quarta-feira, 15 de julho de 2009

Um Lugar Perene e a Infocibernética

certo mês de maio da chuva, flores e frio!

1.Madrugada findando o mês de maio, das flores, rosas e lírios, das mães e por excelência Maria,a mais pura dádiva saída das mãos de Deus, concebida sem a mácula do pecado original, pura de corpo e alma, sempre virgem, sempre mãe, sempre a esperança de um mundo melhor onde o divino se una ao humano e o eleve acima das querelas e fugacidade da vida terrena passageira.

2. Época de chuvas que entornam água em muita parte; o noticiário diz, represas estouram, o cidadão encara as forças descontroladas da natureza, o firmamento se fecha e de seus orificios desce o aguaceiro intenso e penso na grandeza do universo, na pequenez dos nossos gestos.

3. Bom, vamos mudar de assunto, já que o tempo nos retém em casa é normal que haja algo para fazer. Estive pensando que a internet está esgaravatando tudo, a engenharia on line observa os usuários com meticulosidade e precisão absurda, prevê gostos e tendências para mais na frente oferecer produtos de alta definição. Compra-se por seu intermédio um quase tudo, fogão, computador, filmadoras e uma gama de outros produtos, até flores, sim senhor...

4. Da sua casa, escritório, laborátorio, onde estiver pode adquirir com segurança o que quiser. Oh! era do bluetof, banda larga, velocidade em alta escala. O perigo mora na nossa frente, está na ponta do dedo do desavisado usuário, um clique apenas numa mensagem com dowlond mal intencionado e está tudo acabado zap zap.

5. E a chuva continua incremente, e prossigo,se me permite o caso da modernidade excessiva que minga valores de antigamente como a boa prosa frente a frente com os amigos da gente. Termos e mais termos, ferramentas, links povoam este universo que os antigos diriam do outro mundo que acessa tudo, todos, em poucos segundos. Já disse várias vezes as facilicidades da vida atual, os avanços em tempo real.

6. Cada manhã aparece uma coisa nova, sem falar dos deletérios vírus que incomoda a navegação infocibernética, aparecem roteadores, Ubs, tela cristal, lentes que auxiliam a atingir níveis elevados de precisão em escala planetária, que confusão na minha cabeça, que profusão admirável de conceitos e conteúdos.

7. Nesse turbilhão de informação na minha opinião bem pouco se aproveita, que pena, seriam excelentes meios para a consecução de fins mais nobres e altaneiros. Tecnologia em alta, calor humano em baixa, a alma humana, a cortesia, o papo descontraído deram lugar aos cybers de perder o juízo. E a moda não é passageira, vejo que veio para ficar e alimentar a industria da informática, incrementar um novo jeito de ser da raça humana, isolado na sua cadeira, plugado com o mundo inteiro sem fazer a diferença, iguala para baixo conceitos e medos.

8. Lá vem o poeta com este assunto saudosista e retrógado, companheiro, não vão vingar estas palavras do seu prólogo, dirão certamente os entusiastas on line por inteiro. Que pena, mais uma vez. Queria respirar, levantar a cabeça e olhar ao meu lado, para frente e atrás e enxergar um espaço diferente, com os avanços necessários. Se estamos bem na fita com este cabedal de conhecimento virtual, seríamos melhores mais humanos e soberanos se com tudo isto não minguassem em nós o calor da convivência, a inocência leve, a perenidade do belo, bom e pulcro. Sairiamos dos apuros que nos encontramos e restabeleceriamos o equilibrio de que tanto precisamos.

Heldert Chaider
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