese, por que não? Será só fomentar estudos científicos sem consistência, publicar artigos e o costume se tornará subversivo.

4. Amigos, uma vez que vivemos na democracia, a poesia acompanha o movimeto de sua época e opinar aumenta as chances do diálogo,do senso crítico e faz brotar o consenso, mediador de conflitos, adiador de imposições. Por isso a razão última deste artigo. Somos tolerantes com nossos defeitos,blazonamos nossas conquistas pessoais e relegamos o fumante para o canto de uma esquina perdida... Assim não dá pé, né!


5. Gostaríamos de ver estampadas na mídia escrita, falada, televisionada, ações cabais contra a violência que assume estatura colossal em todos os níveis da convivência humana. Ações contra a descompustura na política das coisas públicas, ações a favor do saneamento, da iluminação pública, do tranporte, educação, formação intelectual da juventude, a favor da cultura em suas variadas formas, que encontra-se relegada ao mísero estado de quase mendicância, dos moradores de rua a outra realidade contrastante de uma cidade pujante. Ações, ações visando restaurar nossas instituições, pilares de uma sociedade justa, fraterna e solidária. Mais ações
coibindo a poluição avassaladora, socorrendo a camada de ozônio, haja fôlego!!! Enfim, falei, eu e os milhões de cidadãos, aguardamos soluções a curto, médio e longo prazo.

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Helder Chaia Alvim
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